Gestão universitária, diversidade étnico-racial e políticas afirmativas: o caso da UFMG.

dc.creatorYone Maria Gonzaga
dc.date.accessioned2019-08-12T00:04:15Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:29:09Z
dc.date.available2019-08-12T00:04:15Z
dc.date.issued2017-05-19
dc.description.abstractThe purpose of this research was to understand if the admission of a larger number of black and black students into the UFMG, through affirmative policies (sociorcial bonus and quotas), had an impact on the structure of university management, mainly in the academic, administrative and bureaucratic Permanence. It is a case study of a qualitative character that used a quantitative support to base its evidence. Data collection was done through study of institutional documents and semi-structured interviews, with 09 managers: the Vice-Rector, 07 Pro-Rectors and the Director of Social Assistance of the University Foundation Mendes Pimentel. The data were analyzed in light of the Theory of Critical Discourse Analysis. At the end of the study, it was verified that the actions aimed at inclusion made possible by the university are selective reactions to the demands imposed by the presence of racial diversity in the student body and not the result of an integral planning to guarantee the institutionalization of the affirmative public policy, resulting from the struggle Historical development of black social movements through social justice through education, which leads us to conclude that the presence of these students does not have an impact on the university management structure. Created to meet the "elite" interests, the university is born immersed in institutional racism of origin and, for historical and political reasons, continues to operate with imagery of subalternization and inferiority on the black collectives built by scientism of the 19th century, Management processes. Thus, in spite of the relevance of the changes introduced by the current management in the academic, administrative and bureaucratic fields and permanence, they do not yet present the radicality that affirmative politics requires of the university.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-AQQMYK
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectProgramas de ação afirmativa
dc.subjectUniversidades e faculdades Administração
dc.subjectPolíticas públicas
dc.subjectNegros Educação
dc.subjectDiscriminação racial
dc.subject.otherPolíticas públicas afirmativas
dc.subject.otherGestão universitária
dc.subject.otherGestão reativa seletiva
dc.subject.otherRacismo institucional de origem
dc.titleGestão universitária, diversidade étnico-racial e políticas afirmativas: o caso da UFMG.
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Antonia Vitoria Soares Aranha
local.description.resumoEsta pesquisa teve como objetivo compreender se o ingresso de maior quantitativo de estudantes negros e negras na UFMG, por meio das políticas afirmativas (Bônus sociorracial e cotas), provocou impactos na estrutura da gestão universitária, principalmente, nas áreas acadêmica, administrativo-burocrática e de permanência. Trata-se de um estudo de caso de caráter qualitativo que utilizou o suporte quantitativo para embasar suas evidências. A coleta de dados foi realizada através de estudo de documentos institucionais e entrevistas semiestruturadas, com nove gestores/as: um Vice-reitora, sete Pró-Reitoras/es e um Diretor de Assistência Social da Fundação Universitária Mendes Pimentel. Os dados foram analisados à luz da Teoria da Análise Crítica do Discurso. Ao final do estudo, verificou-se que as ações destinadas à inclusão viabilizadas pela universidade são reações seletivas às demandas impostas pela presença da diversidade racial no corpo discente e não fruto de um planejamento integral para garantir a institucionalização da política pública afirmativa, resultante da luta histórica dos movimentos sociais negros pela justiça social através da educação. O que nos leva a concluir que a presença desses/as estudantes não provoca impactos na estrutura de gestão universitária. Criada para atender aos interesses das elites, a universidade nasce imersa no racismo institucional de origem e, por razões históricas e políticas, continua operando com imaginários de subalternização e inferiorização sobre os coletivos negros construídos pelo cientificismo do século XIX, e que se naturalizaram nos processos de gestão. Desta forma, em que pese a relevância das modificações introduzidas pela atual gestão nos campos acadêmico, administrativo-burocrático e da permanência, elas ainda não apresentam a radicalidade que a política afirmativa requer da universidade.
local.publisher.initialsUFMG

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