Parâmetros cardiorrespiratórios e metabólicos em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica submetidos a exercícios com e sem ventilação não invasiva
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Veronica Franco Parreira
Aparecida Maria Catai
Aparecida Maria Catai
Resumo
Introdução: Pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) apresentam considerável limitação à realização de exercícios. Objetivo: avaliar os efeitos agudos da ventilação não invasiva (VNI) nas respostas cardiorrespiratórias e metabólicas durante a realização de exercícios. Materiais e Métodos: 17 pacientes (68,00 6,00 anos) portadores de DPOC moderado a grave (34,82 14,66% predito) foram submetidos a dois testes de exercícios, um incremental (TI) e outro com carga constante (TC). Em cada um dos teste foi realizada aleatoriamente uma prova sem VNI e outra com VNI. Foram avaliadas a pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), saturação periférica de oxigênio (SpO2), os níveis de dispnéia e as concentrações plasmáticas de lactato. Também foi verificada a variação do pico de fluxo expiratório (PF) antes e após cada prova. Foi determinado o limiar anaeróbio (LA) pelo modelo de Hinkley baseado na variabilidade da freqüência cardíaca para comparações com as situações de repouso e pico de exercício. Para análise estatística dos dados foram utilizados os testes t de Student para amostras independentes e o teste de Mann-Whitney para variáveis que não apresentaram distribuição normal. A ANOVA e teste de Friedman foram utilizadas para comparações múltiplas sendo utilizados o pós-hoc de Bonferroni ou Dun. Resultados: No TI, durante a prova sem VNI verificou-se aumento dos níveis de lactato no pico de exercício comparado ao repouso (4,68 1,05 vs 3,55 0,92 mmol/L; p<0,05) e a SpO2 apresentou queda tanto no LA como no pico de exercício comparado ao repouso (90,81 4,57; 90,12 4,70 e 93,75 4,12% respectivamente, p<0,05). Não houve diferença significativa nos níveis de lactato nem na SpO2 quando foi associada a VNI ao teste de exercícios. A PAM e a FC aumentaram significativamente em todas as provas no LA e pico de exercício comparado ao repouso. Entretanto, na prova sem VNI durante o TI a FC do pico de exercício foi maior que a FC no LA (117,81 13,17 vs 106,02 12,03 bpm, p< 0,05). A dispnéia foi maior no LA e pico de exercício comparado ao repouso no teste sem VNI (3,71 1,89 vs 5,12 1,16 e 1,05 1,13; p<0,05), enquanto com VNI apenas a dispnéia no pico de exercícios foi diferente do repouso (4,76 1,75 vs 0,70 0,90; p<0,05). No TC, a PAM, FC e dispnéia aumentaram significativamente entre o repouso e pico de exercício. Já a SpO2 apresentou redução significativa na comparação destes dois momentos, sem diferença entre as provas sem e com VNI. Não houve impacto da utilização de VNI durante o TC como observado no TI. Conclusão: O uso de VNI durante o exercício manteve os níveis de lactato e a SpO2 constantes e aliviou a dispnéia de esforço durante a realização do teste incremental.
Abstract
Assunto
Exercícios respiratórios Uso terapêutico, Pulmões Doenças Fisioterapia, Pulmões Doenças obstrutivas
Palavras-chave
DPOC, Exercícios, CPAP, Lactato