Avaliação ultrassonográfica do diâmetro da bainha do nervo óptico de pacientes com traumatismo cranioencefálico grave e sua correlação com técnica invasiva

dc.creatorFelipe Mendes Ferreira
dc.date.accessioned2021-01-13T15:54:49Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:27:25Z
dc.date.available2021-01-13T15:54:49Z
dc.date.issued2020-09-18
dc.description.abstractIntroduction: increased intracranial pressure (ICP) may deteriorate the clinical conditions of traumatic brain injury (TBI) patients. For this reason, its identification and prompt treatment could modify morbidity and mortality in these set of patients. Among several described techniques to estimate intracranial pressure, one has emerged as non-invasive and easily performed at bedside: ultrasonographic measurement of optic nerve sheath diameter (ONSD). Method: 40 severe TBI patients were included and they were admitted to a level I trauma hospital. They were underwent intraparenchymal device placement, sedated and on mechanical ventilation. After a family member have signed informed consent, ultrasonographic measurement of ONSD was performed and compared with intracranial pressure invasive measurement in order to evaluate association between them and determine a threshold value. People under eighteen years old, penetrating TBI and direct ocular trauma were excluded from this study. Results: 53 ONSD measurements were performed in all patients; 44 measurements (83%) were in patients whose intracranial pressure was < 20 mmHg and nine measurements (17%) in those whose intracranial pressure was ≥ 20 mmHg. ONSD mean value of the group with intracranial pressure < 20 mmHg was 5.4 mm ± 1.0 and while that of the group with intracranial pressure ≥ 20 mmHg was 6.4 mm ± 0.7 (p = 0.0026). There was not statistically significant diference between left and right eyes measurements. Positive and statistically significant correlation was noted between ultrasonographic measurement of ONSD and invasive measurement. On the statistical analysis of ROC curve, the best cut-off was 6.18 mm, with a 77.8% sensitivity and 81.8% specificity. Conclusion: this was the first study in Brazil to evaluate the ONSD measurement in a quantitative analysis and the study with largest sample with severe TBI patients only underwent intracranial pressure invasive measurement already published. From this article, it is possible to conclude a positive correlation between ultrasonographic measurement of ONSD and intracranial pressure invasive measurement with a threshold of 6.18 mm. This validation does not intend to replace the invasive technique, however it demonstrates that this non-invasive technique might be a complementary tool in the neurocritical care when there are not available scans, medical supplies or neurosurgical team.
dc.description.sponsorshipOutra Agência
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/34683
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectLesões Encefálicas Traumáticas
dc.subjectPressão Intracraniana
dc.subjectHipertensão Intracraniana
dc.subjectNervo Óptico
dc.subjectAvaliação Sonográfica Focada no Trauma
dc.subject.otherLesões encefálicas traumáticas
dc.subject.otherPressão intracraniana
dc.subject.otherHipertensão intracraniana
dc.subject.otherNervo óptico
dc.subject.otherAvaliação sonográfica focada no trauma
dc.titleAvaliação ultrassonográfica do diâmetro da bainha do nervo óptico de pacientes com traumatismo cranioencefálico grave e sua correlação com técnica invasiva
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Alexandre Varella Giannetti
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3379815943910747
local.contributor.referee1Wellingson Silva Paiva
local.contributor.referee1Breno Teixeira Lino
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2765556693107877
local.description.resumoIntrodução: o aumento da pressão intracraniana (PIC) pode deteriorar as condições clínicas de pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, sendo que a identificação e o tratamento precoce desse aumento são considerados modificadores de morbidade e de mortalidade. Entre as técnicas descritas para estimar a PIC, uma tem se destacado por, além de ser não invasiva, poder ser realizada facilmente à beira do leito: a avaliação ultrassonográfica do diâmetro da bainha do nervo óptico (BNOP). Método: em 40 pacientes vítimas de TCE grave, admitidos em hospital de trauma nível I, submetidos ao implante de cateter intraparenquimatoso, sedados e em uso de ventilação mecânica, após consentimento de seus responsáveis, foram realizadas medidas ultrassonográficas da BNOP e comparadas simultaneamente com a medição invasiva da PIC, com o objetivo de se avaliar a associação entre as duas técnicas e de se determinar o valor de referência do diâmetro da BNOP para a população estudada. Foram excluídos do trabalho os pacientes com idade inferior a 18 anos, vítimas de traumatismo craniano penetrante ou traumas oculares diretos. Resultados: foram realizadas 53 medidas ultrassonográficas da BNOP nos 40 pacientes do estudo; 44 medidas (83%) foram realizadas em pacientes com PIC < 20 mmHg e nove (17%) em pacientes com PIC ≥ 20 mmHg. O valor médio do diâmetro da BNOP no grupo com PIC < 20 mmHg foi 5,4 mm ± 1,0, e no grupo com PIC ≥ 20 mmHg, 6,4 mm ± 0.7 (p = 0,0026). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as medidas da BNOP realizadas nos olhos direito e esquerdo do mesmo paciente. Foi demonstrada uma correlação positiva e estatisticamente significativa entre a medida ultrassonográfica da BNOP e a medição invasiva da PIC, sendo que, por meio da análise da curva ROC, o melhor ponto de corte encontrado foi 6,18 mm, medida que confere 77,8% de sensibilidade e 81,8% de especificidade na identificação da PIC ≥ 20 mmHg. Conclusão: este estudo parece ser pioneiro no Brasil a avaliar de forma comparativa a medida ultrassonográfica da BNOP com a medição invasiva da PIC, além de ter a maior amostra identificada na literatura composta exclusivamente por pacientes vítimas de TCE grave e submetidos à medição simultânea invasiva da PIC. Conclui-se que há uma correlação positiva entre a medida do diâmetro da BNOP e a medição invasiva da PIC, com ponto de corte definido em 6,18 mm. O objetivo desta validação não substitui a técnica invasiva, mas demonstra que a técnica ultrassonográfica pode ser uma ferramenta complementar de grande utilidade no cuidado do paciente vítima de TCE, principalmente quando não há disponibilidade de exames de imagem, equipamentos ou equipe neurocirúrgica.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE CIRURGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia e à Oftalmologia

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