Embates em torno do pseudoconceito de “ideologia de gênero” na deliberação do Plano Municipal de Educação de Belo Horizonte: reflexões linguístico-discursivas

dc.creatorJulia Camila de Sousa
dc.date.accessioned2025-01-02T15:47:10Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:29:20Z
dc.date.available2025-01-02T15:47:10Z
dc.date.issued2024-11-12
dc.description.abstractThis study aims to investigate the disputes surrounding the inclusion of the term “gender” in the Plano Municipal de Educação de Belo Horizonte (2016) and its amendments, which spread a moral panic that rallied support against social movements focused on gender and sexuality studies. In recent years, this backlash has contributed to political setbacks in Brazil by generating resistance to the concept of “gender,” which reflects a key aspect of the socio-historical construction of social relations, tied to various forms of cultural, economic, political, and symbolic power. The theoretical and methodological foundation of this research is informed by Discursive Semiotics or Greimasian Semiotics (Greimas; Courtés, 2011; Fiorin, 2008; Barros, 2005, among others), the French Discourse Analysis (Pêcheux, 1997; Orlandi, 2015; Courtine, 2016; Mussalim, 2001, among others), and the notion of gender as a performative act (Beauvoir, 1980; Butler, 2003). Drawing on these frameworks, this study aims to analyze ideological and discursive patterns, while also using a semiotic perspective to identify themes (and occasional figures) present in the documents that guide the country’s educational policies. This approach will help us understand the ways in which female identity and the concept of “gender” have been redefined, and it will also map out the discursive imaginaries in Brazilian politics. The study is based on an analysis of the Plano Municipal de Educação de Belo Horizonte and the amendments made to the bill, available on the City Council’s website. The goal is to investigate the proposals to remove gender discussions from public education, looking closely at the strategies used to shape this discourse. Given the right-wing movement’s efforts to eliminate gender studies from official education policies, the study will also explore the values behind these efforts and the broader social contexts that influence how gender is understood. The findings suggest that the thematic paths and figurative elements – shaped by socio-historical and ideological factors – associated with this topic reinforce a negative view of gender in schools and highligh how the rights to discuss and integrate concepts such as “diversity” and “gender” in education are constantly challenged. By cataloging and analyzing the proposals of the councilors, a significant problem in local politics is evident: the distance between legislative decisions and scientific and pedagogical foundations.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/78985
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnálise do discurso
dc.subjectRelações de gênero
dc.subjectEducação
dc.subjectSemiótica
dc.subjectPolítica e educação
dc.subject.otherAnálise do Discurso Francesa
dc.subject.otherSemiótica discursiva
dc.subject.otherEducação
dc.subject.otherGênero
dc.subject.otherPlano Municipal de Educação de Belo Horizonte
dc.titleEmbates em torno do pseudoconceito de “ideologia de gênero” na deliberação do Plano Municipal de Educação de Belo Horizonte: reflexões linguístico-discursivas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Glaucia Muniz Proença Lara
local.contributor.advisor1Luciano Magnoni Tocaia
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2993730142968894
local.contributor.referee1Luciana Maria Crestani
local.contributor.referee1Wander Emediato de Souza
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/6138402019454999
local.description.resumoA presente pesquisa visa investigar as disputas sobre a inclusão do termo “gênero” no Plano Municipal de Educação de Belo Horizonte (2016) e nas suas respectivas emendas, o que disseminou um pânico moral que serviu para unir bases de apoio contra os movimentos sociais dos estudos de gênero e sexualidades. Isso promoveu, nos últimos anos, retrocessos políticos no Brasil ao despertar rejeição ao conceito de “gênero”, o qual apreende uma dimensão específica da construção sócio-histórica das relações sociais, articulada aos múltiplos processos de dominação cultural, econômica, política e simbólica. O marco teórico-metodológico da pesquisa se baseará nos princípios traçados pela Semiótica Discursiva ou Greimasiana (Greimas; Courtés, 2011; Fiorin, 2008; Barros, 2005, entre outros), pela Análise do Discurso de linha francesa (Pêcheux, 1997; Orlandi, 2015; Courtine, 2016; Mussalim, 2001, entre outros) e pela descrição do caráter performativo do gênero (Beauvoir, 1967; Butler, 2003). Com base nessas contribuições teórico-metodológicas, objetivamos propor, pelas lentes da Análise do Discurso, uma análise de formações ideológicas e formações discursivas aliada, em perspectiva semiótica, à depreensão de temas (e figuras ocasionais) que permeiam os documentos que legislam sobre a estrutura educacional do país, de modo a entender como vêm acontecendo ressignificações da identidade feminina e do conceito de “gênero”, além de mapear os imaginários discursivos da política brasileira. Para tanto, o corpus deste trabalho se constrói pelo Plano Municipal de Educação de Belo Horizonte, juntamente com as emendas feitas ao projeto de lei encontradas no site da Câmara Municipal da cidade. Dessa forma, pretende-se examinar as propostas de exclusão das discussões de gênero na educação pública – o que tornará possível depreender os procedimentos e as estratégias utilizados para a construção do discurso em pauta, considerando que a nova direita tem como plano a retirada dos estudos de gênero dos documentos oficiais que definem as políticas educacionais –, os valores envolvidos nessas manifestações e as relações dialógicas extralinguísticas existentes, ou seja, o apontamento para contextos mais amplos que intervêm na estruturação e na produção de sentido sob a ótica do gênero. Os resultados apontam que os percursos temáticos e seus revestimentos figurativos – determinados sócio-histórica e ideologicamente – desenvolvidos no Plano Municipal de Educação de Belo Horizonte endossam uma perspectiva de gênero no ambiente escolar de natureza negativa além de evidenciarem como os direitos de discutir e integrar conceitos como “diversidade” e “gênero” na educação são constantemente desafiados. Catalogando e analisando as propostas dos vereadores, evidencia-se um problema significativo na política local: o distanciamento entre as decisões legislativas e os fundamentos científicos e pedagógicos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos

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