Potencial vacinal da Brucella ovis ΔabcBA encapsulada com alginato contra a infecção por Brucella canis e sua inocuidade em cães
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Sergio Costa Oliveira
Elaine Maria Seles Dorneles
Ana Patrícia de Carvalho da Silva
Carlos Rossetti
Elaine Maria Seles Dorneles
Ana Patrícia de Carvalho da Silva
Carlos Rossetti
Resumo
A brucelose canina é uma doença infectocontagiosa e zoonótica com distribuição
mundial. A infecção é causada por Brucella canis, bactéria Gram-negativo que resulta
em sinais clínicos inespecíficos nos cães e doença crônica debilitante em humanos. A
vacinação é principal ferramenta para o controle da brucelose, no entanto, atualmente
não existe vacina comercial disponível para o controle da brucelose canina. Este estudo
teve como objetivo avaliar a proteção e a resposta imunológica induzida por Brucella
ovis ∆abcBA (Bo∆abcBA) encapsulada com alginato contra o desafio por B. canis em
camundongos e avaliar a segurança dessa cepa em cães. A cinética intracelular em
macrófagos primários caninos e ovinos foi similar, sendo que as cepas selvagens B. ovis
e B. canis foram capazes de multiplicar no meio intracelular, enquanto a cepa vacinal
Bo∆abcBA apresentou perfil atenuado nestas células. A imunização de camundongos
BALB/C com Bo∆abcBA (108 UFC – unidades formadoras de colônia) encapsulada em
alginato induziu proliferação de linfócitos, produção de IL-10 e IFN-γ e protegeu contra
o desafio experimental com B. canis. Cães imunizados com Bo∆abcBA (109 UFC)
encapsulada em alginato soroconverteram e não apresentaram alterações hematológicas,
bioquímicas ou clínicas. Além disso, Bo∆abcBA não foi detectada por isolamento ou
PCR em amostras de sangue, sêmen, urina ou swab vaginal em nenhum momento no
decorrer deste estudo. Bo∆abcBA foi isolado a partir de linfonodos próximos ao local da
inoculação em dois cães 22 semanas após a imunização. Desta forma, os resultados
mostram que Bo∆abcBA encapsulada em alginato protege camundongos contra o
desafio experimental por B. canis, e é segura para cães.
Abstract
Canine brucellosis is an infectious and zoonotic disease with worldwide distribution and
is considered neglected. The infection is caused by Brucella canis, a Gram-negative
bacterium that results in unspecific clinical signs in dogs and chronic disease in humans.
Vaccination is most important tool for controlling brucellosis, but currently there is no
vaccine available for canine brucellosis. This study aimed to evaluate protection and
immune response induced by Brucella ovis ∆abcBA (Bo∆abcBA) encapsulated with
alginate against the challenge with B. canis in mice and to assess the safety of this strain
for dogs. The intracellular kinetics in primary canine and sheep macrophages was
similar, with the wild strains B. ovis and B. canis being able to multiply in the
intracellular medium, while the Bo∆abcBA vaccine strain showed an attenuated profile
in these cells. Immunization of BALB/C mice with alginate-encapsulated Bo∆abcBA
(108 CFU – colony forming units) induced lymphocyte proliferation, production of IL10 and IFN-γ, and protected against experimental challenge with B. canis. Dogs
immunized with alginate-encapsulated Bo∆abcBA (109 CFU) seroconverted, and had no
hematologic, biochemic or clinical changes. Furthermore, Bo∆abcBA was not detected
by isolation or PCR with blood, semen, urine samples or vaginal swabs at any time
point over the course of this study. Bo∆abcBA was isolated from lymph nodes near to
the site of inoculation in two dogs at 22 weeks post immunization. In conclusion,
encapsulated Bo∆abcBA protected mice against experimental B. canis infection, and it
is safe for dogs.
Assunto
Patologia animal
Palavras-chave
Cão, Bactéria, Vacina