Ressignificando os espaços e ambientes externos na EMEI Coqueiros
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
As crianças aprendem pelas mais variadas formas, para entender a relação entre utilização dos espaços externos na escola e a aquisição de saberes, busquei analisar a concepção da utilização dos espaços externos da Escola Municipal de Educação Infantil Coqueiros, pelos professores e alunos de uma turma de 5 anos. Desse modo procurei observar, verificar o uso, detectar a percepção dos professores sobre a importância da organização dos ambientes nos espaços externos da instituição, identificando como se dá a organização dos materiais pedagógicos dos pátios escolares. Na tentativa de potencializar o uso destes espaços, sensibilizar os profissionais quanto a importância da organização dos espaços como componente curricular e potente ação do planejamento pedagógico; propus um projeto de intervenção com planos de ação a fim de ressignificar os espaços externos da EMEI Coqueiros. A fim de demonstrar a necessidade e importância da brincadeira como prática educativa a serem desenvolvidas no cotidiano escolar, uma vez que as brincadeiras são em si uma proposta educacional para um salto qualitativo no processo ensino aprendizagem cabendo assim ao professor ser o mediador dessa prática. Este estudo teve como base a concepção de que criança quer mais do que espaço. Todas as dependências das instituições de educação infantil, internas e externas, têm potência educadora, sendo que os critérios e os princípios que apontaram como fundamentais para organização dos espaços das salas das crianças se estendem às demais dependências. Conforme Lenira Haddad e Maria das Graças Souza Horn (2001), a implicação pedagógica decorrente desta ideia é a de que a forma como organizamos o espaço interfere significativamente nas aprendizagens infantis e na constituição da pessoa da criança, queiramos ou não. Para Prado (1994), “ a escola precisa ser um ambiente, aprimorado e estrutura, onde a criança ainda bem pequenas iniciam um elaborado processo de aprendizagem”. Isto é garantir a mente infantil deslocar-se livremente de uma coisa para outra, assim estabelecer relações, criando um jogo entre ela e as coisas que vai observando. Analisando os dados da pesquisa de campo, através das observações e das entrevistas, percebi que para os atores entrevistados (as professoras e as crianças), ambos acreditam ser não somente necessário como importante o uso dos espaços externos no dia a dia, pois conforme elas, é neste lugar que tudo acontece: a diversão, a brincadeira, a interação com os pares, como ambiente, e outros elementos. Ressalto que através da pesquisa comprovei que as possibilidades das crianças assim como das professoras foram ampliadas, pois se abriu um leque de outras oportunidades, ao usarmos este espaço como estações para pinturas, desenhos, viagens espaciais, música, dança, jogos e brincadeiras. Saliento que durante toda pesquisa vária foram as demonstrações de carinho e afeto por partes das crianças, seja qual fosse o espaço da escola em que me encontrava, ao passar por mim sempre me cumprimentavam com sorriso no rosto, alguns corriam e me abraçavam forte, é notório que esses gestos refletem o impacto das minhas ações, demonstrando que essas crianças foram de alguma forma afetadas, assim como me afetaram. E foi assim, imersos nessa atmosfera que juntamente com as crianças cumprimos o propósito de ressignificação do espaço externo da EMEI Coqueiros, denominado anfiteatro transformando-o em uma grande “estação Espacial”, que favoreceu a interação das crianças como o brincar, os brinquedos e com seus pares.
Abstract
As crianças aprendem pelas mais variadas formas, para entender a relação entre
utilização dos espaços externos na escola e a aquisição de saberes, busquei analisar
a concepção da utilização dos espaços externos da Escola Municipal de Educação
Infantil Coqueiros, pelos professores e alunos de uma turma de 5 anos. Desse modo
procurei observar, verificar o uso, detectar a percepção dos professores sobre a
importância da organização dos ambientes nos espaços externos da instituição,
identificando como se dá a organização dos materiais pedagógicos dos pátios
escolares. Na tentativa de potencializar o uso destes espaços, sensibilizar os
profissionais quanto a importância da organização dos espaços como componente
curricular e potente ação do planejamento pedagógico; propus um projeto de
intervenção com planos de ação a fim de ressignificar os espaços externos da EMEI
Coqueiros. A fim de demonstrar a necessidade e importância da brincadeira como
prática educativa a serem desenvolvidas no cotidiano escolar, uma vez que as
brincadeiras são em si uma proposta educacional para um salto qualitativo no processo
ensino aprendizagem cabendo assim ao professor ser o mediador dessa prática. Este
estudo teve como base a concepção de que criança quer mais do que espaço. Todas
as dependências das instituições de educação infantil, internas e externas, têm
potência educadora, sendo que os critérios e os princípios que apontaram como
fundamentais para organização dos espaços das salas das crianças se estendem às
demais dependências. Conforme Lenira Haddad e Maria das Graças Souza Horn
(2001), a implicação pedagógica decorrente desta ideia é a de que a forma como
organizamos o espaço interfere significativamente nas aprendizagens infantis e na
constituição da pessoa da criança, queiramos ou não. Para Prado (1994), “ a escola
precisa ser um ambiente, aprimorado e estrutura, onde a criança ainda bem pequenas
iniciam um elaborado processo de aprendizagem”. Isto é garantir a mente infantil
deslocar-se livremente de uma coisa para outra, assim estabelecer relações, criando
um jogo entre ela e as coisas que vai observando. Analisando os dados da pesquisa
de campo, através das observações e das entrevistas, percebi que para os atores
entrevistados (as professoras e as crianças), ambos acreditam ser não somente
necessário como importante o uso dos espaços externos no dia a dia, pois conforme
elas, é neste lugar que tudo acontece: a diversão, a brincadeira, a interação com os
pares, como ambiente, e outros elementos. Ressalto que através da pesquisa
comprovei que as possibilidades das crianças assim como das professoras foram
ampliadas, pois se abriu um leque de outras oportunidades, ao usarmos este espaço
como estações para pinturas, desenhos, viagens espaciais, música, dança, jogos e
brincadeiras. Saliento que durante toda pesquisa vária foram as demonstrações de
carinho e afeto por partes das crianças, seja qual fosse o espaço da escola em que
me encontrava, ao passar por mim sempre me cumprimentavam com sorriso no rosto,
alguns corriam e me abraçavam forte, é notório que esses gestos refletem o impacto
das minhas ações, demonstrando que essas crianças foram de alguma forma
afetadas, assim como me afetaram. E foi assim, imersos nessa atmosfera que
juntamente com as crianças cumprimos o propósito de ressignificação do espaço
externo da EMEI Coqueiros, denominado anfiteatro transformando-o em uma grande
“estação Espacial”, que favoreceu a interação das crianças como o brincar, os
brinquedos e com seus pares.
Assunto
Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), Educação de crianças
Palavras-chave
Crianças, Educação infantil, Espaços externos, Organização do ambiente