Incidência da doença falciforme em um milhão de nascidos vivos em Minas Gerais (1998-2001)

dc.creatorJose Nelio Januario
dc.date.accessioned2019-08-10T06:40:15Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:39:01Z
dc.date.available2019-08-10T06:40:15Z
dc.date.issued2002-06-28
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-AQ5N52
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnemia falciforme
dc.subjectDoença da hemoglobina SC
dc.subjectTraço falciforme
dc.subjectHemoglobinopatias
dc.subjectTriagem neonatal
dc.subjectPediatria
dc.subject.otherDoença da Hemoglobina SC
dc.subject.otherTraço Falciforme
dc.subject.otherEstigma de Célula Falciforme
dc.subject.otherAnemia Falciforme
dc.subject.otherTriagem Neonatal
dc.subject.otherHemoglobinopatias
dc.subject.otherDoença Falciforme
dc.subject.otherDoença da Hemoglobina S
dc.titleIncidência da doença falciforme em um milhão de nascidos vivos em Minas Gerais (1998-2001)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Marcos Borato Viana
local.contributor.referee1Anna Barbara de Freitas Carneiro Proiett
local.contributor.referee1Eugenio Marcos de Andrade Goulart
local.contributor.referee1Sara Teresinha Olalla Saad
local.description.resumoTrata-se de estudo observacional, descritivo, destinado a avaliar a ocorrência e distribuição da doença falciforme na população de nascidos vivos do Estado de Minas Gerais, com base em testes de triagem neonatal realizados entre março de 1998 e dezembro de 2001, relativos a 1.060.757 crianças. A cobertura obtida pela triagem, em relação aos nascidos vivos no período estudado, foi estimada em 92,8%. A coleta da primeira amostra, busca-ativa e encaminhamento dos casos confirmados, assim como a coleta de novas amostras para os casos suspeitos, foram executados, predominantemente, por equipes de saúde das Unidades Básicas de Saúde, em todos municípios do Estado. A incidência encontrada em recém-nascidos para todos fenótipos pertencentes do grupo de doença falciforme foi de 1:1.383, sendo 1:2.581 para Hb SS e 1:3.357 para Hb SC.O traço falciforme apresentou um percentual médio de incidência de 3,3%, com variações entre 1,5% a 4,8% nas diferentes regiões do Estado. A hemoglobinopatia C (Hb CC) foi encontrada em 0,01%, e o traço Hb AC em 1,3% das crianças. O traço para a hemoglobina D (Hb AD) ocorreu em cada 2.321 nascimentos. A doença da hemoglobina H (Hb Bart´s) foi identificada com alta probabilidade de positividade em sete casos. Verificou-se uma incidência de 4,8% (n= 51.078) para todas as hemoglobinas variantes encontradas em homozigose ou heterozigose. Para elucidação de alguns fenótipos, foram associadas técnicas moleculares tipo Polymerase Chain Reaction (PCR) e estudos em familiares para confirmação diagnóstica. Os pacientes com critério clínico para tratamento foram encaminhados à Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais - Hemominas. As maiores taxas de incidência da doença falciforme ocorreram no norte e nordeste do Estado (Diretorias Regionais de Saúde de Unaí, Montes Claros e Teófilo Otoni). Regiões limítrofes com o Estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul e sul de Goiás apresentaram as menores incidências. Constatou-se que a distribuição territorial dos heterozigotos e dos homozigotos para a hemoglobina C apresenta conformação diferente daquela relacionada à hemoglobina S em algumas grandes regiões, sendo recomendável a realização de estudos posteriores com desagregação dos dados. As significativas diferenças regionais encontradas na distribuição da doença falciforme devem ser consideradas no planejamento estadual de ações de saúde. Alerta-se para a necessidade de adoção imediata de uma estratégia nacional com enfoque na adaptação da rede hospitalar e, particularmente, dos serviços de urgência, para oferecer cuidados clínicos adequados ao doente falciforme, considerando a gravidade e o polimorfismo de sua condição. Ao mesmo tempo, a doença falciforme, visto sua alta prevalência, deve ser incorporada ao rol de preocupações dos crescentes programas municipais multidisciplinares de atenção primária. Ressalta-se que os programas de triagem neonatal para a doença falciforme, em franca expansão no País, devem ser submetidos a rigorosos processos de avaliação dos resultados obtidos no tratamento e acompanhamento dos casos detectados, pois o benefício do diagnóstico neonatal precoce já é uma experiência mundial consagrada.
local.publisher.initialsUFMG

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
dfalc_disserta__o_nelio_vers_o.definitiva_2_.impress_o.pdf
Tamanho:
1.86 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format