O reconhecimento do transtorno depressivo entre os alunos de um curso de medicina por professores e por mentores
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Cláudia Maria Generoso
Luiz de Paulo Ribeiro
Luiz de Paulo Ribeiro
Resumo
A graduação em medicina envolve vários desafios para os alunos, como a competição por uma vaga, as altas exigências do curso e os valores das mensalidades. A medicina é uma carreira muito valorizada socialmente e algumas famílias investem suas expectativas em um dos membros, que deve corresponder e se formar médico. Apesar dessa valorização, alunos universitários de medicina sofrem com diferentes apresentações de sofrimento mental, potencializados pela própria graduação. Dentre esses quadros destacam-se os transtornos de ansiedade, os transtornos depressivos e em alguns casos mais graves a presença de ideação de autoextermínio. O sofrimento mental do aluno está diretamente correlacionado com a queda de rendimento em suas atividades acadêmicas e o aumento dos casos de suicídio. A saúde mental dos estudantes tem se constituído cada vez mais como preocupação das Instituições de
Ensino Superior, que têm abordado o problema de formas distintas, uma destas, a mentoria. Essa pesquisa teve por objetivo analisar se há diferenças na abordagem e na identificação dos transtornos depressivos dos alunos de medicina por professores e por mentores e se o tamanho das turmas influenciaria nesse processo. Investigou-se ainda, a contribuição da atuação do núcleo de apoio psicopedagógico da instituição por meio da percepção dos docentes. A pesquisa se deu em duas etapas, sendo a primeira marcada pelo preenchimento de um questionário por 23 professores, a fim de se conhecer o perfil do docente do curso de medicina da instituição na qual os dados foram coletados. Em um segundo momento, foram realizados dois grupos focais com um total de 10 professores e mentores, nos quais se discutiu sobre a saúde mental dos alunos do curso de medicina. Para a análise, foi utilizado o Discurso do Sujeito Coletivo, por meio do programa DSCsoft. Os resultados apontaram que tanto professores quanto mentores têm um importante papel em relação ao transtorno depressivo dos alunos. Os professores têm importância na identificação dos transtornos mentais apresentados pelos alunos, enquanto os mentores atuaram de forma mais consistente na condução dos casos. A atuação do mentor demonstrou, ainda, vínculo com a atuação do núcleo de apoio psicopedagógico, sendo as duas ferramentas indissociáveis. A presença de grupos menores de alunos foi de suma importância na identificação dos transtornos depressivos, de acordo com os docentes. Portanto, a proximidade entre docentes e alunos efetivada pela mentoria e a constituição de grupos menores de alunos, permitiu uma aproximação entre estes sujeitos, contribuindo para o bom desfecho dos casos.
Abstract
Assunto
Educação, Psicologia educacional, Ensino superior, Ambiente escolar, Estudantes de medicina - Transtorno depressivo, Estudantes de medicina-- Depressão mental, Estudantes de medicina - Transtornos de Ansiedade, Estudantes de medicina - Saúde mental, Medicina - Estudo e ensino (Superior), Professores de medicina, Mentoria, Professores e alunos
Palavras-chave
Medicina, Saúde mental, Depressão, Mentoria