Percepções temporais e controle: um estudo com trabalhadores de call center

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Universidade Federal de Minas Gerais

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O objetivo deste estudo foi analisar como se relacionam percepções temporais e percepções de formas de controle de trabalhadores de call center. O referencial teórico focalizou o tempo nas organizações, aprofundando- se nas cinco dimensões temporais apresentadas por Bluedorn e Jaussi (2007). Empreendeu-se uma pesquisa empírica descritiva, com abordagem qualitativa e análise de conteúdo de 19 entrevistas realizadas com operadores de telemarketing, a partir de um posicionamento interpretacionista. Pôde ser observado que a maioria dos entrevistados prefere trabalhar de modo monocrônico, veloz, pontual, atento ao futuro e eles parecem ter o arrastamento por condução. Analisou-se ainda a preponderância dos instrumentos de controle exercido pela empresa sobre o empregado no que tange a suas percepções e experiências temporais, pois, além de ele não poder adotar comportamentos considerados mais confortáveis, seu tempo é continuamente pressionado rumo a uma crescente produtividade. Os resultados possibilitam reflexões sobre o precário trabalho do operador de telemarketing, algo que não se torna superável pela simples redução de sua jornada de trabalho, como já efetivado por instrumentos legais no país

Abstract

The objective of this study was to analyze how temporal perceptions and perceptions of control forms of call center workers are related. The theoretical framework focused on time in organizations and the five temporal dimensions presented by Bluedorn and Jaussi (2007). A descriptive empirical research was performed, with a qualitative approach and content analysis of interviews carried out with 19 telemarketing operators, using an interpretative positioning. It was observed that the majority of the interviewees prefer to work in a monocronic, fast, punctual, future-focused manner, and they seem to have lagging entrainment. It was also analyzed the preponderance of the control instruments exercised by the company over the employees in relation to their perceptions and temporal experiences, since, besides not being able to adopt more comfortable behavior, their time is continually pressed towards a growing productivity. The results allow for reflections upon the precarious work of the telemarketing operator, something that is not overcome by simply reducing their working hours, as already effected by legal instruments in the country.

Assunto

Recursos humanos, Centros de atendimento ao cliente

Palavras-chave

Percepções temporais, Tempo, Controle, Call center, Administração de recursos humanos

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http://https://portalseer.ufba.br/index.php/rigs/article/view/25301/16623

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