De-evilizing the L1: Project-Based learning and translanguaging as an integrative approach to the bilingual learner
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Des-malizando a L1: Aprendizagem Baseada em Projetos e Translinguagem como uma proposta integrativa para o aprendiz bilíngue
Primeiro orientador
Membros da banca
Janaína da Silva Cardoso
Climene Fernandes Brito Arruda
Climene Fernandes Brito Arruda
Resumo
Drawing on studies in Linguistics, the field of bilingualism has traditionally described bilingual practice from a formalist perspective, which views languages as autonomous systems that function independently of the speaker (Costa, 2011; Kenedy, 2011). The hybrid use of languages, a defining feature of bilingual discourse, was for many years described as interference, requiring systematic correction to prevent the fossilization of what was understood as error (Selinker, 1972). These conceptions reinforce the tendency to analyze bilingual speech through a monolingual lens, a view reinforced by pedagogies used in Additional Language teaching until recent decades, when the need to celebrate the linguistic diversity of speakers competent in more than one language was recognized. This teaching, which should highlight linguistic tensions, instead reinforces monoglossic perspectives that hierarchize and maintain rigid boundaries between languages. Contrary to this view, translanguaging offers an integrative perspective. Taking bilingual speakers’ linguistic practices as the norm rather than the exception (García; Wei, 2014), the hybrid use of languages that make up speakers’ repertoires is celebrated and encouraged as a facilitator of communication. In contexts where the Direct Method is adopted, such as in some language courses, i.e. where the target language is used as the language of instruction, the mistaken belief that learning a new language requires abandoning the use of one's First Language (L1) to avoid negative interference in the new system being formed in the learner’s mind is reinforced. However, the linguistic practices of bilingual speakers demonstrate various aspects of L1 present in their discourse. In this case study, we analyzed the interactions of two groups of students over one semester in a C1 CEFR-level English course in six pedagogical activities under a Project-Based Learning (PBL) curriculum. The interactions were recorded in audio and later transcribed to identify conscious and/or unconscious translanguaging practices. To understand translanguaging, instances of Portuguese use—both explicitly and in the complex metalinguistic processing employed by students—were classified according to twenty metafunctions that indicate the communicative intent behind such use. To contrast the findings from the recordings, students and teachers were invited to complete a questionnaire on the positive and negative aspects of Portuguese use in class, as well as the measures teachers adopted to manage this usage. The translanguaging movement reveals a preference among students for using Portuguese for specific purposes: pragmatic markers, off-topic conversations, pronunciation of proper nouns, and clarifying and commenting on ongoing activities. Furthermore, both students and teachers recognized the role of Portuguese as a learning facilitator, whether to speed up complex explanations or to strengthen rapport. Recognizing L1 as a learning resource opposes its prohibition in the classroom and highlights its contribution to the development of bilingual competencies.
Abstract
Apoiando-se nos estudos da Linguística, a área do bilinguismo tradicionalmente descreveu a prática bilíngue sob uma perspectiva formalista, que entende as línguas enquanto sistemas autônomos que funcionam independente do falante (Costa, 2011; Kenedy, 2011). O uso híbrido das línguas, característica marcante do discurso bilíngue, foi, durante muitos anos, descrito como interferência, sendo necessária a correção sistemática para evitar a fossilização do que era entendido como erro (Selinker, 1972). Essas concepções reforçam a tendência de se analisar a fala bilíngue sob uma lente monolíngue, concepção reforçada pelas pedagogias utilizadas no ensino de Línguas Adicionais até décadas recentes, quando se reconheceu a necessidade de celebrar a diversidade linguística de falantes competentes em mais de uma língua. Este ensino, que deveria trazer à tona tensões linguísticas, reforça perspectivas monoglóssicas que hierarquizam e mantêm as línguas sob fronteiras rígidas. Contrária a essa concepção, a translinguagem oferece uma perspectiva integrativa. Tomando como ponto de partida as práticas linguísticas de falantes bilíngues como a norma, e não o contrário (García; Wei, 2014), o uso híbrido das línguas que compõem o repertório dos falantes é celebrado e encorajado como facilitador da comunicação. Em um contexto onde o Método Direto é adotado, como em alguns cursos livres, i.e. a língua-alvo é usada para ensinar a própria língua, reforça-se a concepção equivocada de que, para aprender uma nova língua, deve-se abrir mão de usar sua Primeira Língua (L1), para que não ocorra uma interferência negativa no novo sistema que está sendo formado na mente do aprendiz. Entretanto, a prática linguística de falantes bilíngues demonstra vários aspectos da L1 presentes em seus discursos. Neste estudo de caso, analisamos as interações de dois grupos de alunos durante um semestre letivo em um curso de inglês de nível C1 do CEFR em seis atividades pedagógicas sob um currículo da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). As interações foram gravadas em áudio e posteriormente transcritas para identificar práticas translíngues conscientes e/ou inconscientes. Para entender a translinguagem, as ocorrências de uso do português, tanto explicitamente, quanto nos complexos processamentos metalinguísticos utilizados pelos alunos, foram classificadas segundo vinte metafunções que apontam para a intenção discursiva daquele uso. Visando contrastar as descobertas levantadas pelas gravações, alunos e professores foram convidados a responder um questionário sobre os pontos positivos e negativos do uso do português nas aulas, bem como as medidas adotadas pelos professores para gerenciar tal uso. O movimento translíngue aponta para uma preferência dos alunos para o uso do português com objetivos específicos: marcadores pragmáticos, diálogos cotidianos, pronúncia de substantivos próprios, e para esclarecer e comentar as atividades em curso. Ademais, alunos e professores reconheceram o papel do português como facilitador da aprendizagem, seja para agilizar explicações mais complexas, ou para fortalecer vínculos afetivos. O reconhecimento da L1 como um recurso de aprendizagem contrapõe-se à orientação de sua proibição em sala de aula e destaca sua contribuição no desenvolvimento de competências bilíngues.
Assunto
Aquisição da segunda linguagem, Bilinguismo, Língua inglesa – Estudo e ensino
Palavras-chave
Project-Based Learning, Translanguaging, Bilingualism