Brincadeiras de “mamãe e filha/o” na educação infantil: apropriações de relações de gênero por meninas e meninos em um contexto coletivo

dc.creatorCamila Trigo Matos
dc.date.accessioned2025-04-24T14:35:39Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:55:24Z
dc.date.available2025-04-24T14:35:39Z
dc.date.issued2025-02-27
dc.description.abstractThis dissertation investigated how children between 2 and 3 years old appropriate gender relations in the context of a public Brazilian Early Childhood Education School in Belo Horizonte. The research was grounded in Cultural-Historical Psychology and Gender Studies, establishing a theoretical dialogue between these fields. We understand gender as a historical, cultural, and social construct that develops through interaction. Just as human development occurs through relations with the environment and others, children's gender experiences are also constructed in these interactions. We argue that children not only comprehend gender relations but also appropriate femininities and masculinities in their daily experiences. In this dissertation, we used the database of the Childhood and Schooling program, which contains 897 hours of filmed material, photographs, and interviews with families and teachers. We analyzed the 2019 footage, the third year of fieldwork when the children could communicate verbally. We identified 453 events in 2019, of which one was selected for detailed analysis. The key event, titled “Valéria's Care for Laís”, highlights how girls and boys appropriate femininities and masculinities in the “mother and child” play pretend. This event demonstrates that children not only reproduce gender norms but also create new ways of experiencing them, moving creatively and critically within gender boundaries. Furthermore, the analysis reveals that 2 and 3-year-old children are capable of questioning gender stereotypes, showing that childhood is a potent space for the construction of new possibilities for femininities and masculinities. It is argued that the use of emerging pedagogies in Early Childhood Education can ensure that girls and boys embrace gender relations less stereotypically.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/81806
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEducação de crianças
dc.subjectRelações de gênero
dc.subjectPsicologia educacional
dc.subjectEtnologia
dc.subject.otherEducação infantil
dc.subject.otherPsicologia histórico-cultural
dc.subject.otherEstudos de gênero
dc.subject.otherEtnografia em educação
dc.titleBrincadeiras de “mamãe e filha/o” na educação infantil: apropriações de relações de gênero por meninas e meninos em um contexto coletivo
dc.title.alternative“Mom and Daughter/Son” Play in Early Childhood Education: Boys’ and Girls’ Appropriations of Gender Relations in a Collective Context
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Sandro Vinicius Sales dos Santos
local.contributor.advisor1Vanessa Ferraz Almeida Neves
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5601614079869123
local.contributor.referee1Maria Cristina Soares de Gouvêa
local.contributor.referee1Márcia Buss-Simão
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6190263888994715
local.description.resumoEsta dissertação investigou como crianças de 2 e 3 anos se apropriam das relações de gênero no contexto de uma Escola Municipal de Educação Infantil em Belo Horizonte, a EMEI Tupi. A pesquisa fundamentou-se na Psicologia Histórico-Cultural, nos Estudos de Gênero e na Etnografia em Educação, estabelecendo um diálogo teórico entre esses campos. Entendemos o gênero como um construto histórico, cultural e social, que se forma na interação com o/a Outro/a. Assim, as vivências de gênero se constroem na relação com o meio e com as pessoas ao seu redor e marcam o processo de desenvolvimento cultural das crianças. Argumentamos que as crianças não apenas compreendem as relações de gênero, mas também se apropriam das feminilidades e masculinidades em suas vivências cotidianas. Nesta dissertação, utilizamos o Banco de Dados do Programa de Pesquisa Infância e Escolarização que contém 897 horas de filmagens, fotografias e entrevistas com famílias e professoras. Analisamos as filmagens do ano de 2019, terceiro ano do trabalho de campo, quando as crianças já se comunicavam verbalmente. Foram identificados 453 eventos que explicitavam as relações de gênero, dos quais um foi selecionado para análise detalhada. O evento-chave, intitulado “Os cuidados de Valéria com Laís”, evidencia como meninas e meninos se apropriam das feminilidades e das masculinidades nas brincadeiras de mãe e filha/o. Esse evento demonstra que as crianças não só reproduzem padrões de gênero, mas também criam novas formas de vivenciá-los, movendo-se nas fronteiras de gênero de maneira criativa e crítica. Além disso, a análise revela que crianças de 2 e 3 anos são capazes de questionar os estereótipos de gênero, demonstrando que a infância é um espaço potente para a construção de novas possibilidades de feminilidades e masculinidades. Defende-se que a utilização de pedagogias emergentes na Educação Infantil pode garantir que meninas e meninos se apropriem das relações de gênero de maneira menos estereotipada.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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