Pelas fronteiras: andarilhos em J.M. Coetzee e João Gilberto Noll

dc.creatorFernanda Dusse
dc.date.accessioned2019-11-04T16:45:37Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:13:24Z
dc.date.available2019-11-04T16:45:37Z
dc.date.issued2019-02-22
dc.description.abstractA céu aberto and Life & Times of Michael K can be considered pioneers in the presentation of wanderers – characters who became an asset in contemporary literature. The novels are exemplary in their writers’ efforts to deal with the boundaries of language and representation, representing experimental books of authors interested in challenging the linearity of a plot and the referential function of language. By following the errant path of these characters, the present dissertation demonstrates how wanderers crack historiography, since they have always been present in modern societies, but are away from the main theories of the period and the legitimate forms of documentation. This hypothesis is validated by contrasting the wanderer`s way of life to concepts such as Marx’s lumpenproletariat, Benjamin’s flaneur and Deleuze and Guattari’s deterritorialization. Simultaneously, the novels show how ambivalent concepts as renouncement and resistance, need and desire, freedom and oppression build their path. The texts also point to the frontier as the place where the violences that assemble modernity are more evident, but also as the location where escaping from them is somehow possible. Finally, the comparison between Coetzee and Noll reinforces the relevance of a literary criticism from the global South, taking the geographical boundary as a concept for aesthetic and political propositions. Establishing comparative literature with the same criteria that bring together projects of the global South is a possible pathway for a literary theory that aims to reflect on contemporary geopolitical conflicts.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/30809
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectNoll, João Gilberto, 1946- A céu aberto - Crítica e interpretação
dc.subjectGoetzee, J. M., 1940- Life and times of Michael K - Crítica e interpretação
dc.subjectLiteratura comparada - Brasileira e Sul-africana (Inglês)
dc.subjectLiteratura Comparada - Sul-africana (Inglês) e Brasileira
dc.subjectAndarilhos na literatura
dc.subject.otherandarilho
dc.subject.otherliteratura contemporânea
dc.subject.otherSul global
dc.titlePelas fronteiras: andarilhos em J.M. Coetzee e João Gilberto Noll
dc.title.alternativeAlong the Frontiers: Wanderers in J.M Coetzee e João Gilberto Noll
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Nabil Araújo de Souza
local.contributor.advisor1Élcio Loureiro Cornelsen
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2420574923794536
local.contributor.referee1Sandra Regina Goulart de Almeida
local.contributor.referee1Eneida Maria de Souza
local.contributor.referee1Ivete Lara Camargos Walty
local.contributor.referee1Walter Benjamin Abdala Júnior
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8179821701098050
local.description.resumoA céu aberto e Life & Times of Michael K podem ser considerados pioneiros na apresentação de andarilhos, personagens que se tornaram uma constante na literatura contemporânea. Os romances são exemplares das tentativas de seus autores em lidarem com as fronteiras da linguagem e da representação, constituindo-se como livros marcadamente experimentais em obras que desafiam a construção linear de um enredo e a função referencial da linguagem. Acompanhando o trajeto errante dessas personagens, a presente Tese objetiva demonstrar como os andarilhos promovem uma fissura na historiografia por representarem sujeitos que sempre estiveram presentes na modernidade, mas que permanecem distantes das principais teorias do período e das formas de documentação legitimadas. Para tanto, o modo de vida dessas figuras é aproximado de conceitos como o lumpemproletariado marxista, o flâneur benjaminiano e a desterritorialização, como cunhada por Deleuze e Guattari. Objetiva-se também demonstrar como a leitura dos romances evidencia a ambivalência de critérios como renúncia e resistência, necessidade e desejo, liberdade e opressão na trajetória dessas personagens. Além disso, os textos apontam para a fronteira como o espaço em que as violências que mediam a civilização são percebidas de forma mais evidente, ao mesmo tempo em que o escape a elas é, em alguma medida, possível. Finalmente, a aproximação entre Coetzee e Noll movimenta o debate sobre a importância de uma crítica literária do Sul global, que tome a fronteira geográfica como conceito operante para o fazer artístico e para a proposição política. A proposta de um comparatismo estabelecido a partir dos critérios que unem projetos do Sul global é apresentada como uma possível via para a teoria da literatura que tenta se inserir nos conflitos geopolíticos da contemporaneidade.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7457-9981
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Letras

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