Equoterapia com cavalo versus simuladores de equitação: diferenças nos parâmetros físicos, funcionais e contextuais em distúrbios neurológicos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Larissa Tavares Aguiar
Zaqueline Fernandes Guerra
Zaqueline Fernandes Guerra
Resumo
Introdução: A equoterapia é utilizada como complementar à terapia convencional em diversas condições de saúde. Porém ela possui limitações de acesso devido aos custos elevados e algumas questões de segurança, tendo em vista a resolução dessas e outras questões, os simuladores de equitação foram desenvolvidos para fornecer uma forma segura, acessível, divertida e econômica de treinamento. Portanto, o intuito deste trabalho foi verificar se há diferenças nos paramentos físicos, funcionais e/ou contextuais com o uso da equoterapia com o cavalo real em comparação com o uso de simuladores de equitação em pessoas com lesões neurológicas. Método: Trata-se de uma revisão da literatura. As buscas foram realizadas nas bases de dados PEDro, MEDLINE, SciELO, portal CAPES, Cochrane, LILACS, BVS e Sci-Hub no período de dezembro de 2019 a maio de 2020. Foram selecionados artigos em inglês e português encontrados nas bases supra citadas que relacionavam o uso de cavalo e/ou simuladores de equitação com pessoas com algum distúrbio neurológico com data de publicação entre 2010 e 2020, foram excluídos estudos que não abordavam nenhuma das intervenções ou a população da estratégia PICO. Resultado: Foram encontrados nas bases de dados 220 artigos no total, 128 foram excluídos por duplicação, 92 foram selecionados para leitura do título e resumo, destes 23 estudos foram selecionados para leitura na íntegra. Cinco estudos foram excluídos por não tratar da população definida nesse estudo, sendo então selecionados dezoito estudos para essa revisão. Tanto no tratamento com cavalo real, quanto com o uso de simuladores foram mensurados melhora nos parâmetros físicos e funcionais dos indivíduos, mas os fatores contextuais ainda não foram esclarecidos e a comparação entre intervenções não teve resultados estatisticamente significativos. Discussão: Ambas terapias demonstraram melhorias no domínio estrutura/função do corpo, como por exemplo aumento da ativação muscular de abdominais, melhora de equilíbrio, diminuição de espasticidade, diminuição da fadiga, controle de tronco, dentre outros. Poucos estudos avaliaram a atividade/participação e fatores ambientais, e ainda sim dos que avaliaram entram em contradição uns com os outros. Conclusão: Essa revisão mostra-se relevante por conter poucos estudos atualmente que compraram as duas intervenções e que mostrem parâmetros reprodutíveis para a prática clínica. A eficácia da equoterapia tanto com cavalo real quanto com os simuladores de equitação em condições neurológicas ainda são indeterminadas. As conclusões a serem tiradas desta revisão são limitadas pela falta de pesquisas disponíveis e a heterogeneidade das medidas de resultados, dosagem e tipo de intervenção. Na maioria dos casos, a terapia foi mal descrita e não padronizada. No entanto, trata-se de uma terapia que demonstra resultados positivos na maioria dos estudos abordados. Portanto, há necessidade de desenvolvimento de novas pesquisas para validar os benefícios reais do seu uso e parâmetros reprodutíveis na prática clínica nessa população.
Abstract
Introduction: Equine-assisted therapy (hippotherapy) is used as a complement to conventional
therapy for people with conditions such as neurological injuries. However, it faces high costs
and safety issues. Riding simulators were developed to provide a safe, accessible, and
economical alternative, however it is not known if they are as effective as hippotherapy. This
paper reviews prior literature to test for physical, functional and / or contextual differences
between therapy with a real horse when compared to riding simulators. Method: Searches were
performed for papers in English or Portuguese in the PEDro, MEDLINE, SciELO, CAPES
portal, Cochrane, LILACS, BVS and Sci-Hub databases published between 2010 and May
2020. Papers were only included if they addressed hippotherapy for neurological disorders and
included the PICO strategy. Both in the treatment with real horses and with the use of
simulators, improvement scans were measured in the physical and functional parameters of the
individuals, but the contextual factors have not yet been clarified and the comparison between
interventions did not have statistically significant results. Discussion: Both therapies
demonstrated improvements in the body structure/function domain, such as increased
abdominal muscle activation, improved balance, decreased spasticity, decreased fatigue, trunk
control, among others. Few studies have evaluated the activity/participation and environmental
factors, but even those that evaluated it are in contradiction with each other. Conclusion: This
review summaries the prior research and identifies areas where more research is needed. Most
studies show positive results indicating that hippotherapy is a promising treatment for
neurological injuries, however few prior studies have directly compared horse and simulator
interventions, nor do they show data relevant for clinical practice. Most prior research has been
poorly described and lacks consistent dosage, types of intervention and outcome measures.
There is a need to develop new research to validate benefits of both horse and simulator therapy
and to produce parameters to guide clinical practice in this population.
Assunto
Palavras-chave
Equoterapia, Hipoterapia, Simulador de equitação, Terapia assistida por cavalos, distúrbios neurológicos, Equitação, Neurologia - reabilitação
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