Aspectos técnicos do retalho vertical do músculo reto abdominal modificado por videolaparoscopia

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Resumo

A introdução da amputação abdominoperineal do reto extraelevadora (AAP-EE) foi proposta para diminuir as taxas de margem circunferencial positiva após a ressecção de neoplasias de reto e canal anal. Em funcão da maior ressecção perineal e da dificuldade no fechamento primário do defeito, inúmeras técnicas foram propostas para se evitar complicações da ferida operatória desde a colocação de telas até confecção de retalhos musculares ou miocutâneos. A interposição de retalho vertical do músculo reto abdominal modificado se apresenta como boa opção por oferecer tecido sem tensão e livre de irradiação para o fechamento do defeito perineal. O presente trabalho visa demonstrar aspectos técnicos relacionados a liberação do músculo reto abdominal através da videolaparoscopia. Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 60 anos, diagnosticada com adenocarcinoma de reto distal, cerca de 2 cm da borda anal, com acometimento da musculatura esfincteriana ao exame físico. Estadiamento clínico com achado de neoplasia ao nível da transição anorretal, com acometimento dos músculos esfíncter externo e interno do ânus e 4 linfonodos mesorretais positivos, sem invasão vascular extramural ou linfonodos pélvicos laterais positivos. Após discussão multidisciplinar, foi submetida a quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes, com dose total de 5040cGy. A paciente foi submetida a AAP-EE videolaparoscópica, com liberação do músculo reto abdominal direito e fixação do mesmo durante o tempo perineal da operação Discussão: A reconstrução perineal com uso de retalhos musculares ou miocutâneos apresenta menores taxas de cicatrização retardada e deiscência perineal. O retalho vertical do músculo reto abdominal modificado não inclui a ressecção de ilha de pele, subcutâneo e fáscia abdominal anterior, muitas vezes prescindindo de abordagem em conjunto com a cirurgia plástica, uma vez que a anatomia da parede abdominal é mais familiar ao cirurgião colorretal e sem necessidade de incisão ou manipulação de locais distantes do sítio cirúrgico, como ocorrem com outros retalhos como o glúteo, o grácil e o pudendo interno. Conclusão: O retalho vertical do músculo reto abdominal modificado na reconstrução após AAP-EE é uma alternativa no fechamento perineal e sua liberação através da videolaparoscopia é factível e segura.

Abstract

Assunto

Radioterapia, Reto abdominal, Cirurgia Colorretal

Palavras-chave

Radioterapia, Reto abdominal, Cirurgia Colorretal

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2237936318304684?via%3Dihub

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