Infecção da corrente sanguínea laboratorialmente confirmada associada ao uso do cateter venoso central em terapia intensiva neonatal: epidemiologia e fatores de risco
| dc.creator | Anatercia Muniz Miranda | |
| dc.date.accessioned | 2019-08-12T09:35:25Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:08:48Z | |
| dc.date.available | 2019-08-12T09:35:25Z | |
| dc.date.issued | 2010-06-08 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/BUOS-B93FMG | |
| dc.language | Português | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Cateterismo venoso central | |
| dc.subject | Sepse | |
| dc.subject | Terapia intensiva neonatal | |
| dc.subject | Fatores de risco | |
| dc.subject | Estudos prospectivos | |
| dc.subject.other | Cateterismo Venoso Central | |
| dc.subject.other | Sepse | |
| dc.subject.other | Estudos Prospectivos | |
| dc.subject.other | Terapia Intensiva Neonatal | |
| dc.subject.other | Fatores de Risco | |
| dc.title | Infecção da corrente sanguínea laboratorialmente confirmada associada ao uso do cateter venoso central em terapia intensiva neonatal: epidemiologia e fatores de risco | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Renato Camargos Couto | |
| local.contributor.referee1 | Tania Couto Machado Chianca | |
| local.contributor.referee1 | Silma Maria Cunha Pinheiro Ribeiro | |
| local.contributor.referee1 | Maria Terezinha Carneiro Leão | |
| local.contributor.referee1 | Carlos Mauricio de Figueiredo Antunes | |
| local.description.resumo | Introdução: Cateter venoso central (CVC) é uma tecnologia vital para a sobrevivência de neonatos críticos estando frequentemente associada à ocorrência de infecção da corrente sanguínea (ICS). Objetivos: O objetivo geral da pesquisa foi analisar os fatores de risco para ICS laboratorialmente confirmada e associada ao uso do CVC (ICSLC-CVC) em terapia intensiva neonatal (UTIN) e os objetivos específicos foram: determinar o perfil epidemiológico dos neonatos, caracterizar o CVC utilizado, descrever a flora microbiana e avaliar a influência do tempo de permanência do CVC na ocorrência do evento infeccioso em questão. Material e métodos: estudo de coorte histórica, utilizando dados coletados no período de 1994 a 2004. As variáveis dependentes foram a ICSLC-CVC e o tempo de ocorrência do evento infeccioso. As definições propostas pelo National Healthcare Safety Network em 2008 foram adotadas como critérios de definição do evento infeccioso. A qualidade e consistência dos dados foram conseguidas através de pistas, a partir da coleta dupla, independente e diária, com posterior confronto e correção das discrepâncias. As variáveis independentes foram o tipo de cateter, tipo e local de inserção e peso de nascimento. Na análise univariada as comparações foram realizadas pelo teste de qui-quadrado, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney e pelo Teste de Poisson para verificar a existência de diferenças entre as taxas de infecção por grupo de faixas de peso. Na análise múltipla foi utilizada primeiramente, a regressão logística para ajustar o risco para a ICSLC-CVC e posteriormente, a regressão de Cox para análise de fatores de risco ao longo do tempo. Resultados: foram 2.195 pacientes elegíveis em uso de CVC umbilical (CAU) ou epicutâneo (PICC), totalizando 3852 dispositivos elegíveis sendo que, dados completos estiveram disponíveis para 3.817 CVCs (99%), perfazendo 31.771 cvc-dias. A mediana do peso de nascimento foi de 1770 gramas e do número de cateteres inseridos por paciente foi de dois. Foram 264 ICSLC-CVC, não sendo evidenciados eventos múltiplos. A densidade de incidência da ICSLC-CVC foi de 8,37/1000 cvc-dias. Na análise de associação foram consideradas as ICS associadas somente ao PICC. No modelo final, o peso de nascimento < 1500g [OR, 1,723] e o tempo de permanência do cateter estratificado por semanas apresentaram-se como fatores de risco independentes e correlacionados para a ocorrência da ICSLC-PICC. O risco de infecção não se apresentou uniforme ao longo do tempo de uso do CVC, aumentando progressivamente até 4 semanas em relação à primeira semana, com queda posterior em relação a quarta semana de uso, contradizendo a metodologia do NHSN que indica o ajuste do risco através da utilização de denominadores de densidade (cvc-dia), considerando o risco de infecção uniforme ao longo do tempo. Conclusão: o uso da estratificação do risco semanal para a ocorrência da ICSLC-CVC considerando a exposição do risco diário medido pelo CVC-dia e a odds ratio da semana permitirá um ajuste mais específico as características do dispositivo em uso no neonato. Assim, torna-se necessário repensar o modelo de ajuste de risco para ICSLC-CVC, hoje proposto pelo NHSN e utilizado amplamente pela comunidade acadêmica. | |
| local.publisher.initials | UFMG |
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