O fantasma da classe ausente : as tradições corporativas do sindicalismo e a crise de legitimação do SUS

dc.creatorRonaldo Teodoro dos Santos
dc.date.accessioned2023-02-20T12:25:01Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:12:59Z
dc.date.available2023-02-20T12:25:01Z
dc.date.issued2014-12-15
dc.description.abstractThis thesis highlights the centrality of corporative union behavior in understanding the process of commodification of healthcare in Brazil. It argues that by negotiating the context of workers’ health in a corporatist fashion, the union movement propels the private supplementary health industry, thus undermining the consolidation of a widely-based political movement in favor of the SUS (the constitutionally-mandated universal public health care system). Using analysis of empirical data, this thesis is able to characterize the extant association between the process of labor formalization and the expansion of the presence of private health care in unions’ collective bargaining agreements, in addition to the institutionalization of private healthcare in other instances that define worker’s health. Building on this evidence, we aim to problematize the subordinate placement of the relationship between unions and privately-contracted, collective health plans in the framing of the main theses of sanitarist thought. Using an historic-analytic approach, we proceed to unearth the roots of this debate, investigating the traditions of corporatist thought in Brazil through the Catholic Church’s Social Doctrine and the language of liberal neo-corporatism. In concluding, we show that successful execution of the ethical, scientific and republican political principles that ungird the SUS is incompatible with this model of corporatist behavior. Since it is necessary that the cultivation of a political culture of worker’s rights develops alongside unionization, it is imperative to institutionalize this theme as the centerpiece of reflections that occupy programmatic thought surrounding collectivized health care.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/50221
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectCiência política - Teses
dc.subjectSaúde pública - Teses
dc.subjectCorporativismo - Teses
dc.subjectSindicalismo - Teses
dc.subject.otherCorporativismo
dc.subject.otherMercantilização
dc.subject.otherSaúde do trabalhador
dc.subject.otherSanitarismo
dc.subject.otherSindicalismo
dc.titleO fantasma da classe ausente : as tradições corporativas do sindicalismo e a crise de legitimação do SUS
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Juarez Rocha Guimarães
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1695638860240381
local.contributor.referee1Telma Maria Gonçalves Menicucci
local.contributor.referee1Sônia Maria Fleury Teixeira
local.contributor.referee1Eli Iola Andrade Gurgel
local.contributor.referee1Magda Maria Bello de Almeida Neves
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8382058274832824
local.description.resumoEsta tese consiste em elucidar a centralidade do comportamento corporativo sindical para a compreensão do processo de mercantilização da saúde no Brasil. Argumenta-se, que ao disputar de forma corporativa a saúde do trabalhador, o movimento sindical dinamizaria o setor supletivo da saúde, fragilizando a formação de uma ampla base política organizada de apoio ao SUS. Com o tratamento de dados empíricos, fica caracterizada a associação existente entre o processo de formalização do trabalho, e a expansão da assistência privada nas clausulas de negociação coletiva sindical, além da rotinização desta pauta em outras instâncias que definem a saúde do trabalhador. A partir dessas evidências, procuramos problematizar o enquadramento subalterno que grandes teses do pensamento sanitarista vem dispensando à vinculação dessas organizações trabalhistas com a contratação de planos coletivos privados. Por meio de uma abordagem histórico-analitica, procedemos à recuperação das raízes desse debate, investigando as tradições do pensamento corporativo no Brasil, traduzidos na Doutrina Social da Igreja e na linguagem liberal neocorporativa. A guisa de conclusão, apontamos que a plena efetivação dos princípios éticos, científicos e político-republicanos que inspiram o SUS, é incompatível com o comportamento corporativo. E como parte da necessária formação de uma cultura públicas dos direitos do trabalho junto ao sindicalismo, é preciso tradicionalizar imperiosamente esse tema no centro das reflexões que se ocupam em pensar programaticamente a saúde coletiva.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0125-7700
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência Política

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
tese-versao_defesa - final 2.pdf
Tamanho:
1.75 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: