Informações de carbono importam? Sinalização, regulamentação ambiental e retorno acionário
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Samuel de Oliveira Durso
Talles Viana Brugni
Juliana Costa Ribeiro Prates
Talles Viana Brugni
Juliana Costa Ribeiro Prates
Resumo
Este estudo investigou a relação entre as emissões de carbono e o retorno acionário no mercado brasileiro, utilizando uma amostra de 87 empresas, financeiras e não financeiras da B3, no período de 2014 a 2022. Foram aplicadas regressões para dados em painel, com feitos fixos de tempo de setor para controle da heterogeneidade entre os grupos de empresas. A literatura
internacional elenca evidências consistentes de que o mercado exige um prêmio de carbono pela exposição ao risco de carbono resultante das incertezas relacionadas a uma possível transição desordenada do uso de fontes de energia fósseis para energias renováveis. A literatura nacional, ainda embrionária, não identificou relações significativas nas análises carbono-retorno, ao analisar retornos anormais relacionados ao índice ICO2 e em análises das emissões
de carbono por escopo. Esta pesquisa apresenta um novo recorte temporal e métodos estatísticos ainda não explorados. Os resultados evidenciaram que há uma relação inversamente proporcional entre o total das emissões de carbono e o retorno acionário, e essa relação oscila na presença de sinalizações das empresas, políticas e regulamentos que ameaçam ser severos, de modo que o risco de carbono se concretize. Essa relação não foi identificada nas
investigações por escopo, nas emissões por unidade de receitas ou na variação das emissões, tal como as evidências já presentes na literatura nacional, demonstrando uma análise do mercado na perspectiva do curto prazo e ainda em estágio de evolução. Este estudo contribui para a literatura ao documentar a posição do mercado brasileiro frente à sustentabilidade ambiental.
Abstract
This study investigated the relationship between carbon emissions and stock returns in the Brazilian market, using a sample of 87 financial and non-financial companies listed on B3 from 2014 to 2022. Panel data regressions were applied, with fixed time and sector effects to control for heterogeneity among company groups. The international literature presents consistent evidence that the market demands a carbon premium due to exposure to carbon risk, which
arises from uncertainties related to a potential disorderly transition from fossil fuel sources to renewable energy. The national literature, still in its early stages, has not identified significant relationships in carbon-return analyses when examining abnormal returns related in the ICO2 index and carbon emissions by scope. This research introduces a new temporal framework and statistical methods not yet explored, applying various tests in the sample. The results indicate an inversely proportional relationship between total carbon emissions and stock returns, with
this relationship fluctuating in response to corporate signals, policies, and regulations that threaten to be severe, leading to the materialization of carbon risk. This relationship was not identified in scope-specific analyses, emissions per unit of revenue, or emissions variation, aligning with the existing evidence in the national literature. This finding suggests a short-term market perspective that remains in an evolutionary stage. This study contributes to the literature by documenting the stance of the Brazilian market on environmental sustainability.
Assunto
Carbono, Ações (Finanças), Aspectos ambientais, Contabilidade
Palavras-chave
Carbono, Retorno acionário, Teoria da Sinalização, Políticas e Regulamentações Ambientais