Escrita, paisagem e saúde na literatura indígena

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Luis Alberto Ferreira Brandao Santos
Jacyntho Jose Lins Brandao
Camila Bylaardt Volker
João Alves Rocha Neto

Resumo

A partir da experiência intercultural e transdiciplinar de produção de três livros indígenas sobre saúde, Curar (Hitupmãa), O livro maxakali conta sobre a floresta (Tikmn Mãxakani yõg mmãtiãgtux yõg tappet) estes dois escritos pelos Maxakali , e O livro vivo (Una Hiwea), feito pelos Huni Ku, este trabalho procura delinear o conceito de paisagem nas textualidades indígenas. Desfazendo dicotomias tais como o mito e ciência, primitivos e civilizados, as palavras e as coisas, numa relação não de representação, mas de interação, a paisagem está simbioticamente implicada nas escritas, nos saberes e nas formas indígenas próprias de conhecer. Sendo assim, ela também permeia as concepções de doença e cura, ou seja, o que esses povos consideram saúde. A proposta que os livros em questão nos apontam é de uma grande saúde, para além do humano: a cura da terra. Uma cura que necessita manejar a escrita para o cultivo das paisagens que o pensamento permite e que o planeta precisa para sobreviver. Para tal tarefa usamos a teoria do perspectivismo do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, as formulações sobre a escrita de Maria Gabriela Llansol e o conceito de devir de Gilles Deleuze e Félix Gattari.

Abstract

From the intercultural and transdisciplinary experience of producing three indigenous books on health, Curar (Hitupmana'a), The Maxakali Book tells a story about the forest (Tikm'n Mxakani 'yõg mmati'ãgtux yõg tappet), both written by the Maxakali and The Living Book (Una Hiwea), made by the Huni Ku, this work seeks to delineate the concept of landscape in indigenous textualities. By undoing dichotomies such as myth and science, primitive and civilized, words and things, in a relationship not of representation but of interaction, the landscape implies symbiotically in the writings, in the knowings and in the proper forms of indigenous knowledge. Thus, it also permeates the conceptions of disease and cure, that is, what these people consider health. The proposal that these books point us is a great health, beyond human: the healing of the earth. A cure that needs to handle the writing for thecultivation of landscapes that thought allows and that the planet needs to survive. For this task, we use the Perspectivism theory of the Anthropologist Eduardo Viveiros de Castro, the formulations on the writing of Maria Gabriela Llansol and the concept of becoming of Gilles Deleuze and Félix Gattari.

Assunto

Índios Maxakali, Índios da América do Sul Minas Gerais, Índios kaxinawá, Literatura indígena Brasil História e crítica, Saúde na literatura, Paisagem na literatura

Palavras-chave

Paisagem, Saúde Indígena, Literatura Indígena, Perspectivismo

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