A interface organizacional entre o centro de controle e operação ferroviária e um pátio de manobras de trens

dc.creatorPatrícia César Ferreira Machado
dc.date.accessioned2025-05-05T16:23:24Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:22:15Z
dc.date.available2025-05-05T16:23:24Z
dc.date.issued2019-09-12
dc.description.abstractIn order to develop its Health and Safety System, a rail freight company opens its doors for this study. Based on this generic demand, an analysis of the work of the complex maneuvering yard’s controllers and its interface with the Operations Control Center (OCC) was the core of the investigation. The perception of a strong enmity among the workers of these sectors, found in the first field visits, indicates the way to be taken to meet the initial demand of the railway. The view that the OCC would be the enemy of the maneuver yard would demonstrate a difficulty of cooperation between those areas, culminating in interpersonal conflicts. This research aimed, then, to analyze the determinants of the enmity instituted among the workers, starting from the observation of the negotiations between them, until finding the opinions present in the "systems of activity" in which they are inserted. For this, a qualitative research, based on Grounded Theory (GT) and Ergonomic Work Analysis (EWA), was carried out, showing the reality experienced by the operators at the center of the debate. The deepening of the analysis, guided by the theories of the Activity and Action Course, was responsible for the encounter with the contradictions present in the organizational context. Conflict between sectors was depersonalized as tensions in the elements of the company's operation emerged in the work itself. The first category of tensions found, Structure and Process, is about the structure of railroad sites and the work process, which are conditioning factors of the negotiations. Strong tensions in the company's management model are responsible for the perception of enemies and represent a second category: Management and Control Tools. The conflicting goals are at the center of enmity among workers, demonstrating a form of organization based on “management for conflict”. In addition, the control instruments imposed by the company become more difficult when they undermine the identity construction of recognition, represented by the third category: Individual and Work. Although workers consider that the emergence of conflict has a moral origin, it also arises because decisions of attributing responsibility “from the other” generate a rupture in the image of a well-done job, leading to a break in personal appropriation of the recognition of one's work quality. Finally, after highlighting the systemic contradictions of the maneuvering yard, transforming the antagonistic organizational space into an “agonistic” environment is a way of transforming enemies into legitimate adversaries, offering a space of “conflicting consensus” that allows us to move forward to “conflict management”, through cooperation between different parties. “Agonism” is the relationship between adversaries in real confrontation, which evaluates the consensual perspective as incapable of guaranteeing cooperation, since the disregard of the dissent produced by the organizational context refuses the critical analysis of the conflict itself. Although several contradictions can be distended from changes in the management model, the work context is still conflicting and needs its tensions to be debated. Only then will individuals in the negotiations be regarded as "legitimate opponents" rather than enemies.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/82024
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/pt/
dc.subjectEngenharia de produção
dc.subjectGestão
dc.subjectTransporte ferroviário
dc.subjectErgonomia
dc.subjectSegurança do trabalho
dc.subject.otherInterface organizacional
dc.subject.otherTransporte ferroviário
dc.subject.otherConflitos no trabalho
dc.subject.otherFerramentas de controle
dc.subject.otherSaúde e segurança do trabalho
dc.subject.otherErgonomia da atividade
dc.subject.otherCooperação agonística
dc.titleA interface organizacional entre o centro de controle e operação ferroviária e um pátio de manobras de trens
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Rodrigo Magalhães Ribeiro
local.contributor.advisor1Francisco de Paula Antunes Lima
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0191107377051312
local.contributor.referee1Eugenio Paceli Hatem Diniz
local.contributor.referee1Renata Bastos Ferreira Antipoff
local.contributor.referee1Fábio Vidal Bastos
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9865237478472561
local.description.resumoCom o intuito de desenvolver seu sistema de saúde e segurança, uma empresa de transporte ferroviário de carga abriu-se para este estudo. Partindo dessa demanda, a análise do trabalho dos controladores de um pátio de manobras e sua interface com o Centro de Controle da Operação (CCO) foi o núcleo de investigação. A inimizade entre os trabalhadores desses setores, encontrada em visitas a campo, indicou o caminho a ser trilhado para atender à demanda citada. A visão de que o CCO seria inimigo do pátio de manobras demonstrava dificuldade de cooperação entre as áreas, que culminava em conflitos interpessoais. Esta pesquisa teve como objetivo, então, analisar o que determinava a inimizade instituída entre os trabalhadores, partindo da observação das negociações entre eles, até encontrar as tensões presentes nos “sistemas de atividade” em que estão inseridos. Para isso, uma pesquisa qualitativa, sob as bases da Grounded Theory (GT) e da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) foi realizada, colocando a realidade vivenciada pelos operadores em debate. O aprofundamento das análises, guiado pelas teorias do Curso da Ação e da Atividade, propiciou o encontro com as contradições presentes no contexto organizacional. O conflito entre os setores foi sendo despersonificado à medida em que as tensões presentes nos elementos do funcionamento da empresa emergiam do próprio trabalho. A primeira categoria das tensões encontradas, Estrutura e Processo, está relacionada ao arranjo dos sites da malha ferroviária e ao processo de trabalho, que são condicionantes das negociações. Fortes tensões no modelo de gestão da empresa são responsáveis pela percepção de trabalhar entre inimigos e representam a segunda categoria: Gestão e Ferramentas de Controle. Estas possuem efeitos colaterais no cotidiano da ferrovia e, além de restringir as negociações, trazem tensões ao sistema de saúde e segurança. Metas conflitantes geram inimizade entre os trabalhadores, demonstrando uma organização baseada na “gestão pelo conflito”. Ademais, os instrumentos de controle impostos pela empresa tornam as negociações mais difíceis quando eles prejudicam a construção identitária do reconhecimento, representada pela terceira categoria: Indivíduo e Trabalho. Apesar de os trabalhadores considerarem que a origem do conflito é moral, este aparece porque as decisões de atribuição de responsabilidade “do outro” geram uma ruptura na imagem de trabalho bem feito, levando à quebra na apropriação pessoal do reconhecimento da qualidade do próprio trabalho. Por fim, após evidenciar as contradições sistêmicas do pátio de manobras, a proposta de transformação do espaço organizacional antagônico em um ambiente “agonístico” é uma forma de transformar os inimigos em adversários legítimos, oferecendo um espaço de “consenso conflituoso” que permite avançar em uma “gestão do conflito” pela cooperação entre diferentes. O “agonismo” é a relação entre adversários em confronto real, que avalia a perspectiva consensual como incapaz de garantir a cooperação, pois a desconsideração do dissenso produzido pelo contexto organizacional recusa a análise crítica do próprio conflito. Ainda que contradições se destensionem com mudanças no modelo de gestão, o contexto conflituoso necessita que suas tensões sejam debatidas. Somente assim, os indivíduos nas negociações encarar-se-ão como “adversários legítimos”, não como inimigos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENG - DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA PRODUÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de Produção

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