Laços internacionais complementares e diversificação tecnológica dos países: uma análise com dados de patente para os escritórios do USPTO e EPO
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
João Prates Romero
Elton Freitas
Elton Freitas
Resumo
É mais fácil diversificar para setores tecnológicos que são similares àqueles em que
já se é especializado. Contudo, países periféricos possuem poucas capacidades e
por isso têm maior dificuldade em acessar tecnologias complexas, perpetuando as
desigualdades entre os países. Uma possível solução é colaborar com outros países,
suprindo a ausência de capacidades locais por meio destes contatos. Assim, não só
esse efeito deve ser maior para países menos complexos, como o impacto deve ser
superior quando se colabora com países cuja estrutura tecnológica não seja nem tão
próxima nem tão distante, mas complementar. Este trabalho testa essas hipóteses
usando dados internacionais de patentes para o escritório norte-americano (USPTO)
e europeu (EPO) entre 2000 a 2019. Estabelecendo laços através da co-aplicação
em patentes e usando do índice de complementariedade proposto por Balland e
Boschma (2021), através de modelos de índice Probit e Logit com efeitos-fixos e erros
clusterizados, encontra-se evidência de que países que colaboram com países que
possuam capacidades similares em uma tecnologia têm maior probabilidade de entrar
nela. Este efeito é robusto a diferentes especificações e é maior ainda para países
menos complexos. Contudo, encontramos este impacto apenas depois de controlar por
efeitos não observáveis dos países, sendo na verdade o oposto quando desconsiderados.
Possivelmente isto indica algo que podemos ver na rede de colaborações internacionais
de que países desenvolvidos são seus maiores beneficiários, simplesmente porque são
os que mais colaboram. Além disso, possuir capacidades similares localmente ainda
está associado a maior probabilidade de especialização em novas tecnologias, o que
adiciona à evidência do “princípio do relacionamento”. Assim, ao mesmo tempo em
que este trabalho fornece evidências inéditas ao nível internacional, coloca novas
questões e desafios para trabalhos futuros, principalmente quanto a saber se laços
com outros países de fato mitigam ou aprofundam as desigualdades entre os países.
Abstract
It is easier to diversify into technology sectors that are similar to those in which
one is already specialized. However, peripheral countries have few capabilities and
therefore have a greater difficulty to acess complex technologies, perpetuating inequalities between countries. A possible solution is to colaborate with other countries,
supplementing the absence of local capabilities through these contacts. Thus, not
only should this effect be greater for less complex countries, but the impact should
be greater when collaborating with countries whose technological structure is not
as close or as distant, but complementary. This work test these hypothesis using
international patent data for the USPTO and EPO offices between 2000 and 2019. By
estabilishing ties through patent co-application and using the complementary index
proposed by Balland and Boschma (2021), through Probit and Logit models with
fixed-effects and clustered errors, evidence is found that countries that colaborate
with others that have similar capabilities in a technology have a greater probability
of entering in that technology. This effect is robust to different specifications and
is even greater for less complex countries. However, we find this impact only after
controlling for unobserved country effects, the impact being actually the opposite
when disregarded. This possibly indicates something that we can see in the network
of international colaborations that developed countries are its biggest beneficiaries,
simply because they are the ones that colaborates the most. Besides, having similar
capabilities locally is still related to a greater probability of specialization in new
technologies, which adds to the “principle of relatedness”. Therefore, this work at the
same time as providing new evidence at the international level, raises new questions
and challenges for future works, especially as to whether links with other countries
actually mitigate or deepen inequalities between countries.
Assunto
Patentes, Desenvolvimento organizacional, Economia
Palavras-chave
Complexidade, Relacionamento, Inovação, Colaboração, Patentes, Complementariedade, Desigualdades, Diversificação
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
