Machado de Assis contra a concepção de sujeito solar: implicações na crônica

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Ana Maria Clark Peres
Jose Raimundo Maia Neto

Resumo

Contrariando a tradição moderna do sujeito, que atesta sua indivisibilidade, a obra de Machado de Assis permaneceu alheia ao ditame metafísico da unidade do sujeito. Investigaram-se as implicações dessa postura na crônica, partindo de um corpus composto pelas duas últimas séries escritas pelo autor: 'Bons dias!' e 'A semana'. Baseando-se na via alternativa proposta por Costa Lima, a de um sujeito fraturado, este trabalho identificou, em cada uma das séries, um cronista distinto, dotado de características particulares. Em relação a 'Bons dias!', foi estudado o cronista Policarpo, um ex-relojoeiro atormentado em um mundo de relógios em descompasso. No caso d''A semana', identificou-se um cronista enfastiado com os 'assuntos graves'. Concluiu-se que a heteronímia em Machado de Assis deve ser entendida em sentido amplo: mantendo o controle de suas criações literárias, teria praticado o outramento a fim de ocultar-se, dificultando o trabalho daqueles que procuram por uma identidade.

Abstract

Assunto

Assis, Machado de, 1839-1908 Bons dias! Crítica e interpretação, Sujeito (Filosofia), Ficção brasileira Crítica e interpretação, Assis, Machado de, 1839-1908 A semana Crítica e interpretação, Crônicas brasileiras História e crítica, Subjetividade na literatura, Heteronímia

Palavras-chave

Concepção de sujeito, Machado de Assis, Crônica

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