Borges, historiador subalterno

dc.creatorBreno Anderson Souza de Miranda
dc.date.accessioned2025-02-25T14:45:29Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:29:35Z
dc.date.available2025-02-25T14:45:29Z
dc.date.issued2024-12-16
dc.description.abstractWhat does it mean for Borges, one of the most canonized and influential writers in world literature, to be considered a “subaltern” historian? This designation implies, above all, a deliberate incursion into the besieged citadels of the guardians of morality and the ontology of hegemonic literary history. Borges is not a subaltern historian in the traditional sense of marginalization but rather a “placeless” figure who challenges and subverts the established structures of dominant narratives. In the Brazilian academic context, especially in history and Spanish literature courses, Borges's politics are often ignored or treated as persona non grata. This is partly due to his liberal and conservative stance, which contrasts with the culturalist currents predominant in these disciplines. However, we argue that this political stance is intrinsically linked to his libertarian project of formal autonomy and the construction of a dystopian “anti-community”. This anti-community can be understood as an “epistemological house” open to new forms of historiography that include the theory of fiction. In this context, Borges promotes a new conception of mimesis, in which the “new” realism does not simply seek to imitate the linear projection of reality but to aestheticize the crisis of that very representation, through the eternal return of horror and the refusal of a ontoteleological view of history. In other words, he utilizes the realism “forbidden” to historians to question the inherent limitations and contradictions in the attempt to capture reality through language, proposing a new way to desublimate the metaphysics of objectivity and identitarianism, through a Nietzschean perspective beyond good and evil.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80412
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectBorges, Jorge Luis,1899-1986 – Crítica e interpretação
dc.subjectLiteratura e história
dc.subjectLiteratura argentina – História e crítica
dc.subjectEspaço e tempo na literatura
dc.subjectPolítica e literatura
dc.subjectHistoriografia
dc.subject.otherBorges
dc.subject.otherHistoriografia
dc.subject.otherDistopia
dc.subject.otherPolítica
dc.subject.otherHorror
dc.subject.otherAnticomunidade
dc.subject.otherÉtica
dc.titleBorges, historiador subalterno
dc.title.alternativeBorges, subaltern historian
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Wander Melo Miranda
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2213621728469564
local.contributor.referee1Aline Magalhães Pinto
local.contributor.referee1Priscila Ribeiro Dorella
local.contributor.referee1Emílio Carlos Roscoe Maciel
local.contributor.referee1Davidson de Oliveira Diniz
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0575114805907286
local.description.resumoO que significa, para Borges, um dos escritores mais canonizados e influentes da literatura mundial, ser considerado um historiador “subalterno”? Essa designação implica, sobretudo, uma incursão deliberada nas cidadelas sitiadas dos guardiões da moralidade e da ontologia da história literária hegemônica. Borges não é um historiador subalterno no sentido tradicional de marginalização, mas sim um “sem-lugar” que desafia e subverte as estruturas estabelecidas pelas narrativas dominantes. No contexto acadêmico brasileiro, especialmente nos cursos de história e literatura em língua espanhola, a política de Borges é frequentemente ignorada ou tratada como persona non grata. Isso se deve, em parte, à sua postura liberal e conservadora, que contrasta com as correntes culturalistas predominantes nessas disciplinas. No entanto, argumentamos que essa postura política está intrinsecamente ligada ao seu projeto libertário de autonomia formal e à construção de uma “anticomunidade” distópica. Essa anticomunidade pode ser entendida como uma “casa epistemológica” aberta a novas formas de historiografia que incluem a teoria da ficção. Nesse contexto, Borges promove uma nova concepção de mímesis, na qual o “novo” realismo não busca simplesmente imitar a projeção linear da realidade, mas estetizar a crise dessa própria representação, através do eterno retorno do horror e da recusa a uma visão ontoteleológica da história. Em outras palavras, ele utiliza o realismo “proibido” aos historiadores para questionar as limitações e contradições inerentes à tentativa de capturar a realidade por meio da linguagem, propondo uma nova forma de dessublimar a metafísica da objetividade e do identitarismo, através de uma perspectiva nietzschiana além do bem e do mal.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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