Avaliação ultrassonográfica da espessura da pele de recém-nascidos e sua relação com a cronologia gestacional
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
Introdução: A cronologia gestacional é o marcador mais importante da sobrevida do recém-nascido. O desconhecimento dessa informação pode resultar em riscos neonatais, além de levar a problemas na classificação do neonato em curvas de crescimento e modificar a proporção de prematuros. Atualmente, com o avanço das tecnologias obstétricas e neonatais, novos marcadores que possam refletir a cronologia da gravidez humana são demandados. Acredita-se que a espessura da pele do neonato seja um dos parâmetros evolutivos com potencial de estimar a cronologia da gravidez. A espessura da pele humana pode ser obtida de forma segura e não invasiva através de exame de ultrassom.
Objetivo: Verificar se a espessura da pele do neonato medida por ultrassonografia é capaz de estimar a idade gestacional ao nascer, considerando os perfis de crescimento fetal nas medidas das camadas da pele.
Metodologia: Estudo observacional transversal, no qual medidas da espessura da pele foram obtidas por exame de ultrassom em 198 neonatos com idade gestacional entre 25 e 42 semanas. A avaliação da pele sobre o antebraço e pé foi realizada no primeiro dia de vida. As espessuras das camadas da pele foram comparadas entre neonatos com peso adequado (AIG), pequeno (PIG) e grande (GIG) para a idade de acordo com a curva Intergrowth-21st, pelo teste ANOVA. A associação entre espessura da pele e a estimativa de idade gestacional foi verificada por modelos de regressão.
Resultados: Não houve influência dos perfis de crescimento fetal na espessura epidérmica (p=0,903; p=0,431), dérmica (p=0,194; p=0,496), pele total (p=0,192; p=0,515) e relação derme/epiderme (p=0,239; p=0,540), para antebraço e pé, respectivamente. O melhor modelo para correlacionar a espessura da pele com a idade gestacional foi obtido com a medida da epiderme no antebraço, que assumiu função quadrática, r=0,607, R2=0,369 (p<0,001).
Conclusão: O estudo sinaliza uma nova oportunidade para relacionar a idade gestacional com as camadas da pele neonatal ao nascimento, uma vez que não houve influência dos perfis de crescimento fetal.
Abstract
Introduction: Gestational chronology is the most important marker of newborn survival. The uncertain of the information can result in neonatal risks, besides leading to problems in the classification of the neonate in growth curves and to modify a proportion of preterm
infants. Currently, with the advancement of obstetric and neonatal technologies, new markers that cover the chronology of human pregnancy are demanded. It is believed that the thickness of the neonatal skin is one of the evolutionary parameters with the potential
to estimate the chronology of pregnancy. The thickness of the human skin can be obtained safely and non-invasively through ultrasound examination. Objective: To verify if the thickness of the neonatal skin measured by ultrasonography is
able to estimate the gestational age at birth, considering the profiles of fetal growth in the measurements of the skin layers.
Methods: Cross-sectional observational study in which measurements of skin thickness were obtained by ultrasound examination in 198 neonates with gestational age between 25 and 42 weeks. Evaluation of the skin on the forearm and foot was performed on the
first day of life. The thicknesses of the skin layers were compared between neonates with adequate weight (AIG), small (SGA) and large (GIG) for age, according to the Intergrowth-21st curve, using the ANOVA test. The association between skin thickness
and the estimated gestational age was verified by regression models. Results: There was no influence of the fetal growth profiles on epidermal thickness (p = 0,903, p = 0,431), dermal (p = 0,194, p = 0,496), total skin (p = 0.192, p = 0.515) and
dermis / epidermis ratio (p = 0.239, p = 0.540), for forearm and foot, respectively. The best model to correlate skin thickness with gestational age was obtained with the measurement of the epidermis in the forearm, which assumed quadratic function, r =
0.607, R2 = 0.369 (p <0.001).
Conclusion: The study indicates a new opportunity to relate gestational age to neonatal skin layers at birth since there was no influence of fetal growth profiles.
Assunto
Idade Gestacional, Pele/embriologia, Recém-nascido, Recém-nascido prematuro, Estudo observacional, Dissertação acadêmica
Palavras-chave
Pele, Recém-nascido, Ultrassom, Embriologia da pele, Idade gestacional, Prematuridade