Proatividade em idosos : construção de uma medida e a relação com variáveis sociodemográficas, suporte social e depressão

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Erica de Araujo Brandão Couto
Marcela Mansur Alves
Altermir José Gonçalvez Barbosa
Samila Sathler Tavares Batistoni

Resumo

Para melhor explorar o construto proatividade no Brasil, apresentaremos três estudos: o primeiro é uma revisão narrativa da proatividade no envelhecimento; o segundo estudo é o resultado da construção da primeira escala brasileira voltada a mensurar ações proativas do público idoso e o terceiro sobre a influência da proatividade, dos recursos externos e dos estressores sobre os sintomas de depressão em idosos participantes de grupos voltados à terceira idade na cidade de Belo Horizonte. Com vistas a uma melhor qualidade de vida, a proatividade auxilia no enfrentamento a estressores ligados ao envelhecimento, tanto os que se manifestam no presente como no futuro. No primeiro momento da tese, destacamos o modelo de Proatividade Corretiva e Preventiva (PCP) o qual possui pouca inserção no Brasil pois, predominantemente, as abordagens sobre adaptação do idoso relacionam-se a modelos como os de saúde ou de seleção, otimização via compensação. O avanço teórico do modelo PCP é importante de ser discutido entre profissionais que estudam mecanismos relacionados ao envelhecer bem e, por isso, desenvolvemos uma narrativa explicando o modelo, suas recentes evidências empíricas e possíveis aplicações no Brasil. A pesquisa da proatividade pode contribuir com políticas de prevenções e intervenções na saúde, no social e na adaptação ambiental do idoso. Em um segundo momento, apresentamos o desenvolvimento e o levantamento de evidências iniciais de validade da Escala de Proatividade para Idosos (PROI). Participaram 483 idosos (81% mulheres), com média de idade de 68,5 anos. Os instrumentos utilizados foram uma ficha sociodemográfica e a PROI. A coleta de dados foi realizada de forma online e presencial. A versão final da PROI constituiu de vinte e nove itens distribuídos em oito dimensões: promoção da saúde, oferta de ajuda a outros, substituição de papeis, planejamento financeiro, mudança de local, mudanças no local, gerenciamento da saúde e agregar pessoas. Os resultados indicam que a Escala de Proatividade para Idosos (PROI) possui propriedades psicométricas satisfatórias. Para finalizar, buscou-se identificar as relações e influências dos estressores sociais, dos recursos externos e da proatividade sobre os sintomas depressivos. Os dados dessa pesquisa foram provenientes de uma pesquisa de corte transversal com 330 idosos que vivem na comunidade na cidade de Belo Horizonte e são participantes de grupos voltados a terceira idade. Os resultados demonstraram que os comportamentos proativos se associaram com alto suporte social e uma maior renda. As dimensões de alta proatividade gerenciamento da saúde, mudança de ambiente e planejamento econômico, juntamente com suporte emocional, apresentaram ser preditoras para uma ausência de sintomas depressivos. O presente estudo apresentou o primeiro instrumento de mensuração de proatividade para idosos como também identificou associações e influências da renda, do estresse físico, suporte social emocionam e ações proativas sobre os sintomas depressivos.

Abstract

Assunto

Psicologia - Teses, Envelhecimento - Teses

Palavras-chave

Proatividade, Validação, Envelhecimento, Sintomas depressivos

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto