A crítica entre a literatura e a História: o percurso da crítica literária de Sérgio Buarque de Holanda dos verdes anos à profissionalização do ofício

dc.creatorMariana Thiengo
dc.date.accessioned2019-08-13T18:33:15Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:22:45Z
dc.date.available2019-08-13T18:33:15Z
dc.date.issued2011-02-24
dc.description.abstractThis thesis aims to present a profile of Sergio Buarque de Holanda as a literary critic, emcompassing his writings from the period between 1920 to 1950, approximately. It highlights his integration in the intellectual field of his time and his participation in debates and contentions of the Modernism. In this way, the study attempts to understand the way Sérgio Buarque, in the dispersal of his early writings and their readings, had dealt with the notion of the gradual formation of feelings, from his writing debut. He tried to adapt such notion to his understanding of the avant-garde, in particularly the Expressionism and the Surrealism, starting to use, on a recurring basis, in his heroic phase of the Modernism, the term "expression", surely related to the notion alluded. Amongst the many novelties that he unfolds in the modern literature, including incorporating its tensions in his language, Sérgio Buarque focused more thoroughly on the poetry of Manuel Bandeira, where he identified a sui generis combination of originality and melancholy, elements that, without a doubt, in the poetry of Bandeira, include the best you could desire in terms of modern poetry, which represents, unlike other artistic events, an art marked by the nation, as argued by Gottfried Benn. In the poetry of Manuel Bandeira, in 1922, Sérgio Buarque, still writing in the brisk pace of his discoveries, glimpsed a journey which would take him from the subjectivity, shaped into artistic expression, to the slow and gradual formation of the feelings that would consolidate the nation. This, so to speak, is the axis around which moves this study and it focus on the debates and controversies that Sérgio Buarque starred (this is the term) in the 1920s and covers the writings of literary criticism of the 1940s, when such a romantic sight reveals not only on a fresh assessment to the poetry of Manuel Bandeira, but also a very particular way with which Sérgio Buarque reads and evaluates the fictional production of the period, choosing the psychological or intimist novel in the countercurrent of regionalist paradigm of that time.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-8EEMN8
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSurrealismo (Literatura)
dc.subjectLiteratura brasileira História e crítica
dc.subjectSubjetividade
dc.subjectFicção brasileira Historia e critica
dc.subjectPoesia brasileira História e critica
dc.subjectHolanda, Sérgio Buarque de, 1902-1982
dc.subjectLiteratura brasileira
dc.subjectExpressionismo na literatura
dc.subjectModernismo (Literatura) Brasil
dc.subject.otherCrítica literária
dc.subject.otherSérgio Buarque de Holanda
dc.subject.otherModernismo
dc.titleA crítica entre a literatura e a História: o percurso da crítica literária de Sérgio Buarque de Holanda dos verdes anos à profissionalização do ofício
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Jose Americo de Miranda Barros
local.contributor.referee1Marcus Vinicius de Freitas
local.contributor.referee1Sergio Alcides Pereira do Amaral
local.contributor.referee1Raimundo Nonato Barbosa de Carvalho
local.contributor.referee1Robert Wegner
local.description.resumoEste trabalho pretende apresentar o perfil de Sérgio Buarque de Holanda como crítico literário, abarcando seus escritos de 1920 a 1950, aproximadamente, tentando contemplar, antes de tudo, como se deu sua inserção no campo intelectual de seu tempo e, logo em seguida, nos debates e contendas do Modernismo. Nesse percurso, o estudo tenta apreender o modo com que Sérgio Buarque, na dispersão dos primeiros escritos e de suas próprias leituras, agencia a noção de formação gradual de sentimentos, de seu escrito de estreia, noção que tentará adequar à leitura que faz das vanguardas, em especial o Expressionismo e o Surrealismo, passando a empregar, de forma recorrente, nos escritos da fase heroica do Modernismo, o termo 'expressão', certamente correlato à noção aludida. Entre as muitas novidades que descortina na literatura moderna, inclusive incorporando na linguagem suas tensões, Sérgio Buarque vai se deter com mais vagar sobre a poesia de Manuel Bandeira, na qual vislumbra uma combinação sui generis de originalidade e melancolia, sem dúvida elementos que, no caso da poesia de Bandeira, contemplam o melhor que se poderia pretender em termos de lírica moderna, no sentido de ser a poesia, ao contrário de outras manifestações artísticas, uma arte vincada pela nação, conforme argumenta Gottfried Benn. Na poesia de Manuel Bandeira, já em 1922, Sérgio Buarque, ainda escrevendo no ritmo apressado das descobertas, vislumbra esse percurso, que levará da subjetividade, plasmada em expressão artística, à formação gradual e demorada dos sentimentos que consubstanciariam a nação. Este, por assim dizer, é o eixo em torno do qual se move este estudo, focalizando os debates e polêmicas que Sérgio Buarque protagonizou (este é o termo) na década de 1920 e abrangendo os escritos de crítica literária dos anos de 1940, quando essa visada romântica se desdobra não só numa avaliação renovada da poesia de Manuel Bandeira como no percurso muito próprio com que Sérgio Buarque lê e avalia a produção ficcional do período, elegendo o romance psicológico ou intimista, na contracorrente do paradigma regionalista de então.
local.publisher.initialsUFMG

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