Efeitos da Equitação nos aspectos cognitivos, comportamentais, sociais e emocionais de crianças e adolescentes

dc.creatorFlaviana Gomes da Silva
dc.date.accessioned2025-02-19T13:09:05Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:10:29Z
dc.date.available2025-02-19T13:09:05Z
dc.date.issued2024-11-18
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80199
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectTerapia Assistida por Cavalos
dc.subjectCognição
dc.subjectDesenvolvimento da Linguagem
dc.subjectComportamento
dc.subjectCriança
dc.subject.otherEquitação
dc.subject.otherCognição
dc.subject.otherlinguagem
dc.subject.othercomportamento
dc.subject.othercrianças
dc.titleEfeitos da Equitação nos aspectos cognitivos, comportamentais, sociais e emocionais de crianças e adolescentes
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Luciana Mendonça Alves
local.contributor.advisor1Juliana Nunes Santos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8642373154849686
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5895805777100794
local.description.resumoA equitação é uma modalidade esportiva que contempla quatro vertentes no Brasil: a equoterapia, a equitação de lazer, o hipismo clássico e o hipismo rural. Historicamente, montar a cavalo pressupõe um sentido educativo, pedagógico, terapêutico e recreativo, favorecendo o cavaleiro tanto fisicamente quanto psicologicamente. O praticante de hipismo é capaz de conduzir um animal de grande porte e, para executar tal ação, necessita ter atenção, equilíbrio, desenvolver a lateralidade, apresentar adequado esquema corporal, organização espacial e autocontrole. Essas habilidades psicomotoras são particularmente importantes para a cognição. A andadura do cavalo ao passo proporciona ao cavaleiro deslocamentos tridimensionais (para cima e para baixo, para direita e esquerda e para frente e para trás), promovendo conscientização corporal, integração sensorial, integração do aparelho vestibular, modulação do tônus muscular, estimulação de reações de endireitamento e de proteção, melhorando a postura e a conscientização da respiração. O objetivo desta pesquisa foi investigar os efeitos da equitação nas funções cognitivas, comportamentais, sociais e emocionais de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Para atingir os objetivos da pesquisa, foram desenvolvidos três estudos, a saber: 1) Estudo quase-experimental com avaliação das funções cognitivas de crianças e adolescentes pré e pós-prática de equitação; 2) Revisão de escopo para mapear os benefícios da equitação nos aspectos cognitivos de linguagem, emocionais, sociais e comportamentais de crianças e adolescentes; 3) Estudo de painel longitudinal com crianças e adolescentes praticantes de equitação. Para o estudo quase-experimental, foram recrutados 70 participantes (48 crianças de 6 a 12 anos e 22 adolescentes de 13 a 17 anos; 38 meninas e 32 meninos) com tempo de equitação entre 7 e 12 meses (média = 9,5 meses, ± 1,87) e média de 69 aulas (± 12,89). Todos realizaram avaliação neuropsicológica no início e ao final do projeto, tendo sido avaliadas as funções cognitivas por meio do Instrumento de Avaliação Neuropsicológica NEUPSILIN e NEUPSILIN Inf, a depender da faixa etária. Os participantes realizaram a prática da equitação clássica, duas vezes na semana, com duração de 2h30min, conduzida pelo instrutor de equitação. Constatou-se que houve uma melhora significativa na avaliação neuropsicológica após 12 meses de equitação, com melhor desempenho dos participantes nas tarefas de orientação, memória, linguagem, praxias e fluência verbal (p<0,05). Na revisão de escopo, foram obtidos 131 estudos, tendo sido removidos aqueles duplicados (27). Em seguida, 104 estudos foram analisados e 77 excluídos. Dos 27 estudos avaliados integralmente, 21 foram excluídos. Seis estudos foram elegíveis para esta revisão; quatro estudos clínicos não randomizados e dois ensaios clínicos randomizados. Os estudos não randomizados apontaram melhora significativa quanto às funções cognitivas, de linguagem, aspectos comportamentais e emocionais. Já os estudos randomizados encontraram ganhos significativos quanto à competência social. O terceiro estudo, do tipo painel, analisou mudanças comportamentais de 25 participantes do projeto social “Um salto para o Futuro” em um período de 12 meses. Na avaliação final, os comportamentos internalizantes e externalizantes melhoraram significativamente. Observou-se uma diminuição do risco para o desenvolvimento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e opositivo-desafiador (TOD). Os achados das pesquisas realizadas no percurso do doutorado apontaram que a equitação contribui para os ganhos cognitivos, de linguagem, comportamentais, emocionais e sociais de crianças e adolescentes. Ressalta-se ainda a necessidade de mais ensaios clínicos randomizados acerca dos benefícios dessa prática esportiva com indivíduos neurotípicos, para que os resultados sejam mais robustos e fidedignos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE FONOAUDIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Fonoaudiológicas

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