O corpo da mulher enquanto resistência: sobre a insurgência por meio de um direito novo
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Marco Antônio Souza Alves
Erica Renata de Souza
Erica Renata de Souza
Resumo
Partindo da crítica ao direito soberano como instrumento biopolítico, buscou-se demonstrar que o direito, bem como o discurso jurídico, enquanto manifestações do poder, legitimam normas sociais que mantêm as mulheres costuradas em subjetividades limitadas às funções de cuidado, afeto, sensualidade e maternidade; o que faz com que esses corpos estejam direcionados para servir o outro. De forma que, quando esse corpo insurge e nega essas subjetividades, ele se tona abjeto, no sentido proposto por Julia Kristeva e Judith Butler. A condição de abjeção faz com que o corpo que era lido como o de mulher se torne ilegível. E ao se tornar ilegível o corpo pode ser abandonado à morte. Nesse ponto a crítica ao direito é apresentada por meio de sua própria estrutura: leis, sentenças e a atuação daqueles que podem ser os interpretes da verdade. Tal análise revela que o direito, enquanto lócus de efetivação da justiça, atende aos anseios daqueles que possuem o poder de discurso: os portadores do falo. Situação que nos leva para a proposta de se romper com o direito soberano usando de práticas – no e do corpo – que seriam contrárias a governamentalidade. Essas práticas podem ser lidas como atos de contraconduta e de atitude crítica, sendo necessárias para a criação do que Foucault chamou de direito novo.
Abstract
Based on the critique of sovereign law as a biopolitical instrument, we sought to demonstrate
that law, as well as legal discourse, as manifestations of power legitimize social norms that
keep women sewn into subjectivities limited to the functions of care, affection, sensuality and
motherhood; what makes these bodies are directed to serve the other. So that when this body
rises and denies these subjectivities, it becomes abject, in the sense proposed by Julia Kristeva
and Judith Butler. The condition of abjection makes the body that was read as a woman
become unreadable. And when the body becomes unreadable it can be abandoned to death.
At this point, the criticism of the law is presented through its own structure: laws, sentences
and the performance of those who may be the interpreters of the truth. Such an analysis
reveals that the law, as the locus of justice, fulfills the desires of those who have the power of
discourse: the bearers of the phallus. This situation leads us to the proposal to break with the
sovereign right using practices – in and of the body – that would be contrary to
governmentality. These practices can be read as acts of counter-conduct and critical attitude,
being necessary for the creation of what Foucault called a new law.
Assunto
Direito – Filosofia, Direitos das mulheres, Feminismo, Biopolítica, Mulheres
Palavras-chave
Mulher, Corpo-abjeto, Discurso jurídico, Direito novo, Biopolítica
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