Temos todo tempo do mundo? um estudo sobre percepções temporais, prazer e sofrimento com jovens trabalhadores
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O tempo é considerado um bem cada vez mais escasso, difícil de entender e de administrar,
diante do qual as pressões e demandas do dia a dia podem representar fontes de prazer e
sofrimento aos indivíduos, especialmente jovens trabalhadores, frente suas peculiaridades.
Dado isto, o objetivo deste trabalho consiste em analisar como se relacionam as percepções
temporais e as vivências de prazer e sofrimento no trabalho de jovens trabalhadores
assistidos pela Associação de Ensino Social Profissionalizante (ESPRO). Para tanto,
realizou-se um estudo de caso por meio de uma pesquisa de campo, descritiva e com
abordagem qualitativa. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas semiestruturadas
realizadas com 22 jovens trabalhadores assistidos pelo ESPRO, da filial de Belo Horizonte
(MG). Os dados foram tratados por meio de análise de conteúdo e os resultados
demonstraram que as dimensões temporais (comportamentos predominantemente
monocrônicos, rápidos, pontuais, atrelados ao futuro e arrastado por terceiros) e as vivências
de prazer e sofrimento (contexto de trabalho positivo, baixos riscos/custos, muito prazer,
pouco sofrimento, baixos danos) possuem relações significativas entre si, apesar do fato de
que as suas preferências em relação ao tempo nem sempre coincidem com a prática laboral
que lhes é imposta, implicando sofrimento.
Abstract
Assunto
Mão-de-obra jovem, Trabalho
Palavras-chave
Percepções Temporais, Prazer e Sofrimento, Jovens Trabalhadores
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