Escore do osso trabecular como método na avaliação da qualidade óssea em mulheres com baixa estatura
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
Introdução: densidade mineral óssea areal (aDMO) obtida pela medida de
absorção de raio-X de dupla energia (DXA) é influenciada pelo tamanho do
osso, onde a verdadeira DMO é subestimada em pacientes com ossos
pequenos e superestimada em pacientes com ossos maiores. O escore de osso
trabecular (TBS), um índice textural obtido a partir de imagens de densitometria
de coluna lombar, é um preditor do risco de fraturas independente da DMO e do
tamanho ósseo
Objetivos e metodologia: O objetivo do estudo foi avaliar o TBS e a DMO em
mulheres com baixa estatura. Foi realizada análise das densitometrias de todas
as mulheres com baixa estatura (<144cm) entre 50 e 90 anos, de um único
centro médico de referência, realizadas entre 2006 e 2016. O grupo controle,
selecionadas do mesmo banco de dados, compreendeu mulheres com estatura
superior a 161cm, pareadas por idade e valores de DMO de coluna lombar com
as pacientes caso.
Resultados: A população do estudo incluiu 342 mulheres. Casos e controles
apresentaram mesma idade (média 70 anos) e valores de DMO em coluna
lombar e fêmur total. Os valores de DMO em colo do fêmur foi menor em
mulheres com baixa estatura em relação àquelas de maior estatura. Entretanto,
os valores de TBS foram maiores em mulheres com baixa estatura em relação
ao grupo controle (1.347±0.102 vs. 1.250±0.110; p<0.001). A densidade mineral
óssea aparente, uma estimativa da densidade óssea volumétrica, e o T-score
da DMO ajustado pelo TBS também foram significativamente maiores nos
casos em relação ao grupo controle. No total, 121 mulheres (67 casos) foram
classificadas como osteoporóticas, sendo que nesse subgrupo, da mesma
maneira, o TBS foi melhor nas mulheres de baixa estatura (1.303±0.103)
comparado com o grupo controle (1.190±0.099; p<0.001). A despeito de serem
consideradas osteoporóticas pela classificação da DMO, 36% das pacientes
com baixa estatura apresentavam um TBS normal enquanto nenhuma paciente
osteoporótica do grupo controle mostrou um TBS >1.350.
Conclusões: Esses dados sugerem que o TBS pode ser útil em conjunto com
a DMO para avaliação da qualidade óssea em mulheres com baixa estatura,
nas quais os valores de DMO pela densitometria são menores, superestimando
o risco de fraturas
Abstract
Assunto
Osteoporose, Fraturas Ósseas, Densitometria, Estatura
Palavras-chave
Osteoporose, Fratura óssea, Densitometria