Caracterização fenotípica e genotípica de amostras clínicas e indígenas de enterococcus isoladas de seres humanos: diversidade, virulência e resistência a drogas antimicrobianas

dc.creatorSamir de Deus Elian Andrade
dc.date.accessioned2019-08-14T09:28:28Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:45:50Z
dc.date.available2019-08-14T09:28:28Z
dc.date.issued2018-01-31
dc.description.abstractEnterococci are members of the indigenous intestinal microbiota of human beings and other animals but have been emerged as nosocomial pathogens of growing relevance due to several properties such as persistence in hospital environment, easy dissemination, and resistance to several antimicrobial agents. They are intrinsically resistant to several antimicrobial drugs and demonstrate prowess to acquire additional resistance markers. In the last years, increasing frequency of bloodstream infections (BSI) has been observed and those associated with Enterococcus spp. seem to display higher mortality rates. They are also associated to community urinary tract infection (UTI). Thus, data generated from the analysis of pathogenicity and antimicrobial susceptibility profile may support the control of the microorganism spread. In this investigation, we addressed the identification and evaluated phenotypically and genotypically pathogenicity traits and the susceptibility profile to antimicrobial drugs of 103 enterococci strains isolated from 3 groups: healthy individuals (HI; n=33), UTI (n=35), and BSI (n=35). We observed the predominance of E. faecium in HI, although in UTI and BSI groups, E. faecalis was the predominant species. Typing the isolates by (GTG)5-PCR and using 90% similarity generated five different clusters, with relative efficiency in grouping the isolates according to their origin. Almost 40% of the clinical isolates (UTI and BSI) were able to produce gelatinase and almost 30% (UTI) e 40% (BSI) produced citolysin - only eight of the 103 samples expressed both enzymes. Biofilm production was assessed, and the majority of the strains were classified as non-producers, but the UTI group showed approximately 50% of producer isolates. Susceptibility test to different antimicrobial drugs were performed and considering all the studied isolates, almost 70% of the tests were classified as susceptible; it should be highlighted that in the BSI group, almost 50% of the tests showed resistance. The higher susceptibility rates (>90%) were observed to ampicillin (AMP), linezolid (LZD), and penicillin G (PEN) and the higher resistance rates were observed to ciprofloxacin (CIP, 62%), erythromycin (ERI, 77%), and tetracycline (TET, 45%). We also observed that, five among the 103 studied isolates were classified as susceptible, 24 as VRE, and 46 as multidrug-resistant. We did not observe the presence of class 1 or 2 integrons in the studied strains. Therefore, the result showed a notable difference in the prevalence of enterococci species, pathogenicity and resistance profile among the three studied groups. Furthermore, we detected a predominance of susceptibility to AMP, LZD, and PEN, as well as resistance to CIP, ERI, and TET in all groups
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-B76JMH
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMicrobiologia
dc.subjectEnterococcus
dc.subjectFarmacorresistência Bacteriana
dc.subjectVirulência
dc.subject.otherEnterococcus
dc.subject.othervirulência
dc.subject.otherresistência a antimicrobianos
dc.titleCaracterização fenotípica e genotípica de amostras clínicas e indígenas de enterococcus isoladas de seres humanos: diversidade, virulência e resistência a drogas antimicrobianas
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Luiz de Macêdo Farias
local.contributor.advisor-co1Simone Goncalves dos Santos
local.contributor.advisor1Paula Prazeres Magalhaes
local.description.resumoOs representantes do gênero Enterococcus são membros da microbiota intestinal indígena de seres humanos e outros animais, mas têm emergido como patógenos nosocomiais de crescente importância, devido a diversas propriedades como persistência no ambiente, fácil disseminação e resistência a antimicrobianos. São intrinsecamente resistentes a diversas classes de drogas antimicrobianas e possuem capacidade notável para adquirir marcadores adicionais de resistência. Nos últimos anos, a frequência de infecções da corrente sanguínea (ICS) vem aumentando, sendo as maiores taxas de mortalidade associadas à participação de espécies de Enterococcus. Além disso, o grupo é frequentemente associado a infecções do trato urinário (ITU) comunitárias. Assim, o estudo da patogenicidade e do perfil de suscetibilidade a drogas antimicrobianas pode contribuir para o controle do microrganismo. Neste trabalho, identificamos no nível de espécie, avaliamos fenotípica e genotipicamente traços de virulência e suscetibilidade a drogas antimicrobianas de 103 amostras de Enterococcus isoladas de indivíduos saudáveis (n=33), com ITU comunitária (n=35) e de pacientes hospitalizados com ICS (n=35). Observamos, nas amostras indígenas (indivíduos saudáveis) a predominância da espécie E. faecium, enquanto nos grupos ITU e ICS, E. faecalis foi predominante. Por meio da tipagem por (GTG)5-PCR, as amostras foram agrupadas em cinco diferentes clusters (similaridade de 90%), com relativa eficiência em agrupar as amostras de acordo com a origem. Cerca de 40% das amostras clínicas (ITU e ICS) foram capazes de produzir a enzima gelatinase e cerca de 30% (ITU) e 40% (ICS) de produzir citolisina - apenas oito das 103 amostras do estudo expressaram ambas as enzimas. A produção de biofilme foi avaliada e a maioria das amostras foi classificada como não produtora, mas, observou-se que as amostras do grupo ITU apresentaram as maiores taxas de produção (cerca de 50%). A suscetibilidade a diferentes antimicrobianos foi avaliada e considerando-se todas as amostras do estudo, cerca de 70% dos testes de antibiograma identificaram amostras sensíveis; o grupo ICS, no entanto, apresentou resistência em quase 50% de seus testes. As maiores taxas de sensibilidade (> 90%) foram observadas para ampicilina (AMP), linezolina (LZD) e penicilina G (PEN). Já as maiores taxas de resistência foram detectadas para ciprofloxacino (CIP, 62%), eritromicina (ERI, 77%) e tetraciclina (TET, 45%). Das 103 amostras, cinco foram classificadas como sensíveis, 24 amostras como VRE e 46 como multidroga-resistentes. Não observamos a presença de integrons de classe 1 ou 2 nas amostras. Dessa forma, concluímos que há uma diferença clara na prevalência das espécies, perfil de patogenicidade e resistência entre os grupos de amostras de Enterococcus analisados. Além disso, detectamos a predominância de sensibilidade à AMP, LZD e PEN, bem como de resistência CIP, ERI e TET em todos os grupos
local.publisher.initialsUFMG

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