Trajetória do uso de benzodiazepínicos por população atingida por rompimento de barragem de rejeitos em Brumadinho: um estudo longitudinal.

dc.creatorMarina Morandini Luz
dc.date.accessioned2025-11-18T13:46:55Z
dc.date.issued2025-08-11
dc.description.abstractMining poses significant threats to human health and the environment. The 2019 Córrego do Feijão mine dam collapse in Brumadinho, Minas Gerais, not only claimed lives but also had lasting health impacts on the affected population. From a mental health perspective, understanding the use of psychotropic drugs, such as benzodiazepines (BZDs), whose use for more than four weeks is not recommended for most individuals, can enable the identification of health and pharmaceutical care needs among specific groups of people affected by the disaster. With this in mind, this study aimed to identify the use of BZDs in Brumadinho after the dam colapse and associated factors. This is a population-based cohort study, part of the Brumadinho Health Project, with 1,427 participants. The use of BZDs was analyzed at three time points (t0 - 2021; t1 - 2022; t2 - 2023) through group-based trajectory modeling, allowing the identification of distinct profiles of use over time. Baseline factors (t0) associated with the identified trajectories were evaluated through multivariate analysis based on logistic regression. Two main patterns of use were identified: Trajectory 1 - group with a low probability of BZDs use over time; and Trajectory 2 - group with an increased probability of BZDs use over time. Approximately 9% of individuals were allocated to Trajectory 2, which was positively associated with the perception of worsening health after the disaster (OR = 2.21; 95% CI = 1.16-4.21; p = 0.016). The Trajectory 2 suggests the existence of a significant group of people with lasting mental health impacts after the disaster, confirmed by its positive association with the perception of worsening health. Furthermore, identifying individuals who continually use BZDs may be a strategy for prioritizing for providing ongoing monitoring and psychosocial support, as well as implementing strategies that provide appropriate pharmacotherapy in the context of mental health issues.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/873
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subject.otherBenzodiazepínicos
dc.subject.otherUso de medicamentos
dc.subject.otherDesastre
dc.subject.otherFarmacoepidemiologia
dc.subject.otherEstudos de coorte
dc.subject.otherEstudos longitudinais
dc.titleTrajetória do uso de benzodiazepínicos por população atingida por rompimento de barragem de rejeitos em Brumadinho: um estudo longitudinal.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Antônio Ignácio Loyola Filho
local.contributor.advisor-co1Juliana Vaz de Melo Mambrini
local.contributor.advisor1Mariana Martins Gonzaga do Nascimento
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4157162836464120
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3293047306982851
local.description.resumoA mineração impõe ameaças significativas à saúde humana e ao meio ambiente. O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em 2019, além de ceifar vidas, gerou impactos duradouros na saúde da população atingida. Sob a perspectiva da saúde mental, entender a trajetória do uso de psicofármacos, como benzodiazepínicos (BZDs), cujo uso por mais de quatro semanas não é indicado para a maioria dos indivíduos, pode permitir a identificação de necessidades em saúde, e no campo de assistência farmacêutica, de grupos específicos de pessoas atingidas pelo desastre. Tendo isso em vista, o presente estudo teve como objetivo identificar as trajetórias do uso de BZDs em Brumadinho após o rompimento da barragem e os fatores a elas associados. Trata-se de um estudo de coorte de base populacional, inserido no Projeto Saúde Brumadinho, com 1.476 participantes. O uso de BZDs foi analisado em três momentos (t0 - 2021; t1 - 2022 ; t2 - 2023) por meio da modelagem de trajetórias baseada em grupos, permitindo a identificação de perfis distintos de uso ao longo do tempo. Avaliou-se os fatores da linha de base (t0) associados com as trajetórias identificadas por meio de análise multivariada baseada em regressão logística. Foram identificados dois padrões principais de uso: Trajetória 1 - grupo com baixa probabilidade de uso de BZDs ao longo do tempo; e Trajetória 2 - grupo com aumento de probabilidade de uso de BZDs ao longo do tempo. Cerca de 9% dos indivíduos ficaram alocados na Trajetória 2, que mostrou-se associada positivamente à percepção de piora na saúde após o desastre (OR = 2,21; IC95% = 1,16-4,21; p = 0,016). A Trajetória 2 sugere a existência de um grupo considerável de pessoas com impactos de saúde mental duradouros após o desastre, ratificados pela sua associação positiva com a percepção de piora de saúde. Além disso, a identificação de pessoas que usam continuamente BZDs pode ser uma estratégia de priorização para provimento de monitoramento e suporte psicossocial contínuo, bem como a implementação de estratégias que proporcionem a farmacoterapia adequada no contexto de acometimento mental.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFARMACIA - FACULDADE DE FARMACIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Medicamentos e Assistencia Farmaceutica
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE

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