Avaliação da Densidade Mineral Óssea e do risco de fratura em paciente Pós Transplante Renal ou Rim-Pâncreas
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
Introdução: A doença renal crônica (DRC) consiste em perda progressiva da função renal, com diminuição da taxa de filtração glomerular, função tubular e suas ações endocrinológicas. Dentre as alterações endocrinológicas destaca-se o Distúrbio Mineral Ósseo na Doença Renal Crônica (DMO- DRC).Diante da complexidade e sobreposição de fatores que levam a modificação do metabolismo mineral e ósseo destes pacientes, torna-se fundamental a avaliação dos marcadores preditores de fratura com o objetivo de diminuir desfechos clínicos, melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes Objetivos: Avaliar a densidade mineral óssea por densitometria óssea e o risco de fratura calculado pelo FRAX em pacientes após transplante renal ou transplante rim-pâncreas e determinar a prevalência de fratura vertebral morfométrica e fratura clínica nessa população. Métodos: Trata-se de um estudo transversal quantitativo baseado em análise de prontuários, exames laboratoriais, de imagem (radiografias de coluna lombar e torácica e DXA) e aplicação do questionário FRAX dos pacientes submetidos ao transplante renal ou rim-pâncreas no período de 1º janeiro de 2017 até 31 dezembro de 2022, atendidos no departamento de transplante do Hospital Felício Rocho de Belo Horizonte, e no ambulatório de diabetes pós transplante do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte. Resultados: Foram incluídos 56 pacientes, com idade mediana de 47 anos (37,5-60), sendo 51,8% do sexo feminino, das quais 41,4% estavam no período pós menopausal. A maioria (82,1%) foi submetida a Tx renal, sendo apenas 17,9% submetida a Tx de rim e pâncreas. O tempo mediano pós Tx foi de 30,7 meses. Dos 56 pacientes, 36 (64%) estavam com TFG superior a 60ml/min no momento dessa análise, 12 (21%) com TFG entre 45-60 ml/min e 8 pacientes (14%) apresentavam TFG entre 30-45 ml/min. Concentrações séricas de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina (FA) foram normais em mais de 70% dos pacientes, no momento da análise. A prevalência de osteoporose por DXA foi de 23% e o risco de fratura osteoporótica maior (MOF) e fratura de fêmur em 10 anos calculado pelo FRAX sem DXA foi de 2,4%, [1ª quartil 1,2% - 3 ª quartil 3,6%] e 0,5%, [1ª quartil 0,1% - 3 ª quartil 1,2 %], respectivamente. Usando a ferramenta FRAX com DXA, o risco de MOF foi de 3,0%, [1ª quartil 1,5% - 3 ª quartil 4,0%] e de fratura de fêmur 0,6%, [1ª quartil 0,1% - 3 ª quartil 1,2%]. Isso correspondeu a uma classificação de alto risco de fratura em 20,51% dos pacientes no cálculo do FRAX sem DXA e 46,15 % no cálculo de FRAX com a inclusão da DXA. A prevalência de fratura por fragilidade óssea em pacientes submetidos a Tx renal ou rim pâncreas foi de 16% e a frequância de fratura após o Tx foi de 11%. O risco de fratura foi associado a tendência a quedas, baixo IMC, diabetes tipo 1, transplante rim-pâncreas, menopausa prévia, níveis de PTH menores que 88 pg/ml, albumina e 25(OH) vitamina D. A densidade mineral óssea por DXA e o risco de fratura calculado pelo FRAX associaram-se positivamente com o risco de fratura nessa população. Discussão: Esses resultados demonstram uma alta prevalência de osteoporose densitométrica/ baixa massa óssea para idade e de fraturas clínicas por fragilidade em uma população jovem, submetida a transplante renal ou transplante rim-pâncreas, há um tempo mediano de 2,5 anos e com enxertos funcionantes no momento da análise. Conclusão: Nosso estudo reforça a importância da abordagem da saúde óssea dessa população com investigação de fraturas por fragilidade e identificação de fatores de risco clínicos para piora da massa óssea objetivando auxiliar na decisão da necessidade de intervenções precoces que sejam capazes de diminuir desfechos clínicos, e, portanto, melhorar a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes.
Abstract
Assunto
Insuficiência Renal Crônica, Transplante de Rim, Distúrbio Mineral e Ósseo na Doença Renal Crônica, Fraturas Ósseas
Palavras-chave
Doença renal crônica, Transplante renal, Doença mineral e óssea, Fratura por fragilidade óssea