Estudo nutricional, consumo alimentar, deficiência de micronutrientes e doenças parasitárias em crianças de 0 a 10 anos de idade atendidas em serviços de saúde da cidade de Manaus, Amazonas.
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Carlos Mauricio de F Antunes
Sylvia do Carmo Castro Franceschini
Sylvia do Carmo Castro Franceschini
Resumo
RESUMOEsse estudo seccional foi realizado com uma amostra de 451 crianças de 0 a 10 anos, selecionadas entre os participantes de um estudo epidemiológico na cidade de Manaus em 2001/2002, onde os participantes foram selecionados em serviços de saúde. O objetivo geral desse estudo foi determinar a prevalência de desnutrição infantil e seus fatores determinantes. As informações necessárias para as análises foram oriundas das entrevistas e resultados dos exames parasitológicos. As análises bioquímicas foram realizadas com amostras do soro estocado e congeladas desde a época da coleta. A referência antropométrico utilizada neste estudo foi a do National Center for Health Statistics (NCHS) e para avaliação nutricional foi utilizada a distribuição dos índices em escores-z; crianças com índices <-2 desvios padrão apresentavam déficits antropométricos. Os déficits de altura-idade (A/I), peso-idade (P/I) e peso-altura (P/A) foram de 17,5%, 14,7% e 9,8% respectivamente. Em todas as faixas etárias, sexo e fatores sócio-econômicos estudados, o índice A/I foi o mais freqüentemente comprometido e o P/A apresentou menores freqüências de déficits. Quanto aos fatores sócio-econômicos estudados, constatou-se que as crianças cujos responsáveis nunca tinham estudado e aquelas inseridas em estratos de renda familiar mais baixos, apresentaram maior prevalência de desnutrição, evidenciando a importância que a escolaridade e a renda familiar exercem sobre o estado nutricional infantil. As crianças desnutridas ingeriram em média menos calorias, proteína, carboidrato e lipídio em todas as faixas etárias em relação às crianças não desnutridas. Observou-se associação significativa entre desnutrição e diminuição do consumo calórico em crianças de 6 a 10 anos e com a diminuição da ingestão protéica entre crianças de 2 a 10 anos. Uma alta prevalência de parasitoses intestinais foi encontrada (58,8%), com Giardia lamblia 21,5%, Endolimax nana 17,9%, Entamoeba histolytica/dispar 13,7%, Ascaris lumbricoides 13,5%, Trichiuris trichiura 4,9%, entre os mais prevalentes. A presença de infecção não demonstrou associação com desnutrição infantil. Os níveis plasmáticos de cobre e ferro foram inferiores a 70 g/dL e 45 g/dL em apenas 4,4% e 0,8% das crianças estudadas, respectivamente. Não se observou associação entre os níveis plasmáticos de cobre e ferro e desnutrição. Para a identificação dos fatores de risco de desnutrição, utilizou-se regressão logística, e as variáveis identificadas foram: local de seleção dos participantes, baixa escolaridade dos responsáveis, água proveniente do poço artesiano e da cacimba, residir em habitações com número maior de residentes e ingerir menos calorias e proteínas.
Abstract
Assunto
Nutrição Avaliação, Doenças parasitárias, arasitologia
Palavras-chave
Estudo nutricional, micronutrientes, doenças parasitárias