Apuração de haveres ou o pacto autoficcional

dc.creatorEwerton Martins Ribeiro
dc.date.accessioned2021-06-21T20:38:16Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:17:00Z
dc.date.available2021-06-21T20:38:16Z
dc.date.issued2021-04-29
dc.description.abstractOn this thesis – written while articulating the theoretical discourse and literary performance – I propose a definition to the notion of autofictional pact. This is a definition for the singularity of the reading contract that a literary work of autofiction, if considered conceptually, proposes/imposes onto its reader, alongside the way this contract operates and its implications. I fulfill this task making a distinction between the autofictional pact and the reading contracts which novels and autobiographies tout court establish with their readers, but seek to set this new pact not in opposition to the roman and autobiographical pacts, but through, between and beyond them, in a trans disciplinary approach of the matter, analyzing it through the lenses of complexity, logic of the third included and the levels of reality. In order to establish this notion of autofictional pact in its complex implications, I set, first, the concept of autofiction — doing so under the perspective of complexity, as established by Edgar Morin and through a recuperation of the genealogy of term/concept, from a critical reflection of how it was handled and appropriated in the following decades since its inception in 1977 and a conceptual investigation of its most recent manifestations. Finally, I deal with the pervasive character of the autofictional pact in the contemporary zeitgeist, demonstrating how something that, instead of circumvent only the literary or artistic means, sprawls out through diverse fields of the contemporary human experience — thus reconfiguring it in the terms of the aesthetic regime of the arts established by Jacques Rancière.
dc.description.sponsorshipOutra Agência
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/36527
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/pt/
dc.subjectAutoficção
dc.subjectLiteratura – Filosofia
dc.subjectComplexidade (Filosofia)
dc.subjectMorin, Edgar, 1921-
dc.subjectRancière, Jacques, 1940-
dc.subject.otherPacto autoficcional
dc.subject.otherAutoficção
dc.subject.otherSerge Doubrovsky
dc.subject.otherTransdisciplinaridade
dc.subject.otherComplexidade
dc.subject.otherEdgar Morin
dc.subject.otherJacques Rancière
dc.subject.otherJacques Lacan
dc.subject.otherWolfgang Iser
dc.subject.otherPhilippe Lejeune
dc.titleApuração de haveres ou o pacto autoficcional
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Osvaldo Manuel Silvestre
local.contributor.advisor1Eneida Maria de Souza
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0519304809107377
local.contributor.referee1Myriam Correa de Araujo Avila
local.contributor.referee1Reinaldo Martiniano Marques
local.contributor.referee1Rachel Esteves Lima
local.contributor.referee1Jacques Fux
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0706749214358114
local.description.resumoNesta tese – cuja voz, em sua trama, fia-se articulando o discurso teórico e a performance literária – proponho uma definição para a noção de pacto autoficcional, isto é, uma definição para a singularidade do contrato de leitura que uma obra literária de autoficção, se considerada conceitualmente, propõe/impõe ao seu leitor; o modo de operação desse contrato, suas implicações. Realizo a tarefa distinguindo o pacto autoficcional dos contratos de leitura que os romances e as autobiografias tout court estabelecem com os seus leitores, mas busco situar esse novo pacto não em oposição aos pactos romanesco e autobiográfico, e sim entre, através e além (d)eles, em uma abordagem transdisciplinar da questão — isto é, pensando-a sob a perspectiva da complexidade, da lógica do terceiro incluído e dos níveis de realidade. Para poder estabelecer essa noção de pacto autoficcional em suas complexas implicações, estabeleço, antes, o conceito de autoficção — faço-o também sob a perspectiva da complexidade, tal como ela fora estabelecida por Edgar Morin, e a partir de uma recuperação da genealogia do termo/conceito, de uma reflexão crítica sobre a forma como ele foi manuseado e apropriado nas décadas seguintes à sua criação em 1977 e de uma investigação conceitual de suas manifestações mais recentes. Na esteira disso, por fim, trato do caráter pervasivo do pacto autoficcional no zeitgeist contemporâneo, demonstrando-o como algo que, em vez de se circunscrever ao âmbito literário ou artístico, espraia-se pelos mais diversos campos da experiência humana contemporânea — nisso reconfigurando-a nos termos do regime estético das artes que fora estabelecido por Jacques Rancière.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-2518-2029
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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