Lazer operário nas barrancas do São Francisco: possibilidades de um programa de lazer-educação com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pirapora

dc.creatorJose de Andrade Matos Sobrinho
dc.date.accessioned2019-08-09T17:01:52Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:52:28Z
dc.date.available2019-08-09T17:01:52Z
dc.date.issued2008-09-26
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/HJPB-7RRLSH
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEducação
dc.subject.otherRio São Francisco
dc.subject.otherLazer-educação
dc.subject.otherPesquisa-participante
dc.subject.otherOperário
dc.subject.otherLazer
dc.subject.otherNorte de Minas Gerais
dc.titleLazer operário nas barrancas do São Francisco: possibilidades de um programa de lazer-educação com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pirapora
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Justino de Sousa Junior
local.contributor.advisor1Antonio Julio de Menezes Neto
local.contributor.referee1Hormindo Pereira de Souza Junior
local.contributor.referee1Tarcisio Mauro Vago
local.description.resumoDe um modo geral, os operários metalúrgicos de Pirapora, cidade do Norte de Minas Gerais, possuem muito pouco tempo para o lazer. O aumento do turno de trabalho de seis para oito horas, a jornada de seis dias diretos de trabalho e a fixação do turno modificaram substancialmente a disponibilidade dos trabalhadores para o lazer e alteraram os dias classicamente destinados ao descanso e ao ócio. Além disso, o baixo rendimento salarial, a necessidade de estudo e as obrigações familiares e sociais diminuem drasticamente as possibilidades de usufruírem vivências diversificadas de lazer no tempo disponível. Os interesses esportivos, principalmente o futebol, as visitas aos clubes de fábricas, a televisão e as visitas nas espaços de lazer tradicionais do município, como o rio São Francisco e a Feira popular que acontece na praça central todas as sextas-feiras, são as principais atividades de lazer desses trabalhadores. Apesar de apontarem a existência de políticas de lazer no município, os operários afirmaram que as alternativas existentes são repetitivas e em baixo número. A restrição de alternativas públicas, gratuitas e diversificadas, o baixo poder de compra dos salários e a jornada de trabalho excessiva são os fatores que determinam o lazer restrito dos operários metalúrgicos, principalmente para aqueles que são pais e mães e que estudam. Essas limitações permitem a instrumentalização e o controle do tempo de lazer dos trabalhadores pela burguesia, de acordo com seus interesses econômicos e políticos. Articulando essas análises com cenários mais amplos e pesquisando as políticas públicas brasileiras para o lazer e o programa das entidades que mais estão presentes na promoção de lazer nos evidenciou que a burguesia brasileira enquanto classe, principalmente com a intensificação da industrialização, passou a controlar além do tempo de trabalho dos trabalhadores, o tempo disponível desses com uma plataforma que segue a lógica fiscal e ideológica necessária a aproximar capital e trabalho. Entidades como SESI e SESC, assim como as políticas públicas do governo federal e do Estado corroboram para parcerias com a iniciativa privada e perpertuar a política de lazer a política de esportes, em suas variadas dimensões, secular no país e utilizada ideologicamente em diversos momentos históricos. Diante da ausência de uma política de lazer por parte do Estado e as iniciativas burguesas de lazer a partir da concepção funcionalista, a vinculação orgânica a movimentos sociais e sindicatos com o objetivo de desenvolver ações culturais e programas de lazer-educação para ampliar e enriquecer o acesso dos trabalhadores, aproximando-se da educação popular e construindo um projeto político pedagógico voltado para a classe trabalhadora.
local.publisher.initialsUFMG

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