“Posseiro bom é posseiro morto”: coronel Georgino e o conflito agrário de Cachoeirinha no Norte de Minas Gerais

dc.creatorLuís Fernando de Souza Alves
dc.date.accessioned2025-01-22T10:17:23Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:36:23Z
dc.date.available2025-01-22T10:17:23Z
dc.date.issued2024-11-08
dc.description.abstractPart of the title of this research comes from a cartoon, in which a colonel appears saying that Indians and squatters are only good if killed. The general objective is to analyze how the actions of this military man, called Georgino Jorge de Souza, during the Brazilian military dictatorship, help us to understanding of the dynamics of land disputes and violence perpetrated against squatters in the north of Minas Gerais, specifically in Cachoeirinha. To achieve this objective, the methodology is based on a historical approach and a literature review review of the literature on the actions of this individual during Brazil's dictatorship, in the case of Cachoeirinha, where Cachoeirinha, where there were territorial disputes. In the first chapter, shows that during the military dictatorship in Brazil, the country was impacted with the idea of making the cake grow and then dividing it. With a focus on economic growth and industrialization, social development was neglected and inequalities became worse. Centralized power in the hands of the military promoted modernization that generated rural exodus, land concentration, increased urban poverty, land speculation, and inequality in the North of Minas Gerais. The SUDENE’s creation transformed the region and Montes Claros. This city functioned as a central place, from where decisions were spread to and affected smaller cities around this pole. Urban modernization under Mayor Antônio Lafetá Rebello is an example of changes during the dictatorship. Chapter two indicates that, in the countryside and in the city, during the military dictatorship, there was an increase in repression and violence, as shown by data from the Truth Commission in Minas Gerais. In this regime, initiated by the military coup of 1964, violence, arrests, tortures, and executions were used to repress peasants and ideas of agrarian reform. Public agents, such as military police, besides farmers, land grabbers, and gunmen, acted against peasants. The spirit of development that took place in the North of Minas ended up primarily benefiting determined persons, to the detriment of squatters. During the dictatorship, a colonel, representing the interests of some groups, called Georgino, linked to the military police, was one of the individuals who became known for violently persecuting and repressing squatters in Cachoeirinha, Minas Gerais, during the Brazilian military dictatorship, a subject that is addressed in chapter three. He is credited with being responsible for evictions that took place there in the region, which benefited farmers, of which he was one. To analyze this story, the concept of virtuous violence, according to Alan Page Fisk, is used. Big farmers used the press to delegitimize peasants and adopted other strategies, all to divert the focus from ideas of agrarian reform and expand their power and influence in the region.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79394
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectGeorgino Jorge de Souza, Coronel
dc.subjectDitadura
dc.subjectConflitos de terra
dc.subjectComissão Estadual da Verdade (Minas Gerais)
dc.subjectViolência virtuosa
dc.subject.otherComissão da Verdade em Minas Gerais
dc.subject.otherConflitos agrários
dc.subject.otherCoronel Georgino Jorge de Souza
dc.subject.otherDitadura militar
dc.subject.otherViolência virtuosa
dc.title“Posseiro bom é posseiro morto”: coronel Georgino e o conflito agrário de Cachoeirinha no Norte de Minas Gerais
dc.title.alternative“A good squatter is a dead squatter”: colonel Georgino and the agrarian conflict in Cachoeirinha in the North of Minas Gerais
dc.title.alternative"Un okupa bueno es un okupa muerto": coronel Georgino y el conflicto agrario de Cachoeirinha en el Norte de Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Laurindo Mekie Pereira
local.contributor.advisor1Luiz Paulo Fontes de Rezende
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5086941532448906
local.contributor.referee1Luiz Paulo Fontes de Rezende
local.contributor.referee1Laurindo Mekie Pereira
local.contributor.referee1Rômulo Soares Barbosa
local.contributor.referee1Edineila Rodrigues Chaves
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6961912446654898
local.description.resumoParte do título desta pesquisa deriva de uma charge, onde um coronel aparece a dizer que índio e posseiro bons só são se forem mortos. O objetivo geral é analisar como ações desse militar, chamado Georgino Jorge de Souza, durante a ditadura militar brasileira, ajudam na compreensão da dinâmica de disputas por terras e violências perpetradas contra posseiros no Norte de Minas Gerais, especificamente em Cachoeirinha. Para cumprir tal objetivo, a metodologia parte de uma abordagem histórica e de uma revisão de literatura sobre a atuação do referido indivíduo durante o Brasil ditadura, no caso Cachoeirinha, onde houve disputas territoriais. No primeiro capítulo, é mostrado que, durante a ditadura militar no Brasil, o país foi impactado a partir da ideia de que era necessário fazer o bolo crescer e depois dividi-lo. Com um foco no crescimento econômico e industrialização, negligenciou-se o desenvolvimento social e agravaram-se desigualdades. O poder centralizado nas mãos de militares promoveu um tipo de modernização que gerou êxodo rural, concentração de terras, aumento da pobreza urbana, especulação fundiária e desigualdade para o Norte de Minas Gerais. A criação da SUDENE transformou a região e a cidade de Montes Claros. A cidade funcionou como uma espécie de lugar central, de onde decisões eram espalhadas para e afetavam cidades menores ao redor desse polo. A modernização urbana, sob o prefeito Antônio Lafetá Rebello, serve como exemplificadora de alterações ocorridas durante a ditadura. O capítulo dois indica que, no campo e na cidade, durante a ditadura militar, houve aumento de repressão e violência, conforme demonstram dados da Comissão da Verdade em Minas Gerais. Nesse regime, iniciado com o golpe militar de 1964, violências, prisões, torturas e execuções foram empregadas para reprimir camponeses e ideias de reforma agrária. Agentes públicos, como policiais militares, junto a fazendeiros, grileiros e jagunços, agiram contra camponeses. O espírito desenvolvimentista no Norte de Minas acabou por beneficiar determinados grupos, em detrimento de posseiros. Durante a ditadura, um coronel, representando os interesses desses grupos, chamado Georgino, ligado à polícia militar, foi um dos indivíduos que ficou conhecido por perseguir e reprimir violentamente posseiros em Cachoeirinha, Minas Gerais, durante a ditadura militar brasileira, assunto esse que é abordado no capítulo três. Ele é creditado como responsável por despejos ocorridos ali na região, que beneficiaram fazendeiros, dos quais ele era. Para análise dessa história, o conceito de violência virtuosa, conforme Alan Page Fisk, é usado. Grandes fazendeiros faziam uso da imprensa para deslegitimar camponeses e adotavam outras estratégias, tudo para desviar o foco de ideias de reforma agrária e expandirem seu poderio e influência na região.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8116-3922
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICA - INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Sociedade, Ambiente e Território

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