Avaliação da técnica de biópsia líquida para pacientes com ameloblastoma

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Marina Gonçalves Diniz
Fabricio Tinôco Alvim de Souza
Marianne de Vasconcelos Carvalho Leal de Barros
Ricardo Luiz Cavalcantide Albuquerque Júnior

Resumo

O ameloblastoma é uma neoplasia odontogênica benigna de origem epitelial subclassificada em convencional, unicístico e periférico, sendo o último raro. O ameloblastoma convencional apresenta comportamento clínico agressivo, com potencial de infiltrar tecidos, reabsorver raízes, perfurar corticais ósseas e atingir extensões consideráveis que levam, por vezes, a deformidade facial. O ameloblastoma convencional apresenta uma alta taxa de recidiva e o tratamento preconizado é baseado na remoção cirúrgica com margem de segurança, sendo mutilador. O ameloblastoma unicístico tende a apresentar comportamento clínico menos agressivo, sendo o tratamento mais conservador. A mutação BRAF p.Val600Glu é encontrada em 64% dos ameloblastomas convencionais e 80% dos ameloblastomas unicísticos. Considerando a capacidade de invasão tecidual dos ameloblastomas convencionais, a hipótese de que o ameloblastoma seria capaz de liberar na corrente sanguínea e na saliva DNA livre de células tumorais (ctDNA) apresentando a mutação assinatura do tumor foi considerada. Para testar tal hipótese, foi realizada biópsia líquida a partir de plasma sanguíneo de 10 pacientes com ameloblastoma BRAF p.Val600Glu positivos, e de saliva de 4 destes pacientes. Foram incluídos no estudo 7 ameloblastomas convencionais e três unicísticos. Foram coletadas amostras de tecido tumoral, sangue periférico total (em tempos pré-operatórios e acompanhamentos pós-operatórios de até um ano) e saliva em tempos pré-operatórios. Das amostras de tecido foram extraídos o DNA genômico (gDNA) e foram realizados testes para detecção da mutação por sequenciamento de Sanger e qPCR alelo-específico; as amostras de sangue periférico foram processadas para obtenção do plasma sanguíneo e, o plasma sanguíneo e a saliva foram utilizados para o isolamento do DNA livre de células circulante (cfDNA) e PCR digital em gotas (ddPCR) para detecção da mutação de interesse. Dos 10 pacientes com tumores BRAF p.Val600Glu positivos, em 3 a mutação foi detectada por biópsia líquida do sangue antes da realização da biópsia incisional ou excisional e, não foi detectada a mutação em nenhuma das amostras de biópsia líquida da saliva dos quatro pacientes avaliados. Nos acompanhamentos de pós-operatório todas as amostras foram negativas para a presença da mutação. Desta forma, estes resultados sugerem que o ameloblastoma tem a capacidade de liberar ctDNA na corrente sanguínea, mas aparentemente não na saliva, sendo necessário confirmação adicional.

Abstract

Ameloblastoma is an epithelial benign odontogenic neoplasm subclassified into conventional, unicystic, and peripheral types, with the latter being rare. Conventional ameloblastoma exhibits aggressive clinical behavior, with the potential to infiltrate tissues, resorb teeth roots, perforate bone cortical, and reach considerable extensions that can sometimes lead to facial deformities. It also presents a high recurrence rate, and the recommended treatment is surgical removal with safety margins, often resulting in mutilation. Unicystic ameloblastoma tends to behave less aggressively, allowing for more conservative treatment. Approximately 64% of conventional ameloblastomas and 80% of unicystic ameloblastomas harbor the BRAF p.Val600Glu mutation. Given the tissue-invasive capacity of conventional ameloblastomas, the hypothesis was considered that ameloblastoma might release tumor-derived cell-free DNA (ctDNA) into the bloodstream and saliva, carrying the tumor’s signature mutation. To test this hypothesis, liquid biopsy was performed using blood plasma from 10 patients with BRAF p.Val600Glu-positive ameloblastoma, and saliva from 4 of these patients. The study included 7 conventional and 3 unicystic ameloblastomas. Tumor tissue samples, whole peripheral blood (collected preoperatively and during follow-ups of up to one year), and preoperative saliva samples were obtained. Genomic DNA (gDNA) was extracted from tissue samples and tested for the mutation using Sanger sequencing and allele-specific qPCR. Peripheral blood samples were processed to obtain blood plasma, and both plasma and saliva were used to isolate circulating cell-free DNA (cfDNA), followed by droplet digital PCR (ddPCR) to detect the mutation of interest. Among the 10 cases analyzed, 10 presented the BRAF p.Val600Glu mutation in tumor tissue. In 3 of them,the mutation was detected in the blood-based liquid biopsy samples before incisional or excisional biopsy. However, the mutation was not detected in any of the saliva-based liquid biopsy samples from the four patients evaluated. In postoperative controls, all samples were negative for the mutation. These results suggest that ameloblastoma is capable of releasing ctDNA into the bloodstream, but apparently not in the saliva, pending further confirmation.

Assunto

Ameloblastoma, Biópsia líquida, Sistema de sinalização das MAP, Quinases

Palavras-chave

Ameloblastoma, Biópsia líquida, Via de sinalização MAPK/ERK, ddPCR

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