O Supergrupo Espinhaço na região entre Serranópolis de Minas e Mato Verde (MG): estratigrafia e implicações para o entendimento dos depósitos aluvionares locais de diamante

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Joachym Karfunkel
Tania Mara Dussin
Darcy Pedro Svisero
Carlos Schobbenhaus

Resumo

A geologia da Serra do Espinhaço na região entre Serranópolis de Minas e Mato Verde foi levantada em semidetalhes visando principalmente o estudo de sua estratigrafia e depósitos diamantíferos. O Supergrupo Espinhaço, do paleo a mesoproterozóico, é a unidade que compõe a maior parte da serra, capeando os granitos, migmatitos e gnaisses do Complexo Porteirinha. O Supergrupo Espinhaço na região foi dividido em cinco unidades de mapeamento: i) Unidade Mato Verde, representada por rochas vulcânicas e piroclásticas ácidas; ii) Unidade Trabalho, com quartzitos finos e níveis ferruginosos com estratificações plano-paralelo, cujo ambiente está relacionado a um mar raso; iii) Unidade Gerais de Santana, onde os quartzitos com estratificações cruzadas acanaladas se intercalam com metaconglomerados e filitos; rochas de provável ambinte fluvial distal; iv) Unidade Resplandecente, caracterizada pelos quartzitos maciços e friáveis, dependendo da quantidade de mica, relacioandos a um ambinte t eólico costeiro e, no topo, v) Unidade Serra Nova, com estratificação cruzadas de médio e grande portes, provenientes de ambiente um eólico desértico. Recobrindo oSupergrupo Espinhaço, aparecem metassedimentos pelíticos, atribuídos ao Grupo Macaúbas. Seis localidades onde ocorrem diamantes associados a depósitos aluvionares estão sobre, ou nas proximidades onde a Unidade Gerais de Santana está a montante. Como esta última contem abundantes lentes metaconglomeráticas, revela-se assim uma aparente associação de relacionamento de tais rochas com os sítios diamantíferos. Deste modo, futuros estudos sobre a fonte do diamante na região devem priorizar essa unidade. Os dados geocronológicos sobre zircão ora obtidos pelo método Pb-Pb apontam a ocorrência de três eventos termotectônicos distintos, que são relacionados às deformações pré-Espinhaço (2.8 Ga), Espinhaço (1.7 Ga) e pós-Espinhaço (0.6 Ga), os quais possivelmente resultam de três fases de deformação (D1, D2 e D3).

Abstract

Assunto

Geologia estratigrafica Minas Gerais, Mato Verde (MG), Mapeamento geológico Mato Verde (MG), Diamante, Serranópolis de Minas (MG), Mapeamento geológico Serranópolis de Minas (MG), Geocronologia Minas Gerais

Palavras-chave

estratigrafia, Supergrupo Espinhaço, diamantes, geocronologia, mapeamento geológico

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