Tiámat e Gaia nas cosmogonias de Enūma Eliš e Teogonia

dc.creatorSara Camila Barbosa dos Anjos
dc.date.accessioned2025-06-03T13:28:51Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:45:18Z
dc.date.available2025-06-03T13:28:51Z
dc.date.issued2025-05-19
dc.description.abstractThis dissertation analyses the figuration of Tiamat and Gaia in two ancient works: Enūma Eliš (“When on High”, the Babylonian creation epic) and Hesiod’s Theogony. From a comparative perspective between the areas of Classical Studies and Assyriology, with an approach based on ecocritical and queer theories, I seek to investigate how these bodies are figured and procreate in the cosmological narratives in which they are inserted. Not only do these pieces belong to the Mediterranean and Near Eastern convergence zone, but also share, among other themes, the Succession Myth. Throughout my master’s thesis, I observe the corporalities and materialities of water — Tiamat —, and earth — Gaia —, in the cosmogonies. Moreover, I discuss how they compose the fabric of the cosmos. According to the cosmogonic principles, both, in different ways, express the edges of existence in these songs. My study highlights how these humid and telluric bodies outline a poetic cartography. In the analysis of the texts in which these entities occupy the center of cosmic disputes and the processes of engenderment, I compare the mutilation of the multiform body of Tiamat — the creative matter of the Babylonian world —, to the agency and suffering of Gaia in face of the violence that structures the Hesiodic cosmos. By opting for an approach that crosses cultural and disciplinary boundaries, I argue that what the textual artists developed are the result of historical confluences. Investigating the Succession Myth, presented in both the Mesopotamian and Greek traditions, highlights these cultural confluences that shaped the civilisations of the region. Finally, my dissertation proposes that Tiamat-Oceana and Gaia-Earth are the environment, medium and matter where life is constituted. Reflecting on their figurations allows us to grasp how, since the origins of the Mediterranean and Near Eastern civilisations, different peoples have sought to give meaning to the processes of transformation of the earth.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/82730
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectEnūma Eliš
dc.subjectHesíodo - Teogonia - Crítica e interpretação
dc.subjectPoesia mesopotâmica - História e crítica
dc.subjectPoesia grega - História e crítica
dc.subjectCosmogonia babilônica
dc.subjectEcocrítica
dc.subjectTeoria queer na literatura
dc.subjectMitologia na literatura
dc.subject.otherTiámat
dc.subject.otherGaia
dc.subject.otherMito de sucessão
dc.subject.otherTerra
dc.subject.otherEcocrítica
dc.subject.otherTeoria queer
dc.titleTiámat e Gaia nas cosmogonias de Enūma Eliš e Teogonia
dc.title.alternativeTiamat and Gaia in the cosmogonies of Enūma Eliš and Theogony
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Jacyntho José Lins Brandão
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0043607985609560
local.contributor.referee1Katia Maria Paim Pozzer
local.contributor.referee1Pedro Ipiranga Júnior
local.contributor.referee1Elisa Maria Amorim Vieira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8144338311956761
local.description.resumoA dissertação analisa as figurações de Tiámat e Gaia em duas obras antigas: Enūma Eliš (“Quando no Alto”, a epopeia de criação babilônica) e a Teogonia de Hesíodo. A partir de uma perspectiva comparativa entre as áreas dos estudos clássicos e da assiriologia, com uma abordagem fundamentada em teorias ecocríticas e queer, buscamos compreender os corpos e as procriações dessas figuras nas narrativas cosmológicas em que estão inseridas. As obras pertencem à zona de convergência mediterrânica e médio-oriental, compartilhando, entre outros temas, o mito de sucessão. Observamos as corporalidades e materialidades da água, Tiámat, e da terra, Gaia, nas cosmogonias e vemos como elas compõe a tessitura do cosmos. Nos princípios cosmogônicos ambas, de formas distintas, expressam as bordas da existência nessas canções. O estudo evidencia como essas corporalidades aquosas e telúricas delineiam uma cartografia poética. Na análise dos textos em que essas entidades ocupam o centro das disputas cósmicas e dos processos de engendramento, observamos a mutilação do corpo multiforme de Tiámat, matéria criadora do mundo babilônico, e a agência e sofrimento de Gaia diante das violências que estruturam o cosmos hesiódico. Ao optar por uma abordagem que atravessa fronteiras culturais e disciplinares, defendemos que os artefatos textuais analisados são resultado de confluências históricas. A análise do mito de sucessão, presente tanto na tradição mesopotâmica quanto na grega, evidencia essas confluências culturais que compõem as civilizações da região. Por fim, a dissertação propõe que Tiámat-Oceana e Gaia-Terra são ambiente, meio e matéria onde a vida se constitui. A reflexão sobre suas figurações permite compreender como, desde as origens das civilizações mediterrânicas e médio-orientais, diferentes povos buscavam dar sentido aos processos de transformação da terra.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7574-7289
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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