A distopia como aceno a uma estética do lapso em canções do Radiohead
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Carlos Gonçalves Machado Neto
Guilherme Augusto Soares de Castro
Rodrigo Antonio de Paiva Duarte
Sergio Alcides Pereira do Amaral
Guilherme Augusto Soares de Castro
Rodrigo Antonio de Paiva Duarte
Sergio Alcides Pereira do Amaral
Resumo
Este estudo investiga representações da distopia em canções do grupo inglês Radiohead, com atenção a instantes de transcendência enfocados à luz de uma estética do lapso. As análises descrevem trajeto cronologicamente linear no repertório, iniciando pela canção “Fake Plastic Trees”, localizada no disco The Bends (1995), e seguindo com os álbuns subsequentes OK Computer (1997) e Kid A (2000). Esses momentos são concatenados por um fio conceitual: enquanto “Fake Plastic Trees” contém um embrião do sentimento distópico, comprimido em formato radiofônico, OK Computer apresenta um panorama de vícios contemporâneos, cuja percepção entre protagonistas distintos redunda em desorientação e melancolia; enfim, Kid A transfere os termos do conflito à trama musical, perfazendo metáfora da reificação na impossibilidade de articulação do sujeito no espaço de criação. O enfoque em lapsos de
transcendência, a despeito das limitações inerentes à normalização da indústria cultural, fundamenta-se em releitura de categorias filosóficas tradicionais, notadamente entre obras de Theodor Adorno. Em preparação do terreno em que acontecem as análises, o repertório do Radiohead é colocado entre duas narrativas centrais: uma relacionada às formas musicais, a evolução do rock’n’roll ao art rock; outra com interesse no modelo de representação, num panorama da distopia, da origem na literatura a reconfigurações em linguagens como cinema e música.
Abstract
This study investigates depictions of dystopia in songs by the English group Radiohead, in attention to instants of transcendence approached in light of a lapse aesthetics. The analyses constitute a chronologically linear path in the repertoire, starting with the song “Fake Plastic Trees”, from the album The Bends (1995), followed by the subsequent albums OK Computer (1997) and Kid A (2000). These moments are connected by a conceptual thread: while “Fake Plastic Trees” contains the germ of a dystopian sentiment, compressed under the radiophonic format, OK Computer shows a broad picture of contemporary vices whose awareness between
different protagonists results in disorientation and melancoly; finally, Kid A transfers the terms of this conflict to the musical interplay, creating a metaphor of reification in the impossibility of articulating the subject in the space of creation. The focus in lapses of
transcendence, in spite of the limitations inherent to the culture industry, is grounded in a review of traditional philosophical categories, particularly among the writings of Theodor Adorno. In preparation of the ground where the analyses take place, Radiohead’s repertoire is placed between two core narratives: one related to musical form, the evolution from rock’n’roll to art rock; the other, dedicated to the pattern of representation, with an overview of dystopia from the origins in literature to reconfigurations in languages such as cinema and music.
Assunto
Distopias, Grupos de rock, Etnomusicologia, Radiohead (Conjunto musical), Música - Filosofia e estética
Palavras-chave
Radiohead, Distopia, Estética, Canção
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