Impacto das comorbidades clínicas na funcionalidade em pacientes com o diagnóstico de transtorno afetivo bipolar

dc.creatorIsabela Martins Becattini Pereira
dc.date.accessioned2022-01-27T19:07:46Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:55:43Z
dc.date.available2022-01-27T19:07:46Z
dc.date.issued2021-05-27
dc.description.abstractThe presence of clinical comorbidities in bipolar disorder (BD), especially cardiometabolic diseases, is relatively common and has been associated with functional impairment. The functional status of an individual must be understood in two dimensions: competence and performance. Functioning refers to an individual's ability to fulfil their social roles. Functional capacity is defined as the individual's ability to perform activities related to daily life autonomously and independently. Thus, it is important to understand the relationship between BD, clinical comorbidities and functional outcomes, aiming at the development of therapies that focus on functional recovery of these patients. A cross-sectional study was carried out, evaluating 35 euthymic bipolar patients and 20 matched community controls. The semi-standardized anamnesis and physical examination were followed by the assessment of mood symptoms and the FAST and UPSA-1-BR scales. Laboratory data of blood glucose, glycated haemoglobin, lipid profile and serum lithium level were acquired from the patients' medical records. Cognitive assessment was performed using BAC-A and MMSE. 65.71% of the bipolar patients presented functional impairment by FAST and 42.86% presented alteration in functional capacity by UPSA-1-BR. Patients with BD presented lower functional capacity when compared to controls (p<0.001). Of the clinical comorbidities analysed, only dyslipidemia was associated with functional capacity (Z=57.5, p=0.004). Regarding the FAST scale, patients with dyslipidemia showed worse functional performance only in the domains of autonomy (Z=70; p=0.02) and leisure time (Z=70.5; p=0.02). Concerning sociodemographic factors, UPSA was positively correlated with education (rho=0.411, p=0.01). There was no correlation between the total FAST score and sociodemographic characteristics. In cognitive evaluation, functional capacity was positively correlated with neurocognitive domains (r=0.488; p=0.025) of the BAC-A. There was no correlation between functioning and BAC-A (r=- 0.148 p=0.52); or with MMSE (r=- 0.192 p=0.41). The UPSA showed medium to high accuracy to determine functional capacity in patients with BD in relation to functioning measured by FAST (ROC = 0.625 CI 95% 0.42 - 0.87). There was a relationship between functioning and functional capacity alterations (McNemar test: p=0.06). However, the scales have low agreement (Kappa=0.2), indicating that many patients have functional alterations in only one of the assessments. It was noticed that with the increase in the mean values of the difference between the scores on the scales, the greater was the distance between methods. To our knowledge, this is the first study to assess the presence of clinical comorbidities in BD and its association with functional outcomes. When used together, FAST and UPSA are important tools to identify functional outcomes in patients with BD. Other cross-sectional and longitudinal studies should be carried out to better understand the interaction between these factors in patients with BD.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/39190
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectNeurociências
dc.subjectTranstorno bipolar
dc.subjectComorbidade
dc.subjectAnálise e desempenho de tarefas
dc.subject.otherTranstorno bipolar
dc.subject.otherFuncionalidade
dc.subject.otherCapacidade funcional
dc.titleImpacto das comorbidades clínicas na funcionalidade em pacientes com o diagnóstico de transtorno afetivo bipolar
dc.title.alternativeImpact of clinical diseases on functioning in patients with bipolar disorders
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Breno Fiuza Cruz
local.contributor.advisor1Izabela Guimarães Barbosa
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6587685080775060
local.contributor.referee1Antônio Lúcio Teixeira Júnior
local.contributor.referee1João Vinicius Salgado
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4178344474086411
local.description.resumoA presença de comorbidades clínicas no transtorno afetivo bipolar (TAB), em especial doenças cardiometabólicas, é relativamente comum e vem sendo associada a alterações funcionais. O status funcional de um indivíduo deve ser entendido duas dimensões: competência e desempenho. Enquanto a funcionalidade se refere à capacidade de um indivíduo em desempenhar seus papeis sociais, a capacidade funcional é definida como a habilidade do indivíduo de realizar atividades relacionadas à vida diária de maneira autônoma e independente. Dessa forma, é importante que se entenda a relação entre TAB, comorbidades clínicas e alterações funcionais, visando o desenvolvimento de terapias que foquem na recuperação funcional desses pacientes. Realizou-se um estudo transversal, avaliando 35 pacientes com TAB em eutimia e 20 controles pareados da comunidade. A anamnese semipadronizada e o exame físico, foram seguidos da avaliação dos sintomas de humor e das escalas de funcionalidade (FAST) e capacidade funcional (UPSA-1-BR). Os dados laboratoriais de glicemia, hemoglobina glicada, lipidograma e litemia foram adquiridos no prontuário dos pacientes. A avaliação cognitiva foi realizada através da BAC-A e do MEEM. 65,71% dos pacientes com TAB apresentaram alteração funcional pela FAST e 42,86% apresentaram alteração de capacidade funcional pela UPSA-1-BR. Pacientes com TAB apresentaram pior capacidade funcional quando comparados a controles (p<0,001). Das comorbidades clínicas analisadas, a única que se associou com a capacidade funcional foi a dislipidemia (Z=57,5 p=0,03). Em relação à FAST, pacientes com dislipidemia demonstraram pior desempenho funcional apenas nos domínios de autonomia (Z=70; p=0,02) e lazer (Z=70,5; p=0,02). Em relação a fatores sociodemográficos, a UPSA se correlacionou positivamente com a escolaridade (rho=0,411, p=0,01). Não houve correlação entre a pontuação total da FAST e as características sociodemográficas analisadas. Na avaliação cognitiva, a capacidade funcional se correlacionou positivamente com os domínios neurocognitivos (r=0,488; p=0,025) da BAC-A. Não houve correlação da funcionalidade com a BAC-A (r=- 0,148 p=0,52); ou com o MEEM (r=-0,192 p=0,41). A UPSA apresentou uma acurácia de média a alta para determinar a capacidade funcional em pacientes com TAB em relação à funcionalidade medida pela FAST (ROC=0,625 IC 95% 0,42 – 0,87). Houve relação entre alterações de funcionais e de capacidade funcional (teste de McNemar: p=0,06). No entanto, as escalas apresentam baixa concordância (Kappa=0,2), indicando que muitos pacientes apresentam alteração funcional em apenas uma das avaliações. Percebeu-se que com o aumento dos valores médios da diferença entre as pontuações nas duas escalas, maior foi a distância entre os métodos. Até onde foi possível pesquisar, esse é o primeiro estudo a avaliar a presença de comorbidades clínicas no TAB e sua associação com a alteração funcional e a capacidade funcional. Quando usadas em conjunto, a FAST e a UPSA são importantes ferramentas na detecção de alterações funcionais de pacientes com TAB. Outros estudos transversais e longitudinais devem ser realizados para uma melhor compreensão da interação entre esses fatores em pacientes com TAB.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Neurociências

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