Quantification and propagation of rating curve uncertainties in hydrological and hydrodynamic modeling
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Wilson dos Santos Fernandes
Viviane Borda Pinheiro Rocha
Dirceu Silveira Reis Júnior
Viviane Borda Pinheiro Rocha
Dirceu Silveira Reis Júnior
Resumo
Floods cause significant social and economic impacts, including loss of human life. Flood alert systems, when properly operated, have the potential to mitigate these impacts and save lives. However, decision-making regarding alert system activation is often challenging due to multiple uncertainties, including those related to predicted flood levels obtained through hydrological and hydrodynamic modeling. Rainfall-runoff models, frequently used to support decision-making, are affected by multiple sources of uncertainties that should be explicitly considered. Among these, uncertainties associated with output data are particularly relevant, since discharge is commonly obtained from rating curves, which are themselves subject to substantial uncertainty that is often neglected. This issue is especially critical in small catchments, in which discharge measurements are frequently unavailable for rating curve constructions. In this context, this study develops a rainfall-stage hydrological model based on Bayesian statistics, allowing explicit representation of parametric and structural uncertainties associated with both the rating curve and the hydrological model. By incorporating a prior rating curve constructed from hydraulic and geometric characteristics, the proposed model enables discharge estimation even in cases where no discharge measurement data are available. The simulated discharges are subsequently routed through a hydrodynamic model to assess the impact of the explicit consideration of rating curve uncertainty on water level predictions. The method was applied to Jardim streamflow gauging station, inserted on the Juatuba stream, on the Paraopeba river basin; selected due to its telemetric nature and the availability of previously qualitycontrolled hourly data. Rating curve uncertainty was quantified using the BaRatin method, which relies on Bayesian inference and enables the incorporation of physical knowledge in defining the stage-discharge relationship. Two rating curves were constructed, one using available discharge data and another neglecting these data, simulating a scenario without discharge observations. Subsequently, a rainfall-stage model was implemented within a Bayesian framework using the GR4H hydrological model. Finally, discharge outputs were routed through a one-dimensional hydrodynamic model using the HEC-RAS software. Results from the rainfall-stage model using the estimated rating curve indicated that structural uncertainty associated with the hydrological model was dominant, with contributions ranging from 43% to 99%, and an average contribution of 66%. Structural uncertainty related to the rating curve was also significant, with an average contribution of 30% and maximum values reaching 54%. For the model utilizing the prior rating curve, the mean structural uncertainty associated with the rating curve increased to 37%, and performance metrics were substantially deteriorated. The propagation of results through the hydrodynamic model highlighted the importance of accounting for rating curve uncertainty across all sections. Overall, the results emphasize the need for discharge measurement for rating curve construction, explicit consideration of rating curve uncertainty, and improved understanding of hydrological processes to reduce structural uncertainty.
Abstract
Inundações provocam impactos sociais e econômicos significativos, incluindo a perda de vidas humanas. Sistemas de alerta, quando bem operados, apresentam potencial para mitigar esses impactos e salvar vidas. Entretanto, a tomada de decisão quanto ao acionamento desses sistemas é dificultada por diversas incertezas, incluindo aquelas associadas às cotas de inundações preditas obtidas a partir de modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas. Modelos chuva-vazão, frequentemente utilizados para subsidiar decisões, são afetados por diversas incertezas que devem ser explicitamente consideradas. Dentre elas, destacam-se as incertezas associadas aos dados de saída, uma vez que as vazões são comumente obtidas por meio de curvas-chave, as quais apresentam incertezas frequentemente negligenciadas. Essa situação é particularmente crítica em pequenas bacias, nas quais dados de vazão muitas vezes não estão disponíveis para construção das curvas-chave. Nesse contexto, o presente trabalho utilizou estatística Bayesiana para o desenvolvimento de um modelo hidrológico do tipo chuva-nível, que permite a consideração explícita das incertezas paramétricas e estruturais da curva-chave e do modelo hidrológico. Além disso, o modelo possibilita a predição de vazões mesmo em casos em que não há descargas medidas, a partir da utilização de uma curva-chave a priori, construída com base em características geométricas e hidráulicas. Posteriormente, as vazões simuladas foram propagadas em um modelo hidrodinâmico com o objetivo de avaliar o impacto da consideração explícita das incertezas da curva-chave na predição das cotas de inundação. A aplicação do método foi realizada na estação fluviométrica Jardim, posicionada no córrego Juatuba, na bacia hidrográfica do rio Paraopeba; selecionada por se tratar de uma estação telemétrica com dados horários previamente consistidos e com disponibilidade de informações para o estudo. As incertezas da curva-chave foram quantificadas por meio do método BaRatin, que se baseia na análise Bayesiana e permite a incorporação do conhecimento físico na definição da relação entre nível e vazão. Foram desenvolvidas duas curvas-chave: uma utilizando os dados de vazão disponíveis e outra desconsiderando esses dados, simulando um cenário sem observação de vazões. Em seguida, foi desenvolvido o modelo chuvanível, também sob uma abordagem Bayesiana, adotando-se o modelo hidrológico GR4H. Por fim, as vazões estimadas foram propagadas em modelo hidrodinâmico unidimensional utilizando o software HEC-RAS. Os resultados do modelo chuva-nível utilizando a curva-chave calibrada indicaram predominância da incerteza estrutural do modelo hidrológico, com contribuições variando de 43% a 99% e valor médio de 66%. A incerteza estrutural da curva-chave também se mostrou relevante na incerteza preditiva total, com contribuição média de 30% e valor máximo de 54%. Para o modelo que utilizou a curva-chave a priori, observou-se aumento da incerteza estrutural da curva-chave, com valor médio de 37%, além de significativa piora nas métricas de desempenho. A propagação dos resultados do modelo chuva-nível com curva-chave estimada no modelo hidrodinâmico evidenciou o impacto da consideração explícita da incerteza da curva-chave ao longo de todas as seções. Os resultados reforçam a necessidade da observação de dados de vazão para construção de curvas-chave, da consideração explícita da incerteza da curva-chave e do aprimoramento do entendimento de processos hidrológicos visando à redução da incerteza estrutural.
Assunto
Engenharia sanitária, Recursos hídricos - Desenvolvimento, Teoria bayesiana de decisão estatística, Incerteza, Hidrodinâmica
Palavras-chave
Bayesian inference, Rainfall-stage model, Uncertainty analysis, 1D hydrodynamic modeling