“Cavalgar sem sela”: ensinamentos, demandas e incitações do currículo bareback em oposição às normas do uso do preservativo

dc.creatorDanilo Araujo de Oliveira
dc.date.accessioned2021-12-14T01:37:09Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:18:40Z
dc.date.available2021-12-14T01:37:09Z
dc.date.issued2021-11-26
dc.description.abstractIn this thesis, I analyze the functioning of the bareback curriculum in the production of truths, knowledge and subject positions. Bareback is an intentional sexual practice, typical of men who have sex with other men (MSM), of not using condoms during sex with casual and/or anonymous partners, constituting a practice of premeditation and eroticization of anal sex without condom. Considering its diffusion imbricated with cyberculture, based on works in the field of Cultural Studies, in its post-critical aspect, I name a set of heterogeneous sayings about the practice located in cyberspace, specifically in a blog and three profiles on Twitter, as a bareback curriculum. Curriculum, in turn, is understood as discourse, that is, as productive practices of power-knowledge that take place under specific emergency conditions. As a methodology, the research articulated elements and procedures of netnography and discursive analysis inspired by Foucault. I develop here the thesis that, in the functioning of the bareback curriculum, a process of subjectivation and the production of truths is engendered and prominently characterized by challenges and resistance to the prescribed norms of the mandatory use of condoms in sexual relations between men who do sex with men. Compounding these challenges and resistances is the dispute over sexual pleasure. Thus, it is stated in this curriculum that the most exciting, best and most pleasurable sexual act is the one that can be felt without a condom. This statement that emerges in this curriculum as truth establishes relationships with risk, pleasure, health and gender that affect the production of particular subject positions and different modes of conduction. In this way, the bareback curriculum works to produce different, complementary and conflicting subject positions: unrubberman, preper, bugchaser and giftgivers. With regard to the functioning of this curriculum, pornography is located as a technology integrated by the pedagogies of masculinization and eroticism, which operate with specific techniques to produce bareback as a transgressive practice linked to masculinity and the violation of the norm of mandatory use of condoms.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/38849
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSexo -- Diferenças
dc.subjectHomens -- Comportamento sexual
dc.subjectHomossexualidade masculina
dc.subjectComportamento de risco
dc.subjectMinorias sexuais
dc.subject.otherCurrículo.
dc.subject.otherBareback.
dc.subject.otherSexualidade.
dc.subject.otherHomens que fazem sexo com homens.
dc.subject.otherGênero.
dc.title“Cavalgar sem sela”: ensinamentos, demandas e incitações do currículo bareback em oposição às normas do uso do preservativo
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Shirlei Rezende Sales
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4103701137389818
local.contributor.referee1Lívia de Rezende Cardoso
local.contributor.referee1Márcio Caetano
local.contributor.referee1Anna Paula Vencato
local.contributor.referee1Filipe Santos Fernandes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0463409625851892
local.description.resumoNesta tese, analiso o funcionamento do currículo bareback na produção de verdades, saberes e posições de sujeito. O bareback é uma prática sexual intencional, própria de homens que têm relações sexuais com outros homens (HSH), de não usar preservativos durante o sexo com parceiros ocasionais e/ou anônimos, constituindo-se como uma prática de premeditação e erotização do sexo anal sem camisinha. Considerando sua difusão imbricada à cibercultura, com base nos trabalhos do campo dos Estudos Culturais, em sua vertente pós-crítica, nomeio um conjunto de ditos heterogêneos sobre a prática localizados no ciberespaço, especificamente em um blog e três perfis no Twitter, como currículo bareback. Currículo, por sua vez, é entendido como discurso, isto é, como práticas produtivas de poder-saber que se dão sob condições de emergência específicas. Como metodologia, a pesquisa articulou elementos e procedimentos da netnografia e da análise discursiva de inspiração foucaultiana. Desenvolvo aqui a tese de que, no funcionamento do currículo bareback, engendra-se um processo de subjetivação e de produção de verdades caracterizado e particularizado, proeminentemente, por contestações e resistências às normas prescritas do uso obrigatório do preservativo nas relações sexuais entre homens que fazem sexo com homens. Compondo essas contestações e resistências, está a disputa sobre o prazer sexual. Assim, afirma-se, nesse currículo, que o ato sexual mais excitante, melhor e mais prazeroso é aquele que pode ser sentido sem preservativo. Tal afirmação que emerge nesse currículo como verdade estabelece relações com o risco, prazer, saúde e gênero que incidem na produção de posições de sujeito particulares e em modos de condução da conduta distintos. Dessa maneira, o currículo bareback atua de modo a produzir diferentes, complementares e conflitantes posições de sujeito: unrubberman, preper, bugchaser e giftgivers. No que se refere ainda ao funcionamento desse currículo, localiza-se a pornografia como uma tecnologia integrada pelas pedagogias da masculinização e do erotismo, as quais operam com técnicas específicas para produzir o bareback como uma prática transgressiva atrelada à masculinidade e à violação da norma do uso obrigatório do preservativo.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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