Negro drama: narrativas estudantis negras, educação física escolar e educação étnico-racial

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Dissertação de mestrado

Título alternativo

Membros da banca

Inês Assunção de Castro Teixeira
Patrícia Maria de Souza Santana

Resumo

As pesquisas sobre as relações étnico-raciais e da cultura negra no campo da educação física escolar têm crescido nos últimos anos, embora ainda escassas. O presente texto busca ampliar tais reflexões e contribuir para a construção de novas possibilidades de aprendizado e percepção do mundo a partir da dos saberes estético-corpóreos negros (GOMES, 2017). Retomando o percurso histórico que direcionou as práticas pedagógicas da educação física, compreende-se que a mesma esteve diretamente ligada à discriminação do corpo negro e de sua cultura. (MATTOS, 2007). Nesse sentido, combater o racismo na escola também perpassa pelo corpo onde recaem práticas históricas das desigualdades e de violência simbólica que provocam inúmeras demarcações negativas com os estudantes negros e negras. Dessa forma, como a Educação Física escolar pode se transformar e ressignificar seu lugar na malha curricular e, por, conseguinte, para contribuir na promoção da igualdade racial? A pesquisa ancorou-se numa perspectiva narrativa (BENJAMIN, 1994) e – inspirada no ateliê biográfico de projetos (DELORY-MOMBERGER, 2006) – foram produzidas no biênio 2018-2019, em Belo Horizonte, narrativas autobiográficas (SUÁREZ, 2007) de um grupo de 05 estudantes negras que – a partir de suas escrevivências (EVARISTO, 2017) sobre a Educação Física escolar – compuseram, junto de narrativas docentes autobiográficas do autor, um livro sobre a educação das relações étnico-raciais na educação física escolar, trazendo indícios (GINZBURG, 1989) de reflexões possíveis para ressignificação de práticas docentes para uma educação antirracista.

Abstract

Research on ethnic-racial relations and black culture in the field of school physical education has grown in recent years, though still scarce. The present text seeks to amplify these reflections and contribute to the construction of new possibilities of learning and perception of the world from the aesthetic-corporeal black knowledge (GOMES, 2017). Taking up the historical path that guided the pedagogical practices of physical education, it is understood that it was directly linked to the discrimination of the black body and its culture. (MATTOS, 2007). In this sense, combating racism in school also runs through the body where historical practices of inequalities and symbolic violence that lead to countless negative demarcations with black and black students fall. In this way, how can School Physical Education be transformed and re-signified to contribute to the promotion of racial equality? The research was anchored in a narrative perspective (BENJAMIN, 1994) and - inspired by the biographical studio of projects (DELORY-MOMBERGER, 2006) - autobiographical narratives (SUÁREZ, 2007) were produced in the biennium 2018-2019, in Belo Horizonte, by a group of 5 black students who - from his escrevivências (EVARISTO, 2017) on School Physical Education - composed, together with autobiographical educational narratives of the author, a book on the education of ethnic-racial relations in school physical education, bringing indications (GINZBURG, 1989) of possible reflections for re-signification of teaching practices for an antiracist education.

Assunto

Educação, Educação fisica - Estudo e ensino, Educação - Relações étnicas, Educação - Relações raciais, Estudantes negros - Narrativas pessoais, Igualdade na educação, Discriminação na educação, Educação intercultural

Palavras-chave

Educação física, Narrativas autobiográficas

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto