Os monstros e a questão racial na literatura pós-colonial brasileira

dc.creatorCelia Maria Magalhaes
dc.date.accessioned2019-08-13T03:30:57Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:41:38Z
dc.date.available2019-08-13T03:30:57Z
dc.date.issued1997-03-10
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9HZR6F
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectLiteratura comparada
dc.subjectLiteratura fantástica
dc.subjectModernismo (Literatura) Brasil
dc.subjectCinema
dc.subject.otherEstudos Literários
dc.titleOs monstros e a questão racial na literatura pós-colonial brasileira
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Solange Ribeiro de Oliveira
local.contributor.referee1Lynn Mario Trindade Menezes de Souza
local.contributor.referee1Eneida Maria de Souza
local.contributor.referee1Wander Melo Miranda
local.contributor.referee1Ana Lucia Almeida Gazzola
local.contributor.referee1Else Ribeiro Pires Vieira
local.description.resumoO objetivo deste trabalho é investigar a noção de' monstruosidade como construção narrativa na literatura fantástica inglesa do século XIX, na literatura mágico realista brasileira do modernismo e no cinema latino-americano contemporâneo. Tomase como ponto de partida o conceito de monstro na Antigüidade e a evolução deste conceito até o Romantismo. Analisa-se a literatura gótica como tecnologia narrativamonstruosa, focalizando-se a "criatura" de Frankenstein e o vampiro como construtos para a representação da alteridade, entre outras. Estabelecem-se o tropo do suplemento e a economia parasitária da linguagem da pós-critica, além do parasitismo como fundamento das relações sociais, para um exame da contaminação como estratégia dodiscurso literário e crítico pós-colonial. A narrativa gótica vampiresca, ao tratar diferentemente a questão da alteridade, desestabiliza a noção de sentido textual imívoco, bem como a noção de identidade "pura". Precursora da narrativa mágico realista, no contexto pós-colonial brasileiro, essa narrativa se transformará na narrativa trickster, de Mário de Andrade, produtora do "nem tão" monstruoso trickster Macunaíma que, como o vampiro em outras culturas, representa posições specíficas da cultura brasileira, incluindo a questão do negro. A narrativa trickster diferencia-se da narrativa antropofágica de Oswald de Andrade, a qual constitui um dos fundamentos teóricos para a teoria de tradução da vanguarda concretista, bem como para o cinema brasileiro ligado ao movimento tropicalista e a crítica literária pós-modema. Conclui-seque o antropófago e o trickster são construtos contradiscursivos pós-coloniais diferenciados, o segundo aproveitando a ambivalência e o hibridismo do discurso eurocêntrico para insinuar-se na representação das questões específicas da cultura brasileira.
local.publisher.initialsUFMG

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