O contraste de nasalidade em falantes normais com fissura palatina: aspectos da produção

dc.creatorCamila Queiroz Silveira
dc.date.accessioned2019-08-10T04:05:39Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:59:50Z
dc.date.available2019-08-10T04:05:39Z
dc.date.issued2008-06-19
dc.description.abstractThe aim of this work was to study the contrast in the nasality of vowels and consonants in Brazilian Portuguese in normal speakers and speakers with hypernasality, and investigate the influence of syllabic tonicity and emphasis on this contrast. For this purpose, three studies were developed: nasometric, aerodynamic and duration, involving the analysis of a corpus of eight normal speaker informants and eight speakers with hypernasality as a result of cleft palate, all adult men, aged between 20 and 40 years. The corpus was formed by pairs of words with contrast of nasality in the consonant, in different syllabic positions and trios of words with contrast of nasality in vowels, the first being with an oral vowel, the second with a nasal vowel and the third with a nasalized vowel followed by a nasal consonant. The nasometric study showed that normal speakers and speakers with hypernasality expressed the contrast of nasality in their speech by means of higher values of nasalance for the nasal sounds, but that the magnitude of this difference is smaller for speakers with hypernasality. The postonic position appears to favor the contrast of nasality, as well as the position of the word at the end of the phrase for normal speakers, and in the medial position of the phrase, when emphasized, for speakers with hypernasality. The aerodynamic study revealed that normal speakers expressed the contrast of nasality in their speech by means of higher values of oral pressure and lower values of nasal pressure, nasal flow and velopharyngeal area for the voiced bilabial oral consonant, when compared with the bilabial nasal consonant. Speakers with hypernasality express this contrast only with higher values of oral pressure. For normal speakers tonicity did not interfere in the aerodynamic values. The initial tonic and post tonic positions favored the contrast of nasality in speakers with hypernasality by means of increase in oral pressure. The study of duration indicated that normal speakers and speakers with hypernasality expressed the contrast of nasality in their speech by means of longer duration values for nasal sounds than for oral sounds. Speakers with hypernasality presented longer values for oral sounds than normal speakers did. The initial and medial tonic positions seemed to favor the contrast of nasality in relation to duration, as well as the medial position of the phrase. From the three studies conducted, it was concluded that speakers with hypernasality present the same tendency as normal speakers for expressing the contrast of nasality in speech, however, they do so in a lower magnitude, which may not be sufficient to be perceived by the listeners.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ARCO-7KWRYG
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectNasalidade (Fonetica)
dc.subjectDistúrbios da voz
dc.subjectNasometria
dc.subjectLingua portuguesa Fonologia
dc.subjectAerodinamica
dc.subjectLingüistica
dc.subjectFenda palatina
dc.subject.otherNasometria
dc.subject.otherAerodinâmica
dc.subject.otherDuração
dc.subject.otherNasalidade
dc.subject.otherFissura palatina
dc.titleO contraste de nasalidade em falantes normais com fissura palatina: aspectos da produção
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Cesar Augusto da Conceicao Reis
local.contributor.advisor1Maria Ines Pegoraro-Krook
local.contributor.referee1Luciana Lemos de Azevedo
local.contributor.referee1Viviane Cristina de Castro Marino
local.contributor.referee1Bernadette von Atzingen Santos Cardoso
local.contributor.referee1Maurilio Nunes Vieira
local.description.resumoO objetivo deste trabalho foi estudar o contraste da nasalidade de vogais e de consoantes do Português Brasileiro em falantes normais e em falantes com hipernasalidade e investigar a influência da tonicidade silábica e da ênfase neste contraste. Para isso, foram desenvolvidos três estudos, o nasométrico, o aerodinâmico e o de duração, envolvendo a análise de um corpus de oito informantes falantes normais e oito falantes com hipernasalidade decorrente de fissura labiopalatina, todos adultos do sexo masculino, com idades entre 20 e 40 anos. O corpus foi formado por pares de vocábulos com contraste de nasalidade na consoante, em diferentes posições silábicas e trios de vocábulos com contraste de nasalidade nas vogais, sendo o primeiro com vogal oral, o segundo com vogal nasal e o terceiro com vogal nasalizada, seguida por consoante nasal. O estudo nasométrico mostrou que falantes normais e falantes com hipernasalidade expressam em sua fala o contraste de nasalidade por meio de valores mais elevados de nasalância para os sons nasais, mas que a magnitude desta diferença é menor para os falantes com hipernasalidade. A posição postônica parece favorecer o contraste de nasalidade, bem como a posição da palavra no final de frase para os falantes normais e na posição medial de frase, quando enfatizado, para falantes com hipernasalidade. O estudo aerodinâmico revelou que falantes normais expressam em sua fala o contraste de nasalidade por meio de valores maiores de pressão oral e menores de pressão nasal, fluxo nasal e área velofaríngea para a consoante oral bilabial vozeada, quando comparada à consoante nasal bilabial. Falantes com hipernasalidade expressam este contraste apenas com valores mais altos de pressão oral. Para falantes normais a tonicidade não interferiu nos valores aerodinâmicos. A posição tônica inicial e a postônica favorecem o contraste de nasalidade nos falantes com hipernasalidade, por meio do aumento da pressão oral. O estudo da duração indicou que falantes normais e falantes com hipernasalidade expressam em sua fala o contraste de nasalidade por meio de valores de duração mais longos para sons nasais do que para sons orais. Falantes com hipernasalidade apresentam valores mais longos do que falantes normais para sons orais. As posições tônica inicial e tônica medial parecem favorecer o contraste de nasalidade em relação à duração, bem como a posição medial da frase. A partir dos três estudos realizados, concluímos que falantes com hipernasalidade apresentam a mesma tendência do que falantes normais para expressar na fala o contraste de nasalidade, no entanto, o fazem em uma magnitude menor, o que pode não ser suficiente para ser percebido pelos ouvintes.
local.publisher.initialsUFMG

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