Passeando pela interação microrganismo-hospedeiro: responsividade inflamatória e suas implicações frente a relações mutualísticas e parasitárias

dc.creatorCaio Tavares Fagundes
dc.date.accessioned2019-08-10T10:24:05Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:08:12Z
dc.date.available2019-08-10T10:24:05Z
dc.date.issued2011-08-04
dc.description.abstractMicroorganisms and their host interact in myriad of states along a continuum, ranging from mutualistic relationships, in one extreme, to conflictuous, frequently pathogenic relationships, in the other edge. The aim of the present work was to evaluate the relevance of indigenous microbiota for host inflammatory responsiveness and the potential outcomes of this inflammatory responsiveness during encounters with pathogenic microorganisms. Specifically, results presented here demonstrate that, after colonization by indigenous microbiota, there is a shift in host responsiveness upon inflammatory stimuli, from innate anti-inflammatory mediator production to rapid release of inflammatory mediators and leukocyte mobilization. This altered pattern of inflammatory mediator production is essential for the host ability to control an infectious insult. In addition, the work presented here shows that production of some inflammatory mediators is indispensable for host resistance to infection by Dengue virus, an important human pathogen. On the other hand, some inflammatory mediators released during host response to Dengue virus infection play a pathogenic role, leading to more severe disease manifestation and to increased host susceptibility to infection. Therefore, host colonization by indigenous microorganisms enables its responsiveness to inflammatory stimuli. This gained ability is essential for the host to deal with parasitic microorganisms. However, the capacity of producing inflammatory mediators and mobilizing leukocytes confers the potential to cause tissue damage upon interaction with infectious agents. Thus, host inflammatory responsiveness is directly associated to the outcome of the several ecological relationships established between a host and any microorganism.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-9TWGAF
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectBioquímica e imunologia
dc.subject.otherBioquímica e Imunologia
dc.titlePasseando pela interação microrganismo-hospedeiro: responsividade inflamatória e suas implicações frente a relações mutualísticas e parasitárias
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Danielle da Glória de Souza
local.contributor.advisor1Mauro Martins Teixeira
local.contributor.referee1Sergio Danilo Junho Pena
local.contributor.referee1Fabiana Simao Machado
local.contributor.referee1Marcelo Torres Bozza
local.contributor.referee1José Carlos Farias Alves Filho
local.description.resumoHospedeiros e microrganismos se associam numa miríade de relações que variam ao longo de um amplo contínuo, estabelecendo, num extremo, relações de cooperação mútua, até relações conflituosas, muitas vezes patogênicas, no outro extremo. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos da microbiota indígena na responsividade inflamatória do hospedeiro e os possíveis resultados dessa responsividade durante o encontro com microrganismos patogênicos. Mais especificamente, o trabalho demonstra que a colonização por uma microbiota indígena é acompanhada da mudança da responsividade do hospedeiro a estímulos inflamatórios, passando de um estado caracterizado pela produção inata de mediadores anti-inflamatórios para a rápida liberação de mediadores inflamatórios e mobilização de leucócitos. Esta mudança é essencial para que o hospedeiro seja capaz de controlar um insulto infeccioso. Ainda, o trabalho demonstra que a produção de determinados mediadores inflamatórios é essencial para a resistência do hospedeiro à infecção pelo Dengue vírus, um importante patógeno humano. Em contrapartida, determinados mediadores inflamatórios produzidos pelo hospedeiro em resposta à infecção pelo Dengue vírus acabam por exercer um papel patogênico, levando ao agravamento da doença e acentuando a susceptibilidade do hospedeiro à infecção. Assim, a colonização do hospedeiro por microrganismos indígenas confere a ele a capacidade de responder a estímulos inflamatórios. Essa capacidade é essencial para que o hospedeiro possa lidar com microrganismos parasitas. No entanto, essa capacidade de produzir mediadores inflamatórios e mobilizar leucócitos representa também o potencial em causar dano tecidual durante o encontro com agentes infecciosos. Portanto, a responsividade inflamatória do hospedeiro está diretamente associada ao resultado dos diversos tipos de relações ecológicas estabelecidas entre um hospedeiro e um microrganismo.
local.publisher.initialsUFMG

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