Efeito da finasterida no antígeno prostático específico (PSA) sérico e na próstata do Hamster - Mesocricetus Auratus (HMA).
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Paulo Cesar de Matos Rodrigues
Tarcizo Afonso Nunes
Cirenio de Almeida Barbosa
Tarcizo Afonso Nunes
Cirenio de Almeida Barbosa
Resumo
Avaliar o efeito da finasterida no PSA sérico e na próstata hMa. Métodos: Vinte hMa adultos, machos, foram divididos em grupos de dez animais: dez animais para o grupo-finasterida e dez animais para o grupo-controle. No grupo-finasterida foram administrados 7,14 ng/mL de finasterida, subcutâneo (SC), no dorso, dose equivalente a 1.000 vezes menor a que é administrada a um homem adulto de 70Kg por noventa dias. Após serem mortos por hipovolemia no momento da colheita do sangue para dosagem do PSA sérico pela técnica ELISA, os animais foram submetidos à laparotomia, e as próstatas foram retiradas em monobloco, dissecadas e fixadas em formalina a 10% e submetidas a estudo por microscopia óptica de luz e estudo morfométrico. Foi avaliado o diâmetro dos ácinos e do epitélio acinar prostático, a apoptose, a expressão AgNORs e a celularidade. Resultados: Ao final da pesquisa, o grupo-finasterida apresentou idade média de 17,7 ± 0,67 meses. O grupo-controle apresentou idade média de 15,2 ±1,13 meses. O valor de t na comparação das médias das idades entre os dois grupos foi de 5,98 e p= 0,001. O grupo-controle pesou em média 129 ± 18,82g e o grupo-finasterida 145,0 ± 15,27g; t = 2,08 e p= 0,0514. O grupo-finasterida apresentou média de PSA de 0,003 ng/mL±0,0048, mediana de 0,003 e o grupo-controle apresentou média de 0,633 ng/mL ± 0,763, mediana de 0,634, H= 7,98 e p= 0,0047. A área dos ácinos do grupo-controle foi de 398,6 ± 55,32 x 103 m2 e 238 ±24,6 x 10 3 m2 para o grupo-finasterida; t= 2,653; p= 0,0122. A área do epitélio acinar foi de 160,4 ±18,43 m2 x 103 para o grupo-controle versus 111,9 ±12,82 m2 x 103 para o grupo-finasterida; t= 2,162; p= 0,0361. A expressão de AgNORs foi menor no grupo-finasterida. Os animais do grupo-controle apresentaram média de 3,68 ± 1,07 grumos de argirófilos/m2, mediana= 4 e os animais do grupo-finasterida apresentaram média de 2,846 ± 0,877 grumos argirófilos/m2 e mediana= 3, p= < 0,0001. A apoptose foi mais frequente no grupo-finasterida, 53,62±1,389 versus grupo-controle, 14,76 ± 2,137, p= 0,0408. Não houve diferença na celularidade entre os grupos de animais, 74,75±5,5 células no grupo-controle versus 65,07±13,24, no grupo-finasterida, p= 0,5105. Conclusão: O uso da finasterida, diminuiu o PSA sérico, as áreas dos ácinos e do epitélio acinar a expressão de AgNORs e promoveu a apoptose nos ácinos da próstata dos hMa que fizeram uso desse medicamento. Não houve diferença significativa na celularidade acinar entre os dois grupos de animais estudados.
Abstract
Avaliar o efeito da finasterida no PSA sérico e na próstata hMa. Métodos: Vinte hMa adultos, machos, foram divididos em grupos de dez animais: dez animais para o grupo-finasterida e dez animais para o grupo-controle. No grupo-finasterida foram administrados 7,14 ng/mL de finasterida, subcutâneo (SC), no dorso, dose equivalente a 1.000 vezes menor a que é administrada a um homem adulto de 70Kg por noventa dias. Após serem mortos por hipovolemia no momento da colheita do sangue para dosagem do PSA sérico pela técnica ELISA, os animais foram submetidos à laparotomia, e as próstatas foram retiradas em monobloco, dissecadas e fixadas em formalina a 10% e submetidas a estudo por microscopia óptica de luz e estudo morfométrico. Foi avaliado o diâmetro dos ácinos e do epitélio acinar prostático, a apoptose, a expressão AgNORs e a celularidade. Resultados: Ao final da pesquisa, o grupo-finasterida apresentou idade média de 17,7 ± 0,67 meses. O grupo-controle apresentou idade média de 15,2 ±1,13 meses. O valor de t na comparação das médias das idades entre os dois grupos foi de 5,98 e p= 0,001. O grupo-controle pesou em média 129 ± 18,82g e o grupo-finasterida 145,0 ± 15,27g; t = 2,08 e p= 0,0514. O grupo-finasterida apresentou média de PSA de 0,003 ng/mL±0,0048, mediana de 0,003 e o grupo-controle apresentou média de 0,633 ng/mL ± 0,763, mediana de 0,634, H= 7,98 e p= 0,0047. A área dos ácinos do grupo-controle foi de 398,6 ± 55,32 x 103 m2 e 238 ±24,6 x 10 3 m2 para o grupo-finasterida; t= 2,653; p= 0,0122. A área do epitélio acinar foi de 160,4 ±18,43 m2 x 103 para o grupo-controle versus 111,9 ±12,82 m2 x 103 para o grupo-finasterida; t= 2,162; p= 0,0361. A expressão de AgNORs foi menor no grupo-finasterida. Os animais do grupo-controle apresentaram média de 3,68 ± 1,07 grumos de argirófilos/m2, mediana= 4 e os animais do grupo-finasterida apresentaram média de 2,846 ± 0,877 grumos argirófilos/m2 e mediana= 3, p= < 0,0001. A apoptose foi mais frequente no grupo-finasterida, 53,62±1,389 versus grupo-controle, 14,76 ± 2,137, p= 0,0408. Não houve diferença na celularidade entre os grupos de animais, 74,75±5,5 células no grupo-controle versus 65,07±13,24, no grupo-finasterida, p= 0,5105. Conclusão: O uso da finasterida, diminuiu o PSA sérico, as áreas dos ácinos e do epitélio acinar a expressão de AgNORs e promoveu a apoptose nos ácinos da próstata dos hMa que fizeram uso desse medicamento. Não houve diferença significativa na celularidade acinar entre os dois grupos de animais estudados.
Assunto
Cirurgia
Palavras-chave
Próstata, Citoquímica, Finasterida, Hamster, PSA