Avaliação de fatores clínicos, epidemiológicos e genéticos na reconstituição imune em pessoas vivendo com HIV

dc.creatorJuliane Vilela Ferreira Salomão
dc.date.accessioned2025-09-04T17:48:57Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:07:59Z
dc.date.available2025-09-04T17:48:57Z
dc.date.issued2021-02-09
dc.description.abstractHIV infection is primarily characterized by the persistent destruction of CD4 T cells, leading to AIDS progression and increased risk of morbidity and mortality. Genetic factors have been identified as modulators of the immune system, as dopamine plays a role in immunoregulation; thus, polymorphisms in dopamine receptors and the dopamine transporter may partly explain immune failure or recovery in individuals with HIV. Through the analysis of 417 medical records, the influence of clinical, epidemiological, and genetic factors on CD4 T cell counts was evaluated. In the association study, treatment duration was the only predictor of immune recovery (15 cells/µL/year). Individuals receiving the AZT/3TC/EFZ regimen showed an average annual reduction of 72 cells/µL in CD4 T cell counts compared to other regimens. Male participants had an average of 62 cells/µL fewer than females over the year. Advanced age at diagnosis negatively affected immune recovery, with an average reduction of 30 cells/µL per year. Initiating therapy with a CD4 T cell count < 200 cells/µL impaired recovery to > 500 cells/µL over seven years of treatment. Each log10 increase in viral load was associated with an average reduction of 61 cells/µL of CD4 T cells per year, and males had more difficulty achieving viral suppression than females (6.66 vs 6.34 copies/µL/log10) in the first year of therapy. This study is the first to evaluate the association between dopaminergic system polymorphisms and CD4 T cell recovery in people living with HIV; no significant association was observed for the polymorphisms DRD2: rs1800497, DRD3: rs6280, DRD4: rs1800955, and SLC6A3: rs27072 with immune recovery. We conclude that individuals with high viral load, male sex, advanced age at diagnosis, and treatment with AZT/3TC/EFZ are more likely to experience failure in CD4 T cell reconstitution.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84872
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectHIV
dc.subjectEstudo de Associação Genômica Ampla
dc.subjectAntígenos CD4
dc.subjectFarmacogenética
dc.subjectPolimorfismo Genético
dc.subjectSistema Imunitário
dc.subject.otherEstudo de associação
dc.subject.otherlinfócito T CD4
dc.subject.otherfarmacogenética
dc.subject.otherpolimorfismo genético
dc.subject.otherHIV/AIDS
dc.titleAvaliação de fatores clínicos, epidemiológicos e genéticos na reconstituição imune em pessoas vivendo com HIV
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Renan Pedra de Souza
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0509655225224036
local.contributor.referee1Maria Auxiliadora Parreiras Martins
local.contributor.referee1Marcelo Rizzatti Luizon
local.contributor.referee1Luiza Mendonça Higa
local.contributor.referee1Fernanda Rodrigues Soares
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8421016764098103
local.description.resumoA infecção pelo HIV caracteriza-se principalmente pela destruição persistente de células T CD4, o que leva à progressão para AIDS e aumenta o risco de morbimortalidade. Fatores genéticos já foram apontados como moduladores do sistema imunológico, uma vez que a dopamina desempenha papel na imunorregulação; portanto, polimorfismos em receptores dopaminérgicos e no transportador de dopamina poderiam explicar, em parte, a falha ou a recuperação imune em indivíduos infectados pelo HIV. Por meio da análise de 417 prontuários, avaliou-se a influência de fatores clínicos, epidemiológicos e genéticos na contagem de células T CD4. No estudo de associação, o tempo de tratamento foi a única variável preditora de recuperação imunológica (15 céls/µL/ano). Indivíduos em uso do esquema AZT/3TC/EFZ apresentaram redução média de 72 céls/µL na contagem anual de células T CD4 em comparação a outros esquemas terapêuticos. Homens tiveram contagem média 62 céls/µL menor que mulheres ao longo do ano. A idade avançada ao diagnóstico impactou negativamente a recuperação imune, com redução média de 30 céls/µL ao ano. O início da terapia com contagem de T CD4 < 200 céls/µL comprometeu a recuperação para > 500 céls/µL em sete anos de tratamento. Cada aumento de log10 na carga viral associou-se a redução média de 61 céls/µL de T CD4 ao ano, sendo que homens apresentaram maior dificuldade em alcançar supressão viral que mulheres (6,66 vs 6,34 cópias/µL/log10) no primeiro ano de terapia. Este estudo é pioneiro ao avaliar a associação entre polimorfismos do sistema dopaminérgico e a recuperação de células T CD4 em pessoas com HIV; não foi observada associação significativa dos polimorfismos DRD2: rs1800497, DRD3: rs6280, DRD4: rs1800955 e SLC6A3: rs27072 com a recuperação imunológica. Conclui-se que indivíduos com carga viral elevada, sexo masculino, idade avançada ao diagnóstico e tratamento com AZT/3TC/EFZ apresentam maior risco de falha na reconstituição de células T CD4.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA GERAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Genética

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