Cuidado com a pessoa idosa: uso de medicamentos e a ocorrência de incontinência urinária

dc.creatorRoberta Querino de Melo
dc.date.accessioned2025-10-23T18:01:42Z
dc.date.issued2025-07-03
dc.description.abstractUrinary incontinence is a prevalent condition among older adults, often exacerbated by comorbidities and the continuous use of medications that affect urinary function. This study aimed to identify the medications that contribute to the occurrence of urinary incontinence in elderly patients treated at a Geriatrics Institute. It is a documentary, retrospective, and quantitative research study, based on the analysis of electronic medical records of patients aged sixty years or older. Data collection involved sociodemographic, clinical, and pharmacological variables, with the classification of drugs according to the Anatomical Therapeutic Chemical Classification System. The results showed a predominance of female individuals (65.06%), self-declared mixed-race individuals (50.49%), and an average age between seventy and seventy-nine years. The simultaneous use of five or more medications was identified in 41.7% of the elderly participants. Among the medications most associated with urinary incontinence were: benzodiazepines (64.92%) and antidepressants (29.83%) within the nervous system; alpha-1 adrenergic receptor antagonists (43.80%) and diuretics (36.20%) within the cardiovascular system; as well as tamsulosin and doxazosin within the genitourinary system. The discussion highlights that these drugs, widely prescribed in geriatric care, have significant potential to trigger urinary incontinence, corroborating findings from international literature. The role of nursing in medication review and health education is emphasized as a key strategy for preventing and managing this condition. It is concluded that a critical review of prescriptions in older adults is necessary, with emphasis on deprescribing unnecessary medications and focusing on patient-centered care, aiming to preserve their autonomy, dignity, and quality of life.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/627
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectSaúde do Idoso
dc.subjectIncontinência Urinária
dc.subjectPolimedicação
dc.subjectLista de Medicamentos Potencialmente Inapropriados
dc.subjectEnfermagem Geriátrica
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherPolifarmácia
dc.subject.otherIncontinência urinária
dc.subject.otherIdoso
dc.subject.otherMedicamentos potencialmente inapropriados
dc.subject.otherEnfermagem geriátrica
dc.titleCuidado com a pessoa idosa: uso de medicamentos e a ocorrência de incontinência urinária
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Assis do Carmo Pereira Júnior
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2572321884574101
local.contributor.referee1Assis do Carmo Pereira Júnior
local.contributor.referee1Claudiomiro da Silva Alonso
local.contributor.referee1Taysa de Fátima Garcia
local.description.resumoA incontinência urinária é uma condição prevalente entre idosos, frequentemente agravada por comorbidades e pelo uso contínuo de medicamentos que afetam a função miccional. Este estudo teve como objetivo identificar os medicamentos que contribuem para a ocorrência da incontinência urinária em pacientes idosos atendidos em um Instituto de Geriatria. Trata-se de uma pesquisa documental, retrospectiva e quantitativa, com análise de prontuários eletrônicos de pacientes com sessenta anos ou mais. A coleta de dados envolveu variáveis sociodemográficas, clínicas e medicamentosas, com classificação dos fármacos segundo o sistema de Classificação Anatômica Terapêutica Química. Os resultados revelaram predominância do sexo feminino (65,06%), autodeclarados pardos (50,49%) e com idade média entre setenta e setenta e nove anos. Foi identificada a presença de uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos em 41,7% dos idosos. Entre os medicamentos mais associados à incontinência urinária, destacaram-se: benzodiazepínicos (64,92%) e antidepressivos (29,83%) no sistema nervoso; antagonistas dos receptores adrenérgicos alfa-1 (43,80%) e diuréticos (36,20%) no aparelho cardiovascular; além de tansulosina e doxazosina no sistema gênito-urinário. A discussão aponta que esses fármacos, amplamente prescritos em geriatria, apresentam potencial significativo de desencadear incontinência urinária, corroborando achados da literatura internacional. A atuação da enfermagem na avaliação medicamentosa e na educação em saúde é destacada como estratégia fundamental para prevenção e manejo da condição. Conclui-se que há necessidade de revisão crítica da prescrição em idosos, com ênfase na descontinuação de medicamentos desnecessários e no cuidado centrado no paciente, visando preservar sua autonomia, dignidade e qualidade de vida.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENF - DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM BÁSICA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programCurso de Especialização em Enfermagem em Estomaterapia
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE

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